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Resenhas 25abr • 2018

Ladrão de Almas, por Odervan Santiago

Como dá pra perceber olhando para o blog, aqui no La Oliphant nós adoramos conhecer novos autores nacionais e dar espaço para que eles apresentem suas obras.  E exatamente por isso, a gente fica bem chateado quando essas obras parecem que não se encaixam no nosso gosto. E foi precisamente isso que eu senti nessa leitura de Ladrão de Almas. Por mais que eu tentasse, Ladrão de Almas simplesmente não conseguiu me agradar, e olha que eu tentei mesmo, viu. O que começou como uma leitura intrigante com uma premissa interessante, acabou se tornando uma história cansativa e frustrante. Mas vamos explorar isso com calma.

Em seus últimos meses de vida, um escritor decide que é finalmente hora de contar a historia de sua vida. Ele então começa a escrever sua autobiografia, deixando instruções a seu agente que ela só seja publicada após a sua morte. Nessa biografia, ele apresenta os detalhes mais escondidos de seu passado e revela os segredos mais obscuros que manteve ao longo de sua vida. Através de suas memórias, esse escritor revela como suas escolhas foram capazes de transformar completamente a sua vida e as vidas de muitos outros. Leia mais

Lançamentos 18abr • 2018

Fantasia e horror compõe o enredo de Jardim dos Famintos

 

O livro que eu venho apresentar para vocês hoje é um desafio para aqueles que são tão apaixonados por fantasia como eu. Adams Pinto traz uma proposta completamente nova para o gênero em seu livro Jardim dos Famintos onde, não é apenas um mundo fantástico que aguarda o leitor, mas também muito mistério e horror para nos dar aquele frio na boca do estômago e nos prender até a última página.

Eu conheci o Adams através do Instagram e quando ele me apresentou o enredo do livro dele, eu fiquei completamente apaixonada por essa proposta. Eu tenho uma “queda” enorme por livros de fantasia, principalmente por causa de V.E.Schwab e Sarah J. Maas, mas o Adams chamou a minha atenção por trazer um algo “a mais” para o seu enredo, o terror. Leia mais

Resenhas 05abr • 2018

Bolerus, por Vanderley Sampaio

Boleros são canções, Bolerus é um besouro. É com essa ideia em mente que Vanderley Sampaio inicia seu livro de poesias, Bolerus. Como dito antes, Bolerus é um inseto, um animal frenético e barulhento, que voa pelos ares sempre inquieto. O livro de Vanderley tem muito da alma do besouro, seja nos poemas, na diagramação ou na maneira de compor os versos.

O livro é lançado pela editora Scortecci e muitos dos poemas presentes no livro foram publicados em jornais, sites e redes sociais, em destaque para o blog Absurtos. Vanderley é natural Garça, interior de São Paulo, e começou a escrever poesia ainda na adolescência. Depois das indas e vindas da vida, Bolerus nasceu. Leia mais

Resenhas 02mar • 2018

O Monstro, por Guss de Lucca

De uns tempos pra cá, eu comecei a perceber que os gêneros literários que eu costumava adorar estavam me cansando um pouco, principalmente distopias e fantasias. Então quando eu li a descrição de O Monstro, que usa a frase “Se você acha que uma história de fantasia não precisa ser parte de uma saga ou trilogia e que o gênero está saturado de aventuras  protagonizadas por guerreiros e magos, esse livro foi escrito para você”, eu fiquei bastante curioso. E para matar dois coelhos com uma cajadada, o livro ainda entra na minha meta de ler mais livros de autores nacionais.

