Posts arquivados em: Tag: Quadrinhos na Cia

Resenhas 23ago • 2018

Sem Volta, por Charles Burns

É sempre interessante quando uma leitura consegue te deixar o tempo todo com um ponto de interrogação pairando em cima da sua cabeça. Sem Volta foi exatamente isso pra mim. Eu não conhecia praticamente nada do trabalho do Charles Burns (e vocês pode ter certeza que eu já estou corrigindo esse grave erro), então o meu interesse nessa leitura foi formado praticamente apenas pela sinopse. E é uma experiência muito legal quando uma história da qual você não sabe o que esperar te surpreende de uma forma tão intensa.

Em Sem Voltas, o jovem Doug acorda em um quarto com um ferimento na cabeça, sem memória de como chegou ali. Apesar de não se lembrar, Doug passou por um trauma devastador. Doug tenta juntar as peças de seu passado. Seu relacionamento com Sarah, uma estudante de arte brilhante e atormentada, a doença que acabou com a vida de seu pai. Entre homens lagarto, ovos verdes gigantes e a cena punk do final dos anos 1970, a história de Doug vai sendo montada e desmontada. Leia mais

Resenhas 18ago • 2018

O Idiota, por André Diniz

A obra de Dostoiévski influenciou a cultura do mundo inteiro, seus livros são consagrados, clássicos da literatura universal. O maior mérito da obra do escritor russo é o fato de conseguir enxergar tão a fundo na psique humana. Muito dos seus trabalhos serviram para estudos que vão desde a psicanálise a filosofia, Dostoievski viu o melhor e o pior do ser humano muito antes de Freud e Jung fundarem a psicologia.  Por sua importância e influência, seus livros foram adaptados para o cinema, televisão e, porque não, quadrinhos. André Diniz, ilustrador e quadrinista carioca é o responsável dessa adaptação lançada em 2018 pela Quadrinhos na Cia.

Para retratar o clássico O Idiota, André Diniz escolheu mesclar a arte do lubók, arte russa, com a nossa estética do cordel, essa combinação gerou um traço único e expressivo, tão importante na hora de contar uma história tão densa quanto a desse livro. Outro ponto escolhido pelo brasileiro foi o de evitar o excesso de falas, a maior parte da adaptação é feita através dos quadros, deixando que os diálogos aparecem apenas quando é extremamente necessário. Para essa escolha de narrativa, o traço mais uma vez se sobressaiu, a expressividade dos personagens foram certeiras na hora de mostrar a dor e o tormento. Leia mais

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