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Resenhas 24Maio • 2020

Uma Loucura e Nada Mais, por Mary Balogh

Eu amo o comprometimento da Arqueiro em lançar suas séries de romance de época. Eu nunca tenho que esperar muito tempo para colocar as mãos em uma continuação e eles sempre entregam um trabalho impecável quando se trata de tradução, edição e capa.

O Clube dos Sobreviventes tem sido a minha série de romance de época favorita da Mary Balogh. A atmosfera de soldados feridos e com corações partidos me conquistou bem mais do que eu estava esperando e a melancolia da narrativa apenas intensifica o teor romântico e erótico do livro.

Não tem nada que prenda mais um leitor de romances históricos do que a ansiedade de sabe se e quando os protagonistas vão se entregar definitivamente ao desejo e a paixão que nutrem um pelo outro e Mary Balogh faz isso muito bem em todos os livros desta série. Leia mais

Resenhas 14nov • 2018

Um Acordo e Nada Mais, por Mary Balogh

Qualquer um que chegou a ler a minha resenha sobre o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes sabe o quão ansiosa eu estava para colocar as minhas mãos no segundo livro. Para a minha sorte, a Arqueiro é uma editora maravilhosa e não demorou mais do que alguns meses para colocar Um Acordo e Nada Mais nas livrarias. E ainda bem, não é mesmo? Com um enredo simples, porém emocionante, o segundo livro de Mary Balogh nos traz um romance que começa na praticidade mas aos poucos se transforma numa paixão verdadeira.

Eu acho que sempre vou me impressionar com a maneira que a Balogh constrói o seus enredos. Nós começamos Um Acordo e Nada Mais com dois protagonistas com problemas próprios e situações de vida complicadas a sua maneira. Enquanto Vincent precisa encontrar uma forma de escapar de um casamento forçado, Sophia precisa encontrar uma forma de sair da casa dos seus parentes horríveis, que se recusam a notar a sua existência. Dois protagonistas opostos, mas com feridas que os unem de uma forma muito inesperada. Leia mais

Resenhas 19abr • 2018

Uma Proposta e Nada Mais, por Mary Balogh

Existe uma squad de autoras de romance de época que eu amo de paixão e Mary Balogh, definitivamente faz parte desse time incomparável de escritoras. Sua nova série, Clube dos Sobreviventes, chegou aos leitores brasileiros para mostrar que ela não é só uma escritora maravilhosa, mas também é capaz de criar os enredos mais interessantes e os melhores diálogos que uma apaixonada por romances de época como eu poderia querer. Uma Proposta e Nada Mais é o primeiro livro desta nova série e seus personagens não deixam a desejar. Com um enredo criativo e personagens inteligentes, este novo romance de Mary Balogh vai ser a melhor leitura que vocês poderiam colocar na estante.

Clube dos Sobreviventes me lembrou bastante de O Clube dos Canalhas, da Sarah Maclean, exceto pelo fato de que neste caso não temos uma casa de jogos, mas sim um grupo de pessoas unidas pela dor. Podemos esperar personagens atormentados de dor, culpa ou até mesmo arrependimento, tudo o que compõe um bom romance de época e revela heróis e heroínas ainda mais interessantes. No caso de Uma Proposta e Nada Mais, primeiro livro da série, conhecemos Gwen e Hugo, dois personagens que perderam muito ao longo da vida e que buscam uma forma de continuar com suas vidas solitárias. Leia mais

Resenhas 08dez • 2016

Ligeiramente Seduzidos, por Mary Balogh

Ah, Mary Balogh! Às vezes eu fico me perguntando como eu pude passar tanto tempo sem ler os seus livros. A primeira vez que li um livro de Mary confesso que não gostei. A trama e os personagens não me convenceram e eu fiquei bastante aborrecida com o livro que, era o primeiro da série Os Bedwyns. Mas, eu sou muito de segundas chances quando se trata de primeiras leituras e, por incrível que pareça, eu gostei do segundo e do terceiro livro bem mais do que eu esperava, mas foi o quarto livro – sempre o quarto livro – que me ganhou totalmente.

Entendam, eu já li mais romances de época do que consigo contar nos dedos. Conheci todo o tipo de personagem, desde as heroínas mais doces a mais amargas, mas nenhuma delas foi Morgan Bedwyn. Em Ligeiramente Seduzidos conhecemos Gervase Ashford, conde de Rosthorn, um homem que carrega dentro do coração um sentimento muito forte de vingança.

