Posts arquivados em: Tag: Romance de Época

Resenhas 29mar • 2018

Herói nas Highlands, por Suzanne Enoch

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Suzanne Enoch não é um nome exatamente novo no mundo dos romances literários. Quem acompanhou os últimos lançamentos da Arqueiro sabe que Enoch é uma das favoritas de Julia Quinn, estando presente em seus livros de contos da Lady Whistledown, mas foi a Gutenberg quem trouxe a autora para o Brasil com a sua série Highlands, que causou bastante inquietação entre as leitoras de romances de época quando chegou as livrarias. Sendo bem honesta, eu adoro um enredo que se passa na Escócia e por isso a minha vontade de ler Herói Nas Highlands, mas a escrita de Suzanne Enoch foi um desafio e o enredo acabou não entregando tudo o que eu estava esperando do livro.

O romance de Enoch aposta naquele clássico conflito entre Escócia e Inglaterra e assim somos apresentados aos nossos personagens principais. Fiona e Gabriel tem personalidades completamente diferentes, mas, ao mesmo tempo, se encaixam perfeitamente um no outro. Com todos os conflitos que existe entre eles, não é muito difícil que o leitor compre a paixão arrebatadora que Suzanne Enoch tenta colocar no seu enredo, mas o desenvolvimento do enredo tornou isso quase impossível para mim – e olha que eu me esforcei bastante. Leia mais

Resenhas 03jan • 2018

Quando a Bela Domou a Fera, por Eloisa James

Eloisa James era uma leitura que eu estava louca para fazer desde que Quando a Bela Domou a Fera foi lançado no Brasil. Houve muito burburinho em cima desse romance de época e se você não ouviu nada, então provavelmente vive debaixo de uma pedra – aconselho a checar o seu CEP. Demorou um tempo até eu finalmente me decidir por ler esse livro e agora que eu o fiz, estou completamente apaixonada por essa autora. Linnet é uma das heroínas mais divertidas que eu já li e os diálogos inteligentes de James fazem com que a leitura seja descontraída.  Quando a Bela Domou a Fera foi uma leitura que eu me apaixonei no primeiro capítulo e agora eu estou bastante arrependida por não ter lido esse livro assim que ele foi lançado.

Eu sempre fico um pouco preocupada com as releituras de A Bela e a Fera. Primeiro, é o meu conto de fadas favorito e, segundo, poucas autoras conseguem fugir do óbvio – o que me deixa bastante decepcionada no final. Mas Eloisa James veio me provar que ela não é nenhuma amadora e que sabe realmente adaptar um conto de fadas. Apesar das pequenas semelhanças com o conto original, James tomou a liberdade de dar o seu próprio toque pessoal ao enredo, criando uma Bela completamente refém da sua beleza e uma Fera presa ao rancor de acontecimentos do passado que ele simplesmente ainda não conseguiu resolver.  Não era, nem de perto, o que eu estava esperando e a surpresa foi muito mais do que maravilhosa.

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Resenhas 04nov • 2017

Romance Entre Rendas, por Loretta Chase

Quando eu li o primeiro livro da série As Modistas, lady Clara Fairfax era apenas uma garota mimada que havia sido prometida a um duque. Confesso que durante os três livros da série, achei que Clara não fosse ser muito mais do que isso. Mas Loretta Chase tem essa escrita maravilhosa que vem para nos surpreender e provar que mesmo sendo criada para ser uma duquesa, lady Clara era muito mais do que um rosto bonito com um dente lascado. Pelo contrário, Clara provou em Romance Entre Rendas que ela pode até não ser uma Noirot de sangue, mas com certeza compartilha o mesmo espírito das costureiras que nós amamos tanto.

Depois de terminar de ler Romance entre Rendas, eu só posso dizer que o livro não era nada do que eu estava esperando – e digo isso da melhor forma possível. Loretta Chase tem uma escrita suave e envolvente. Ela criou um romance entre dois personagens que tem pontos de vista completamente diferentes sobre o mundo. De um lado nós temos um jovem advogado tentando ganhar o mundo e do outro lado nós temos uma dama, criada para ser a esposa de um duque, buscando desesperadamente ser mais do que apenas uma bela futura esposa. O conflito entre os dois resulta em um romance de tirar o fôlego, mas é claro que Chase não iria parar por aí.

Em Romance Entre Rendas nós temos o desfecho da série As Modistas com a personagem que deu início a tudo isso: lady Clara Fairfax. Se assim como eu, você acompanhou essa série desde começo, então você sabe que tudo o que nós não poderíamos esperar era que Clara fosse se apaixonar por alguém que não se encaixa nem um pouco dentro do seu mundo. Mas foi exatamente isso o que Chase nos deu. O fato dela ter explorado o lado humano de Clara me deixou cada vez mais apaixonada por esse livro. Foi muito interessante ver a personagem sair de dentro da sua zona de conforto e ir enfrentar o mundo como ele realmente é.