Na região de Palma Oeste, os animais começar a desaparecer. Aos poucos, os habitantes começar a perceber que alguma criatura espreita nas florestas e logo aparecem as primeiras mortes. A partir do medo causado por esse suposto monstro, os jovens Augustus, Fabia e Milenna vêem uma oportunidade única de realizar seus maiores desejos, mas nem tudo é tão simples quanto parece. Leia mais

Resenhas 23jan • 2018

Treze, por FML Pepper

A melhor coisa que pode acontecer com um blogueiro é quando ele encontra aquele livro nacional que é tão maravilhoso que ele fica horas na frente do computador tentando encontrar a maneira certa de falar sobre o livro na resenha. É o que está acontecendo comigo neste exato momento. A mudança de editora fez muito bem para a FML Pepper, eu tenho que admitir. Sua escrita amadureceu muito desde de a série Não Pare! e, mesmo o livro ainda tendo alguns pontos que eu não gostei, a leitura de Treze foi muito divertida. Eu realmente não estava esperando ser tão impactada por esse enredo como eu fui e a gente precisa muito conversar sobre ele!

A primeira coisa que eu gostei na leitura de Treze foi encontrar um New Adult que foge muito dos outros livros do gênero que eu li por aí. Apesar da autora trabalhar muito bem as cenas quentes do livro, a leitura não fica desconfortável em nenhum momento, o que geralmente acontece quando eu leio outros enredos do gênero. Pepper também escolheu um desenvolvimento diferente para os seus personagens, trabalhando na sua narrativa dividia entre os dois personagens, suas personalidades completamente opostas. Enquanto Karl é um herói que se entrega demais aos seus sentimentos, Rebeca é uma heroína completamente apavorada com a ideia de sentir.

Eu gosto muito de livros de romance, mas o que me atraiu mesmo em Treze foram os plots individuais de cada personagem. Rebeca leva uma vida perigosa, sem nenhum tipo de fé, enquanto Karl é um lutador completamente focado no MMA que acaba negligenciando as pessoas que estão perto dele. Cada um desses personagens carrega uma carga emocional que agrega demais ao enredo que FML Pepper criou e eu adorei a forma como ela explorou a personalidade deles até o último capítulo. Ver ambos deixar a sua própria zona de conforto para viver todo o sentimento que estava surgindo entre eles talvez tenha sido, pelo menos para mim, o ponto forte dessa leitura.

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Resenhas 12jun • 2017

Onde Fica o Para Sempre, por Mayra Carvalho

Escolhi a leitura de Onde Fica o Para Sempre porque eu não consigo recusar um bom romance, ainda mais quando o mesmo vem com o combo de ser um nacional. Mas, a escrita da Mayra Carvalho me surpreendeu bastante e, apesar da história de Olívia ser realmente interessante de se ler e com uma carga emocional de arrancar lágrimas de qualquer um, o livro tem um enredo corrido, deixando a desejar em alguns pontos e fazendo com que o leitor se perca em alguns momentos.

Onde Fica o Para Sempre conta a história da Olívia, uma jovem que vê a sua vida se transformar completamente quando seu namorado – e também amor da sua vida – morre em um trágico acidente de moto. Mesmo se sentindo sem rumo, Olívia decide seguir com a sua vida e ir para a faculdade mesmo assim, como ela já havia planejado fazer com o seu namorado antes de tudo acontecer.

Logo na sua primeira semana de aula, ela conhece Vinícius, um cara que foi capaz de mexer com o coração dela mesmo ela ainda estando cheia de cicatrizes da perda do seu grande amor. Quando tudo parecia começar a melhorar, Olívia começa a ver o espirito de Daniel. Num primeiro momento, ela acredita ser fruto da sua imaginação, da saudade que sente do rapaz, porém, não demora muito até Olívia perceber que o fantasma é tão real quando ela mesma e que suas mensagens enigmáticas pedem que ela salve alguém, mas quem?!

A escrita da Mayra é carregada de carga emocional, não tem como negar. Do começo ao fim do livro o leitor se vê dentro de um looping de sentimentos que vão da mais profunda dor a mais sincera felicidade. O único problema é que isso não foi suficiente para fazer a história do livro caminhar e me prender na leitura. Apesar de uma escrita cuidadosa e sincera, a autora não conseguiu construir o enredo da forma que ele precisava. As informações eram jogadas na mesa sem cuidado, você não tinha aquela sensação de “será que é isso?” porque tudo estava sempre as claras. Não tinha aquele mistério, um gancho para que o próximo capítulo fosse mais instigante que o anterior.