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Quando, em um baile da alta sociedade em Bruxelas, ele é apresentado a Lady Morgan Bedwyn, encontra nela a oportunidade perfeita para se vingar de seu maior inimigo: Wulfric, o irmão mais velho da moça. Porém, Morgan não é uma moça qualquer, ela possui ideais, independência e não vai se deixar seduzir por qualquer homem que a corteje. E, assim que percebe as verdadeiras intenções do conde, ela se prepara para virar o jogo e mostrar para ele que a manipular não será tão fácil assim.

À primeira vista o enredo parece cliché e até mesmo um pouco “mais do mesmo”, mas como eu disse no parágrafo anterior, é Morgan que faz toda a diferença nesse enredo. Ligeiramente Seduzidos se passa em uma época de guerra, quando a Europa travava uma batalha contra Napoleão. É dentro desse cenário que encontramos a nossa personagem principal, bem no centro de toda a ação de uma batalha sangrenta.  Diferente do que é esperado dos romances de época, Morgan não é uma personagem preocupada em encontrar um bom marido, pelo contrário, sua maior preocupação está no desenrolar da guerra, nas táticas militares e nas probabilidades de perder aqueles que tanto ama.

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Narrado em terceira pessoa, boa parte do livro se desenvolve em meio a esse cenário sangrento, onde o romance entre os personagens principais (Gervase e Morgan) se desenvolve completamente em segundo plano por causa de acontecimentos maiores. Para mim, acho que esse foi o enredo de melhor desenvolvimento da autora, porque ela conseguiu passar muito bem os desesperos de uma guerra, mas sem deixar que a sua personagem se tornasse fraca ou omissa nas suas escolhas. Aliás, ouso dizer que de todos os quatro livros da série que eu li até agora, este foi o que teve o melhor desenvolvimento de enredo e onde a escrita da autora fluiu melhor.

Morgan Bedwyn é uma heroína tão maravilhosa quanto Penélope de Julia Quinn. Acho até que se elas se conhecessem, seriam melhores amigas num piscar de olhos. Morgan, diferente de muitas heroínas, é muito observadora. Julga as pessoas pelas suas ações e reage de acordo com o ambiente em que está. Ela não tem medo de falar o que pensa e bater de frente com quem precisar para fazer sua opinião ser ouvida. Eu gostei muito de ter contato com uma personagem que, ao invés de seguir as orientações sociais, resolveu sujar sua melhor roupa para ajudar os feridos da guerra. Impossível não se identificar com uma personagem assim.

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O romance foi, por incrível que pareça, uma das minhas partes favoritas do livro. Embora eu normalmente fique entediada com a forma como os personagens se apaixonam, em Ligeiramente Seduzidos a autora conseguiu me convencer e me envolver na química dos personagens. Não se tratava apenas de uma vontade carnal, mas Morgan e Gervase tinham uma compatibilidade intelectual inegável, que fazia com que o sentimento deles começasse a florescer através de uma amizade sincera – mesmo que até determinado ponto do livro, Gervase ainda buscasse vingança.

Eu tenho que admitir que essa leitura me pegou muito de surpresa. Eu gosto dos livros da Mary, mas Ligeiramente Seduzidos tinha um “algo a mais” que nos outros ficou meio perdido. De todos os livros da série, posso dizer que esse é o meu favorito até então, embora eu esteja muito ansiosa para os dois últimos volumes que são focados em dois personagens que eu gostei muito nas leituras anteriores. Então, se você gosta de romance de época, pode ler Ligeiramente Seduzidos de coração aberto, lembrando que não é preciso ler os livros na ordem, já que cada um foca em um personagem da série.

Resenhas 16ago • 2016

Ligeiramente Escandalosos, por Mary Balogh

O grande lance dos romances de época é que você começa como uma leitura para se distrair, e quando menos espera já está envolvido em mil universos de duques e marqueses diferentes, mal podendo esperar para encarar a próxima aventura. E com Os Bedwyns de Mary Balogh foi exatamente assim. Depois da leitura de Ligeiramente Maliciosos, eu mal pude esperar para começar a leitura de Ligeiramente Escandalosos, o livro que tem como personagem principal a Freyja Bedwyn, minha personagem favorita de todos os volumes, até então.

Freyja estava prometida para se casar com Jerome, mas se apaixonou pelo irmão mais novo do moço, Kit. Convencida pelo irmão a cumprir com sua obrigação como irmã, ela acaba abrindo mão do seu amor e noivando com Jerome, que por ironia do destino acaba falecendo antes mesmo do casamento, deixando seu irmão mais novo como herdeiro. Ainda com raiva das escolhas de Freyja, o jovem volta para casa trazendo uma esposa, deixando nossa jovem Bedwyn por anos solteira, sem encontrar alguém para ocupar o espaço vazio em seu coração.

