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Resenhas 17dez • 2017

O Gabinete Paralelo, por Maureen Johnson

Atenção: Esta resenha contém spoilers da série Sombra de Londres! Leiam por sua própria conta, tá?!

É sempre difícil falar sobre um livro que não atinge as suas expectativas, mas que também não é tão ruim assim. Principalmente quando esse livro faz parte de uma série que até então vinha te agradando. Eu  não sei dizer exatamente o que eu esperava de O Gabinete Paralelo, mas depois de dois livros que me impressionaram, o terceiro volume da série Sombras de Londres não conseguiu manter o nível que eu me acostumei a receber da série. E eu realmente ainda não consegui definir exatamente porque.

O Gabinete Paralelo continua a história de Rory Deveaux, uma jovem americana que se muda de sua pequena cidade nos Estados Unidos para ir estudar em um colégio interno em Londres. Lá, Rory acaba se envolvendo com uma organização dedicada a investigar atividades paranormais e descobre a habilidade de enxergar fantastas. Agora, após passar por algumas tragédias traumáticas, Rory está diante de uma ameaça ainda maior que todas que já enfrentou. Rory e seus amigos vão precisar mergulhar ainda mais fundo nas sombras de Londres.

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Vamos começar pelos pontos positivos. A escrita da Maureen Johnson continua tão boa quanto esteve nos dois primeiros livros da série. Ela consegue passar muito bem o conteúdo emocional da história e sabe manter um equilibro legal entre as partes mais sérias e as mais divertidas, apesar de eu sentir falta da atmosfera de mistério primeiro livro. E os diálogos são sempre muito bem escritos, principalmente porque fica muito claro que cada personagem tem uma voz característica. Você realmente acaba a história tendo a sensação que conhece cada um dos personagens bem, e isso acrescenta bastante para a história.

“Ouvi um tinir de trincado, e quando me virei, vi a janela  se congelar. Quer dizer, ao menos era o que parecia, como se o gelo tomasse conta do vidro a partir de baixo, mas na verdade, como percebemos um segundo depois, era uma rachadura se expandindo em formato de teia de aranha.”

Rory continua sendo uma boa protagonista e os outros personagens continuam sendo um ótimo elenco de apoio. A única personagem que me incomodou foi Freddie, a nova personagem. Apesar de gostar dela, ela meio que aparece do nada com todas as respostas que os personagens estavam procurando, como se tivesse caído do céu. Mas Bu, Callum e Stephen continuam sendo todos ótimos, e Thorpe acabou sendo bastante agradável como personagem de apoio também.

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Mas infelizmente o livro tem seus pontos negativos. O maior deles, e eu não sei se vou conseguir explicar isso direito, é que ele não parece ser o suficiente. Eu realmente acho que esse livro poderia ter sido uma novella ou uma metade de um ultimo volume mais extenso. O plot vai do ponto A ou ponto B, introduz um ou dois detalhes, emas ada do que ele faz realmente parece importante o bastante para justificar o seu status como terceiro livro da série. Eu vou ter que entrar no território dos spoilers para explicar o porque, então se você não quer spoilers, pule para o fim da resenha.

“Deixei o telefone no balcão de granito e peguei um guardanapo para secar as lágrimas. Tomei um longo gole da garrafinha d’água e a amassei na mão. O silêncio que se instalou sobre nós três depois desse ruído foi um dos mais profundamente perturbadores que já vivenciei.”</div

O que esse livro fez de importante para o enredo da série? Ressuscitou o Steven, ou nem isso já que ele não estava exatamente morto, e introduziu os vilões Sid e Sadie. Só isso. De resto, os personagens estão exatamente no mesmo lugar; Inclusive, estão um pouco pior já que Rory aprende informações importantes durante o livro mas que são basicamente esquecidas no final. Se o livro fosse lançado como uma novella mosrando apenas a história de Sid e Sadie, eu realmente não sentiria tanta diferença. O que mais ele fez? Explicou que Rory é especial porque ela é basicamente um terminal? NÓS JÁ SABÍAMOS DISSO!!!

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O maior problema do livro é o fato de que fica muito claro que ele está apenas fazendo uma ponte até a conclusão da série. Teria sido muito simples concluir a história nesse terceiro livro, mas a autora preferiu introduzir plots novos e esticar essa saga um pouco mais. O resultado é uma tentativa frustrante e cansativa, com um final vago que me deixou com aquela pergunta de “É sério que o livro acaba assim?” na cabeça. E isso nunca é o tipo de reação que você quer ter como final de um livro.