Eu me senti completamente perdida lendo Onde Fica o Para Sempre, principalmente porque todas as informações e sentimentos eram me dadas de mão beijada, sem nenhum tipo de apoio para que eu realmente pudesse me convencer de que aquilo que a autora estava me passando era realmente real. Mesmo eu conseguindo entender os sentimentos da personagem, as coisas eram tão feitas “preto no branco” que eu não conseguira realmente sentir junto com ela. Olívia, pelo menos para mim, foi uma personagem vaga, distante. Eu sabia que ela estava sofrendo, mas ao longo do enredo, eu não conseguia sentir que ela realmente estava sofrendo. E essa sensação se seguiu durante todo o enredo.

Talvez seja porque o livro era curto ou, talvez, seja porque a autora não queria focar nos elementos secundários do livro, mas Onde Fica o Para Sempre é um livro que não tem muita estrutura.  A autora queria falar sobre uma menina em uma jornada de conhecimento e superação, mas ela não realmente mostrou nenhuma dessas coisas acontecendo. Nós começamos entendendo que Olívia perdeu “o grande amor da vida dela”, mas para alguém que teve uma perda tão grande, tão traumática e carregando toda a culpa que era dito que ela carregava, ela consegue seguir em frente com muita facilidade. Mesmo com as parições de Daniel e toda a carga emocional que isso trazia para o enredo, a personagem continua vivendo a vida dela normalmente, às vezes despreocupada demais, tendo até tempo para sentir ciúme do novo “crush”, Vinícius.

Isso me incomodou muito, principalmente porque o sentimento de luto, principalmente quando se trata de “um grande amor” é muito poderoso. Isso joga a pessoa para baixo a deixa incapacitada de realizar muitas coisas. Porém, no caso de Olívia, ela encara tudo com muito mais facilidade do que deveria, e mesmo quando a autora tenta inserir elementos para dar veracidade ao sofrimento dela, tudo soa muito forçado e não convence da forma que deveria. Em um minuto estava querendo ver Daniel desesperadamente, no outro ela queria curtir seus momentos com o Vinicius sem que ele aparecesse – eu realmente não conseguia entender qual era o estado emocional da personagem para me identificar com ela.

As aparições de Daniel foram um ponto que me incomodaram muito na história. Eu acho que faltou veracidade em todas as situações que ele aparecia, elementos que fizessem com que eu me arrepiasse ou que pelo menos conseguisse me conectar emocionalmente com as cenas. Além disso, os momentos de aparição do fantasma são aleatórios e não contribuem para que o enredo continue a se desenvolver da forma que deveria. Em vários pontos da leitura eu consegui sentir que a autora “travou” na história e inseriu uma aparição do fantasma, seja por sonho ou não, para que o enredo pudesse continuar de alguma forma.

Onde Fica o Para Sempre era para ser sobre a jornada de Olívia evoluindo com pessoa, mas não acho que ela chega a realmente evoluir no livro. Os comentários que ela faz sobre personagens secundárias e a forma como ela age em determinadas situações me fizeram muito questionar se ela realmente evoluiu ou se a autora simplesmente escreveu que ela evoluiu e nós, leitores, teríamos que aceitar isso e pronto. Em várias partes do livro eu achei que ela foi bastante imatura, pouco empática e muito, mas muito egoísta.

Em geral, a escrita da Mayra é muito boa.  Eu acho que ela consegue escolher bem as palavras e criar um enredo emocionante, mas ainda precisa trabalhar melhor a construção da história e dos seus personagens, principalmente porque não é apenas escrever que aconteceu, mas é fazer com que o leitor veja e sinta isso nas entrelinhas do livro, sem que seja preciso escrever. Ainda assim, se você gosta de um bom romance, acho que Onde Fica o Para Sempre pode ser uma leitura muito satisfatória.