Ligeiramente Escandalosos

Freyja consegue seguir bem com sua vida, até que em uma viagem a pacata cidade de Bath, o destino coloca em seu caminho, Joshua Moore, o Marques de Hallmare, dono de uma beleza inegável e de uma das piores reputações. A química entre eles é inegável, assim os conflitos e as provocações. Ambos possuem personalidades marcantes e é impossível não ver que foram feitos um para outro. E é pensando nisso que Joshua, para fugir de um casamento arranjado, propõe a Freyja que finja ser a sua noiva. Ela, que assim como ele acha muita graça das convenções sociais, aceita participar da farsa. Mas será que essa mentira seria o suficiente para que ambos escondam a paixão que sentem um pelo outro?

Ligeiramente Escandalosos é narrado em terceira pessoa, alternando o foco entre os personagens principais do livro, assim como os volumes anteriores da série. Mas, diferente do que vimos em Ligeiramente Casados e Ligeiramente Maliciosos, o terceiro volume traz um enredo muito menos dramático e muito mais divertido de se acompanhar. O primeiro ponto positivo do livro é o desenvolvimento do enredo. Gostei muito que os personagens principais tenham se conhecido de uma forma mais inusitada, onde a autora pudesse explorar suas personalidades sarcásticas. Isso deixou o enredo mais interessante e me fez querer saber o que aconteceria a seguir.

Ligeiramente Escandalosos

De todos os volumes dessa série que li, até agora Ligeiramente Escandalosos foi o meu favorito. Mary Balogh escolheu fugir um pouco da receita de bolo e nos dar personagens que realmente não se importam com as convenções sociais, nos fazendo rir junto com eles dos costumes da época. Achei que Freyja foi uma personagem bem construída desde o primeiro livro da série, principalmente porque ela já tinha se apaixonado e perdido o amor da sua vida por conta das convenções sociais e agora estava disposta a se deixar levar – o que acabou resultando em um noivado de mentira apenas para provocar a sociedade de Bath.

Mary Balogh explora o termo “não levar desaforo para casa” bem a fundo neste enredo. Diferente dos livros anteriores, nossa heroína já não está mais preocupada com o que vão pensar dela e não mede suas palavras quando terceiros vem tentar diminuí-la por ser uma “solteirona”. Achei isso maravilhoso, principalmente depois de encontrar tantas personagens que, mesmo que não abertamente, se sentem inferiores socialmente por não terem conquistado um bom partido. Neste caso, acredito que Freyja tem uma mensagem feminista muito importante para passar para os leitores.

Ligeiramente Escandalosos

O romance foi um dos mais divertidos que eu li até hoje. Mesmo sabendo que eles iriam acabar se apaixonando eventualmente, gostei muito da conotação racional que a autora deu ao enredo, fazendo com que os personagens conversassem mais de uma vez sobre a relação deles antes de tomarem a decisão final sobre o que fariam dali em diante. Isso fez toda uma diferença no enredo, principalmente porque estamos muito acostumados com os personagens principais se entregando a paixão logo de cara. Mesmo que num curto espaço de tempo, a relação de Freyja e Joshua foi construída a base da conversa e confiança, e isso foi muito bem colocado no livro.

Joshua foi um libertino interessante de se acompanhar. Embora eu não goste muito desse perfil “libertino”, por achar muito fantasioso, este personagem em particular tornou as situações mais divertidas e menos imaginárias para mim. Gosto quando a autora cria um herói mais esperto, com o mínimo de bom senso para lidar com as situações e não coloca características muito exageradas – embora a “beleza enlouquecedora” dele já seja um exagero e tanto.

Ligeiramente Escandalosos foi uma das minhas melhores leituras dessa série. Eu gostei muito dos personagens e de como o enredo foi se desenvolvendo ao longo dos capítulos. Acredito que, para quem gosta de romances de época e quer fugir um pouco do “mais do mesmo”, esse livro pode ser uma leitura maravilhosa, afinal, não tem como não amar a Freyja. Sério, eu estou apaixonada por ela desde o primeiro livro.

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Gostou da resenha? Confira então a nossa opinião sobre o quarto livro da série, Ligeiramente Seduzidos.

Resenhas 31jul • 2016

Ligeiramente Maliciosos, por Mary Balogh

Primeiro, eu nem acredito que finalmente eu li o segundo livro da série Os Bedwyns. Acho que essa leitura tá na minha lista desde o lançamento e eu só fui comprar o livro recentemente em uma promoção. Segundo, eu não acredito que demorei tanto para fazer essa leitura. Digo, é a síndrome de Julia Quinn toda novamente. Não gostei muito do primeiro livro, Ligeiramente Casados, mas Ligeiramente Maliciosos simplesmente ganhou meu coração com esse enredo completamente diferente do que eu estava esperando. Mas vamos conter a animação e falar um pouco sobre o livro, não é?