Enfim, é muito estranho chegar ao terceiro livro da série e ter a impressão de que o enredo está enchendo linguiça. O livro inteiro se passa em torno de alguns dias e é realmente essa a sensação que a leitura passa. Apesar de gostar da escrita da Maureen Johnson e dos personagens, O Gabinete Paralelo é o tipo de livro que eu realmente não vou me lembrar daqui a alguns dias. É aquele livro que você precisa ler porque quer chegar ao final da série, mas não te dá aquele suspense de querer muito saber aonde a história vai chegar. Realmente decepcionante.

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Resenhas 13dez • 2016

No Limite da Loucura, por Maureen Johnson

No Limite da Loucura é um mistério YA, escrito pela autora Maureen Johnson e publicado pela Editora Fantástica. É o segundo volume da série Sombras de Londres, e conta a história de Rory, uma jovem americana, mais especificamente de Nova Orleans que se muda para Londres, quando seus pais aceitam um trabalho de professores de uma universidade britânica. Rory passa a estudar em Wexford, um colégio interno histórico no centro de Londres.

Mas a mudança de Rory pra Inglaterra não vai ser tão tranquila assim. Ao mesmo tempo que em que ela desembarca em solo britânico, um serial killer inicia uma onda de assassinatos, inspirada até os mínimos detalhes nos famosos assassinatos de Jack, O Estripador, um assassino misterioso que assombrou Londres no século 19. Pra piorar a situação, Wexford fica bastante próxima dos locais dos assassinatos.

Rory não imagina que vai acabar se envolvendo com esse mistério de uma forma totalmente diferente, quando ela testemunha um possível suspeito. O mais estranho é que ninguém mais viu o tal suspeito. Ela acaba descobrindo que as sombras de Londres esconde muito mais do que aparentam, e que talvez, ela seja a única pessoa que consegue enxergá-las.

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Mais uma vez, o resumo no começo da resenha se refere ao primeiro livro da série para evitar os spoilers. O primeiro livro é focado principalmente no mistério desse assassino, e o segundo é mais focado em Rory aprendendo sobre as habilidades misteriosas que ela mesma não sabia que tinha. Então, achei melhor não entregar o enredo do livro logo de cara, sabe?

Como eu já falei, o livro é protagonizado e narrado pela Rory, e a narração dela é uma das minhas partes favoritas do livro. Ela é inteligente, engraçada, e ter ela como narradora tornou a experiencia da leitura muito mais agradável. Eu li os dois livros bem rapidinho e isso reforçou bastante o meu pensamento de que a narração pode fazer ou destruir uma história. Se a narração da Rory fosse diferente, eu acho que eu não teria curtido tanto essa série.

O que logicamente, também quer dizer que a escrita é outro ponto positivo. Essa foi a minha primeira leitura da Maureen Johnson, (fora os contos que ela escreveu para a coletânea As Crônicas de Bane, com a Cassandra Clare) e foi uma ótima primeira impressão. Já tô super afim de ler outros livros dela, e lógico, de continuar lendo os outros volumes dessa série.

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Infelizmente, nem só de positivos vive No Limite da Loucura. O maior problema que eu tive com o livro foi o enredo em si. Não sei se consigo explicar direito o porque, mas achei o plot meio devagar. Parecia que nada acontecia, até que de repente ACONTECIAM VÁRIAS COISAS. O enredo hora é parado, hora é cheio de tensão. Acho que o ritmo da história poderia ter sido melhor executado.

Outro ponto negativo pra mim é o aspecto sobrenatural. No primeiro livro, a atmosfera sobrenatural era bem mais presente, enquanto no segundo, parece que ele meio que ficou em segundo plano, dando mais destaque pros dramas pessoais da vida da Rory. Claro que o livro tem que focar nos problemas da protagonista, mas eu gostaria de ter visto mais daquele clima de mistério que me agarrou tanto no primeiro livro.

E o final do livro também me deixou meio chateado. Ficou bem claro que o final é um setup pro próximo livro. Tá, até aí tudo bem. Mas como eu já tinha falado, parece que os acontecimentos que levam a esse final acontecem rápido demais. É o problema do ritmo de novo, as coisas não acontecem, até que elas acontecem todas ao mesmo tempo. Não é o tipo de final que me agrada.

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No geral, No Limite da Loucura é uma leitura agradável, apesar de suas falhas. Se não fossem os problemas com o ritmo e a falta da atmosfera sobrenatural, seria uma resenha cinco estrelas. Mesmo com esses pontos, a narrativa e a ótima escrita da Maureen Johnson, e o fato de eu gostar demais da Rory como protagonista, garantem uma nota boa pra esse livro.

E vocês? Já leram algum livro dessa série? Conta pra gente nos comentários!

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