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Resenhas 15mar • 2017

Só por uma Noite, por Monique e Mônica Sperandio

Só por uma Noite é um livro nacional, escrito por 4 mãos, que foi lançado no ano passado. O livro traz a história da adolescente Samanta Caliari e de suas 4 amigas Natália, Daphne, Marina e Vicky. Tudo começa quando Vicky morre (não é spoiler) e deixa uma lista de desafios para as amigas cumprirem em uma noite.

Narrada do ponto de vista de Sam, Só por uma Noite é um romance adolescente bem leve, com uma boa estrutura de escrita. Sam, Daph, Nat e Marina, viveram momentos decisivos em suas vidas e os compartilharam apenas com Vicky, que era o elo entre as 4 amigas. Ao saber que ia morrer, Vicky entrega uma lista com os segredos para Nat, que fica com a missão de fazer com que cada uma das amigas revele o seu.

“Estou feliz. Estou confiante. Estou com elas. E sei que qualquer coisa que aconteça essa noite, nos unirá ainda mais.”

A intenção da lista é desafiar as amigas e fazer com que elas tomem coragem e se abram, não só umas para as outras, mas também para o mundo. O prólogo já mostra o desafio de Sam sendo cumprido. Ela deve se declarar para o melhor amigo, Gustavo, por quem é apaixonada há 3 anos.

Com uma narrativa envolvente e objetiva, Só por uma Noite consegue prender o leitor do início ao fim. Durante toda a noite as meninas mudam o visual, bebem (um ponto a ser revisto), invadem cemitério, choram loucamente, etc. Apesar de não ser parte do público alvo do livro, Só por uma Noite me fez relembrar minha adolescência. O jeito que a personagem principal pensa, os sonhos e o mundo onde tudo é ruim mas sempre tudo termina bem, traz um pouco da esperança e fé dessa fase.

No entanto, apesar de todos os pontos positivos, Só por uma Noite comete alguns deslizes grosseiros, que precisavam ser evitados. Durante a trama, vemos pensamentos bem primitivos em relação a sexualidade de algumas personagens. Em uma passagem bem marcante, logo no início da narrativa, uma foto nua de uma ex namorada do Gustavo é exibida no telão do aniversário de 15 anos da Vicky. A culpa acaba sendo jogada para cima da garota. A partir dali a menina é xingada, desrespeitada, acusada de roubar o namorado das outras, etc. Foi um choque ver isso em momento onde estamos tentando caminhar contra esses pensamentos.

“— Essa garota, que se chama Yasmin, estudava com a gente na outra escola e ela era uma total promíscua, sabe.”

Em outras passagens as personagens também ofendem outras meninas, e ninguém as corrige. No meu ver, acaba tornando coisas que já sabemos ser fatais, em coisas banais do “dia a dia”. Escrito pelas gêmeas curitibanas Monique e Mônica Sperandio, Só por uma Noite tinha tudo para ser um ótimo livro adolescente, se passasse por uma revisão e edição mais rigorosa.

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Resenhas 13nov • 2016

As Letras do Amor, por Paula Ottoni

Antes de iniciar a resenha, de fato, preciso dizer uma coisa: eita. Dito isso, continuemos com a programação normal, e essa vai ser grandinha, já aviso.

amor

a.mor

  1. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2. Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 3. O tempo em que se ama.

roma

ro.ma

  1. Uma das cidades mais românticas do mundo. 2. Palavra cuja inversão de letras é amor. 3. Onde ambos os significados se misturam numa louca experiência intensa.

As Letras do Amor foi lançado esse ano pela Novo Conceito e é obra da Paula Ottoni – que tem outros livros publicados de forma independente, para quem tiver interesse. Em As Letras do Amor conhecemos Bianca, Miguel e Enzo e temos a oportunidade de checar de perto a saga da personagem principal na intensa decisão que precisa tomar: tentar salvar seu relacionamento de um ano com Miguel ou se permitir viver com Enzo um amor que promete acender sua vida, como tecnicamente já o faz mesmo sem permissão?

