Posts arquivados em Tag: Os Bridgertons

30 dez, 2020

anthony bridgerton tem sex appeal suficiente para carregar esta leitura na costas

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há muito o que ser dito sobre o visconde que me amava, mas o mais importante é: este é um excelente livro para dar continuidade a leitura de os bridgertons. se o duque e eu não foi a sua leitura favorita, não desanime, anthony bridgerton tem sex appeal suficiente para carregar esta leitura na costas e eu garanto que você não vai se decepcionar.

o que torna o segundo livro muito melhor que o primeiro é a profundidade emocional do nosso herói. enquanto simon basset carregava nas costas o peso da rejeição do pai, anthony carrega a responsabilidade de ser o chefe da sua família e o medo de que morrer jovem seja uma característica inegável do dna bridgerton.

a escrita de julia quinn no segundo livro flui muito melhor que no primeiro, talvez porque seja o livro da série que nos permita um contato mais íntimo com a família. por ser o filho mais velho, anthony foi o que mais conviveu com o pai, enquanto este estava vivo, por isso o seu livro acarreta muitas memórias, sentimentos e anseios que o duque e eu não conseguiu explorar. Continue lendo

29 dez, 2020

o duque e eu: o primeiro passo para você cair de amores por romances de época

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minha primeira experiência lendo romances de época. não consigo acreditar que já fazem 7 anos que eu coloquei esse livro na minha estante pela primeira vez. com uma narrativa picante e personagens de língua afiada, julia quinn fez com que eu me apaixonasse pelo período regencial ainda mais do que eu já era — e preciso dizer que foi a melhor coisa que já me aconteceu.

se é a sua primeira vez lendo romances de época, provavelmente irá estranhar o clichê constante em todos os enredos, a ausência de acontecimentos impactantes e plots bem desenvolvidos. mas o gênero tem o seu apelo, não se engane. a atmosfera regencial é algo que contribuiu muito para o envolvimento do leitor, os diálogos sempre tem um ritmo provocante e as cenas românticas são de deixar qualquer um suspirando pelos cantos.

a escrita de julia quinn é única.

“- As mães da sociedade, seu tolo. Aqueles dragões cuspidores de fogo que têm filhas em idade de casar, que Deus nos ajude. Você pode fugir, mas é impossível se esconder delas. E devo alertá-lo para o fato de que a minha é a pior de todas. – Minha nossa… E eu pensando que a África era perigosa.”

a descrição detalhada do cenário faz com que o leitor mergulhe de cabeça no período regencial e esqueça completamente de onde está. as descrições de quinn fazem com que você se sinta completamente imerso no livro e parte ativa do enredo. os diálogos ajudam no caminhar da história, fazem com que você entenda melhor a personalidade dos personagens e, ao mesmo tempo, se divirta com suas frases cômicas.

o desenvolvimento do enredo não é de todo o perfeito. infelizmente o gênero não pede grandes acontecimentos, reviravoltas etc, então existe uma grande possibilidade de muitos acharem o enredo um pouco parado e, eu entendo. ainda assim, quinn usa e abusa do desenvolvimento dos seus personagens e cenas instigantes para garantir uma excelente experiência de leitura.

simon e daphne tem uma química incrível.

você percebe isso no momento que eles se conhecem no livro. o primeiro diálogo dá exatamente o tom da relação deles: descontraída e sedutora. os dois não perdem nenhuma oportunidade de provocar um ao outro de uma maneira divertida. enquanto acreditam estar enganando à todos com a farsa do cortejo, a verdade é que estão enganando a si mesmos e ninguém mais.

o romance se desenvolve com poucas dificuldades. o único empecilho real é a vingança que simon está determinado a cumprir: o ducado de hastings não terá um herdeiro. é esta vingança que move a trama da metade do livro para frente, colocando o relacionamento dos nossos protagonistas a prova e entregando uma das piores cenas de romance histórico que eu já li.

entendo que existia uma necessidade deste conflito, mas não da forma que foi descrito no livro. qualquer relação que é feita sem o consentimento do outro — seja este outro mulher ou homem — é estupro. embora eu goste de acreditar que quinn não tinha ideia do que estava escrevendo, ainda assim é uma cena que me causa repulsa e coloca o duque e eu na minha lista de menos favoritos da série os bridgertons.

ainda assim, o romance te mantém preso do inicio ao fim

gosto de dizer que não existe livro perfeito no mundo e, mesmo com este erro grotesco, julia quinn conseguiu me amarrar a sua trama e me manter presa ao enredo até a última página. depois do primeiro capítulo é impossível não devorar a história na ansiedade de saber o desfecho dos nossos protagonistas.

e se isso não bastasse, o duque e eu acaba sendo a porta de entrada para conhecer os 7 bridgertons restantes. logo o primeiro livro é possível encontrar o seu favorito e começar a criar expectativas sobre como será suas histórias, personalidades, romances. é um caminho sem volta e uma aventura excitante, divertida e apaixonante.

12 ago, 2016

A Caminho do Altar, por Julia Quinn

E finalmente esse dia chegou. Depois de quase dois anos acompanhando avidamente as aventuras do Bridgertons, hoje eu estou aqui para resenhar A Caminho do Altar, o último livro da série que conquistou muitos leitores que hoje são completamente apaixonados por romances de época. Estou meio emocional, confesso. Parece que foi ontem que eu li O Duque e Eu pela primeira vez e me apaixonei por Colin em Os Segredos de Colin Bridgerton. E agora eu estou aqui, pronta para contar a vocês minhas impressões sobre o último livro de uma série que me completou nos últimos tempos. Podemos tirar um minuto de silêncio?