Nossa heroína no segundo volume da série Os Bedwyns é Judith Law, terceira filha de um reverendo sem fortuna que, foi chamada à casa de sua tia para ajudar a cuidar de sua avó. Durante a viagem, Judith conhece um homem misterioso e, aproveitando que sua viagem iria atrasar um dia, ela acaba se envolvendo romanticamente com ele. A verdade é que ela jamais esperava vê-lo de novo, e como sabia que suas chances de se casar eram as menores possíveis, porque não se permitir uma noite prazer?

Ligeiramente Maliciosos

Quando a noite termina e a jovem segue viagem, ambos acreditam que jamais se encontrarão novamente. Mas o destino tem um jeito estranho de pregar peças e, quando ela chega à casa de sua tia, Judith descobre que o homem da sua aventura é ninguém menos que Lorde Rannulf Bedwyn. Com suas máscaras expostas, ambos não conseguem esquecer a noite de paixão que tiveram, muito menos negar a química que existe entre eles. O problema é que todos esperam que Rannulf fique noivo de Julienne, prima de Judith, mas será que o cavalheiro conseguirá resistir a paixão que sente pela mulher que conheceu durante sua viagem?

Estou completamente entregue a esse enredo, não tenho como negar. Tudo o que eu ainda não tinha visto em um romance de época, Mary Balogh me entregou num pacotinho de presente muito fofo. Ligeiramente Maliciosos é narrado em terceira pessoa, alternando muito pouco o foco da narrativa entre os personagens principais. Diferente dos livros que eu li, os personagens principais se entregam a paixão logo nos primeiros capítulos do livro, e como a história se desenvolve a partir daí acaba sendo um grande mistério para o leitor – o que é a melhor parte do livro, não quero estragar.

Ligeiramente Maliciosos

Mary Balogh achou uma receita interessante aqui. Ela construiu uma personagem com uma vida mediana, contentada com o fato de que não iria fazer um bom casamento, disposta a fazer certos sacrifícios pela família, mas que possuía uma voz única que ainda não tinha encontrado em outras heroínas. Em Ligeiramente Maliciosos, os personagens tomam as rédeas de suas histórias, se entregam mais as aventuras e as suas curiosidades e as tramoias dos antagonistas são – definitivamente – dignas de A Usurpadora. Honestamente? Fiquei boa parte do livro completamente envolvida nos acontecimentos, tanto que, se alguém falava comigo, eu não era capaz de me distrair nem por um segundo.

Estou completamente apaixonada por Judith. Primeiro porque seus cabelos cor de fogo são arrebatadores, e eu gosto de como ela, mesmo não se achando muito bonita, valoriza sua aparência – de certa forma. Gosto do fato de ela simplesmente se permitir a outra pessoa, sem ficar se julgando por isso, ou deixar que a julguem. Desde o começo do livro, entendendo que a situação dela era muito pior do que a de outras heroínas que eu já conheci, consegui me conectar com a personagem, entender porque ela precisava de um momento onde ela não era Judith Law. E que mulher não quer um único momento para não ser ela mesma, não é?

Ligeiramente Maliciosos

Um personagem que me chamou atenção, e não é Rannulf porque até onde eu posso dizer sobre ele, bem… eu me casaria com ele sem pensar duas vezes, foi Wulf, o irmão mais velho dos Bedwyns, chefe da família e o cara mais irritante que eu tinha conhecido no primeiro livro. Sempre achei Wulf do tipo de cara que não aceita que as coisas sejam feitas de maneira diferente da vontade dele, mas nesse segundo volume – eu acho – ele teve uma mudança muito brusca de caráter. Estava calmo, compreensivo e solicito demais para alguém com um temperamento tão forte. Talvez a autora tenha pecado um pouco em ter inserido essa mudança sem nenhum motivo logo no segundo volume da série.

Fora esse pequeno desvio em um dos personagens, por enquanto secundários, Ligeiramente Maliciosos foi, sem nenhuma dúvida, muito melhor do que Ligeiramente Casados. Os personagens são muito mais interessantes, suas personalidades são desafiadoras e todo o desenvolvimento do enredo foge um pouco do mesmo que eu tenho lido em alguns romances por aí. Ligeiramente Maliciosos foi a leitura que me deixou completamente desesperada para ler a continuação dessa série e eu estou as expectativas lá em cima apara Ligeiramente Escandalosos, terceiro livro da série.

Gostou da resenha? Confira então a nossa opinião sobre o terceiro livro da série, Ligeiramente Escandalosos.

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