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A história começa a ser narrada ainda no Brasil, quando Bianca decide ir morar com seu namorado na Itália, abandonando seu curso de graduação que não é bem o que ela quer fazer, seus pais que só brigam e estão ao pé de um divórcio, seus dois irmãos mais novos que não a deixam em paz e sua melhor amiga Mari – que chama mais atenção dos garotos do que a própria Bianca-, menina linda e de bom coração. A coisa que poderia impedir Bianca de seguir Miguel nessa viagem é o medo de uma vida de casal cheia de responsabilidades na qual que o papel de esposa lhe caiba.

Esse medo de Bianca é confirmado quando, já na Itália ela nota que Miguel, que foi aprender a cuidar de negócios com o intuito de cuidar dos negócios de família quando voltassem ao Brasil, apenas vive para os negócios e para baladas e não lhe dá atenção. Por outro lado, temos Enzo, melhor amigo de Miguel, que cede seu apartamento para que o casal de amigos dividam com ele até que voltem ao Brasil. Enzo é o extremo oposto de Miguel, atencioso e preocupado, não enche a cara, volta cedo das baladas e gosta de coisas em comum com Bianca. Já sabemos o que acontece? Indecisão: o sentimento entre ele e a menina surge e aí…pano pra manga.

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Tentar enxergar uma faísca e se esforçar para transformá-la em fogo ou mergulhar um incêndio inteiro? Basicamente, essa é a sensação que tive das duas opções de Bianca. Obviamente achei Miguel um idiota e eu quis, muitas vezes, bater na Bianca. Inclusive, eu quis bater nela quando ela começou a jogar Mari para cima de Enzo e continuou mesmo sabendo que estava começando a se arrepender. Enfim, Bianca é vacilou várias vezes, na minha opinião.

Bônus? Cada início de capítulo possuía duas indicações de músicas para serem escutadas durante a leitura, então dá para montar uma playlist legal. Outro bônus: a autora parece saber ambientar bem a história na Itália, mas depois eu descobri que a Paula, de herança italiana não tem só o sobrenome: ela também tem cidadania e já morou lá! O livro conta com muito conflito, muito romance e cenários de encher os olhos de qualquer apaixonado por viagens ou pela própria Itália.

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A partir da metade a história me pareceu andar mais rápido, ainda que com as descrições detalhadas de Bianca. Até entendo: a história tem sua narração em primeira pessoa, muitos conflitos e estes condizem com a idade e com o momento da vida da personagem, mas acredito que alguns trechos, por exemplo, ficaram…demais. Excessivos. Exemplo disso foi a questão da honestidade de Miguel (não vou especificar para evitar spoilers, então acho que honestidade resume bem), que quanto mais se esticava pelo livro, mais impaciente eu ficava por falta de dados concretos e que ao fim, nem surpresa e nem aliviada eu fiquei: apenas senti indiferença. O desfecho da história também não me foi tão surpreendente assim, mas gostei da observação da personagem sobre ter sido não apenas um romance, mas também uma história de amor-próprio.

No geral, eu diria que a leitura no todo foi massante. Não nego que aproveitei as partes boas: em alguns capítulos, até mesmo em capítulos seguidos, eu não conseguia parar a leitura e a curiosidade me arrebatava. Em outros, entretanto, não conseguia não deixar o livro de lado e buscar outra atividade, ou até me forçava a ler na esperança de que a continuação fosse melhor. Essa inconsistência do livro fez com que minha leitura demorasse muito. Muito mesmo. Levei semanas – e não culpo a faculdade ou outros afazeres, apenas pausei a leitura diversas vezes. Quando me aproximei do fim, comemorei um pouco. Fico feliz de ter conseguido ler mais um nacional, apesar deste não ter me agradado tanto quanto eu esperei que fosse, mas é a vida, não? A própria Bianca me mostrou que as coisas funcionam assim.

 

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