A Caminho do Altar é o oitavo e último livro da série Os Bridgertons e vai contar a história de Gregory Bridgerton, aquele jovenzinho que viemos acompanhando crescer desde o primeiro livro da série. Gregory sempre teve em mente que se casaria apaixonado, assim como todos os seus irmãos, por isso ele sempre teve a certeza de que quando encontrasse a mulher de sua vida, a reconheceria de imediato. E foi exatamente isso o que ocorreu quando o nosso Bridgerton mais novo colocou os olhos na senhorita Hermione Watson (todo mundo sentiu essa referência à Harry Potter, não é?) pela primeira vez.

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O problema é que Hermione está apaixonada por outro homem e, para tentar conquistar o coração de sua amada, Gregory recorre a ninguém menos do que a melhor amiga da moça, Lucy, que para sua sorte considera o jovem por quem sua amiga está apaixonada, completamente inapropriado para ela. As coisas começam a se complicar quando Lucy acaba se apaixonando por Gregory – afinal, ele é um Bridgerton, não tem como não amar um deles, ou todos eles – mesmo estando prometida para se casa com um homem que nem ao menos conhece. Será que o nosso jovem Bridgerton irá perceber que o amor da sua vida está bem diante dos seus olhos?

Eu não sabia o que esperar dessa leitura quando comprei o livro. Gregory, assim como a Francesca, personagem de O Conde Enfeitiçado, era muito distante para mim. Eu não sabia muito o que esperar de sua personalidade, e no último livro da série, Um Beijo Inesquecível, conhecemos muito pouco dele. Mas confesso que, para um último livro de uma série, A Caminho do Altar me surpreendeu demais com os seus personagens e a forma como o enredo se desenvolveu ao longo dos capítulos.

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Narrado em terceira pessoa assim como os outros livros da série, os pontos de vista se dividem entre o nosso herói, Gregory e nossa heroína Lucy – que por sinal, tem uma personalidade bem mais interessante do que eu estava esperando. Diferente dos enredos anteriores, neste nós temos um personagem principal que já acredita no amor verdadeiro. Ou seja, nada de libertinagem. Achei muito positivo para a série construir um enredo que fugisse um pouco do que encontramos nos volumes anteriores, até porque eu já estava um pouco cansada da libertinagem e redenção dos personagens masculinos.

A escrita da Julia Quinn continua incrível, mas em A Caminho do Altar, acredito que ela tenha deixado sua criatividade fluir com mais facilidade, nos dando um enredo muito mais divertido e muito mais leve que nos outros sete volumes de Os Bridgertons. Particularmente, acho que A Caminho do Altar se tornou a leitura mais divertida dentro desse gênero, tanto na questão da construção do enredo, quanto na construção dos personagens do livro. Gostei muito da abordagem sobre “o amor”, e sobre como as pessoas sempre acham que encontraram a pessoa certa sem nem mesmo conhecer o outro primeiro.

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Gregory é um personagem muito interessante de se acompanhar. Desde o primeiro volume acompanhamos personagens masculinos que não queriam amar, mas Gregory é um personagem que deseja o amor e não se entregaria a nenhuma mulher se não a certa. E é nesse ponto que ele se torna irresistível. A busca dele pelo amor é tão profunda que acaba cegando o julgamento do seu próprio coração, não permitindo que ele perceba as coisas como realmente são. Entende a jogada da autora nesse último livro? Achei simplesmente genial ela passar sete livros fazendo a gente se apaixonar para, no último, nos fazer questionar o que realmente é “estar apaixonado”.

Por outro lado, Lucy não é uma heroína que se destaca tanto. Tirando sua personalidade peculiar que realmente me agradou, não me identifiquei muito com ela como leitora. Apesar de ser dona da sua própria opinião, ela joga muito com as regras sociais e não se rebela com as normas da sociedade da época como as personagens principais dos livros anteriores. Ainda assim, gosto de sua determinação e de como toma o controle da situação quando deixa de ter medo. Apesar de eu achar que ela poderia se explorar mais, Lucy foi uma personagem que fez muito bem o pouco que fez. Conseguem me entender?

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A Caminho do Altar é uma leitura extremamente divertida. Um enredo de romance de época que realmente foge do comum e que dá ao leitor uma leitura leve e agradável. Para aqueles que não exploraram o gênero de romances de época – ou romances históricos, como alguns se referem, acredito que este seja um livro perfeito para uma primeira experiência, mesmo sendo o último livro de uma série. Por fim, fica aqui o meu adeus a essa série maravilhosa que me conquistou de todo o coração e que me deu ótimos momentos de leitura do início ao fim. E se você ainda não conhecia Os Bridgertons de Julia Quinn, aconselho você a conhecer.

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26 fev, 2016

os bridgertons: um caminho sem volta para os romances de época

 

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eu tenho uma paixão particular pela Julia Quinn.

primeiro, porque ela foi a minha primeira autora de romances de época da atualidade que eu li. segundo, suas personagens femininas têm sempre uma personalidade forte e não se deixam levar por qualquer conde, marquês ou duque que apareça pela frente. a escrita da autora não deixa nada a desejar, também, e como estamos falando sobre romances de época, eu não poderia deixar de fazer uma publicação inteiramente dedicada à minha série favorita: os bridgertons.

o que vocês precisam saber sobre essa série de romances de época que conquistou até mesmo a minha mãe? bom, ss bridgertons é uma série com oito livros no total e cada um de seus volumes irá contar a história de um membro da família bridgerton. Continue lendo