“A boca dele pressionou a dela e coisas estranhas aconteceram na cabeça de Clara, e se espalharam por seu corpo. Ela foi invadida por sensações que desconhecia, e todas as regras de como ser uma dama, descritas de modo específico num grande livro em seu cérebro, desapareceram.”

Apesar de ter uma história envolvente, o desenvolvimento do enredo me incomodou bastante do começo ao fim do livro. Não se enganem, a escrita de Loretta foi tão boa quanto nos três primeiros livros da série, mas confesso que em Romance Entre Rendas, eu senti os acontecimentos um pouco mais lentos do que nos livros anteriores. Em alguns pontos era como se a história não tivesse andando, embora eu tivesse certeza de estar avançando nos capítulos. Isso me deixou um pouco desanimada com o livro, mesmo os personagens e a história em si compensando por essa sensação passiva do livro.

De todos os heróis escandalosos desse livro, Corvo foi o que realmente roubou meu coração. Eu gosto do humor ácido que ele tem e do seu ego inflado. Ele é aquele tipo de herói que caminha com a certeza de que é o melhor no que faz e prova isso todos os dias, para quem ousar dizer o contrário. Além disso, ele é um herói que compreende muito mais do julga, que apoia e desafia a heroína do livro a todo momento. Eu gosto muito do fato de ele proteger Clara, mas não a trata como se ela fosse de cristal, pelo contrário, ele permite que ela explore a pessoa que ela quer ser.

“– A senhorita bateu o pé – assinalou ele – Como uma criança mimada.
– Eu sou uma criança mimada, seu sujeito insuportável. Só estou tentando ser menos mimada e mais útil para alguém.”

Eu amei a forma como a Loretta Chase desenvolveu a história da Clara, tirando aquela personalidade mimada que conhecemos no começo da série. Fiquei feliz que a autora tenha dado oportunidade para que a Clara pudesse crescer e mostrar que era muito mais do que a filha de um marquês e a irmã de um conde. Também gostei de poder vê-la de uma forma completamente nova, disposta a colocar a mão na massa e viver uma vida fora de tudo aquilo que ela já conheceu. Clara se provou uma heroína muito forte e que não tem medo de encarar desafios.

Romance Entre Rendas foi um livro muito mais surpreendente do que eu estava esperando. Apesar do enredo lento, Loretta conseguiu me surpreender com seus personagens e encerrar a série As Modistas com chave de ouro. Se você ainda não conhece essa série, mas está curioso para saber mais sobre o universo criado por Loretta Chase, confira a resenha de Sedução da Seda e Volúpia de Veludo.

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Resenhas 30out • 2017

Uma Noite Como Esta, por Julia Quinn

Finalmente, segundo livro da série Quarteto Smythe-Smith. Logo no segundo livro da série você já percebe que os enredos de todos os quatro livros estão bem amarrados e que você vai ter a oportunidade de acompanhar todos os personagens, mesmo que o foco de cada livro seja em um casal diferente.  Eu preciso dizer que Uma Noite Como Esta foi muito melhor do que o primeiro livro da série, Simplesmente o Paraíso. Não sei se foram os personagens, ou o fato desse livro ter muito mais ação do que era esperado, mas foi uma leitura que me arrancou boas risadas e deixou aquela sensação de saudade quando eu terminei.

Uma Noite Como Esta vai contar a história de Daniel Smythe-Smith que, no primeiro livro da série, descobrimos que estava exilado na Itália por conta de alguns desentendimentos que ele teve Lorde Ramsgate. Quando ele finalmente consegue voltar para a Inglaterra, ele conhece Anne Wynter, a babá de suas primas que gentilmente aceitou substituir sua prima Sarah no recital daquele ano. A atração entre eles é eminente e Daniel não resiste à tentação de beijar a moça, mesmo não sabendo absolutamente nada sobre ela.

O problema é que Anne está determinada a escapar de Daniel. Depois de ser enganada por um namorado do passado, ela se fechou completamente para o mundo e vive com medo de que seu passado venha à tona.  Porém, mesmo sabendo que a jovem é governanta de suas primas, Daniel não consegue negar seus sentimentos pela moça, criando cada vez mais situações para que eles possam estar juntos. Quando o passado de Anne finalmente vem à tona, o sentimento de ambos é colocado a prova, e desta vez, os problemas de Daniel vão ser muito mais complicados do que o duelo que enfrentou no passado.

“Daniel Smythe-Smith não planejara voltar a Londres no dia do concerto anual da família e, para ser sincero, seus ouvidos desejavam fortemente que ele não tivesse ido, mas seu coração… bem, esse era outra história.

Uma Noite Como Esta tem um algo a mais que os outros livros da Julia Quinn não tem. A narrativa em terceira pessoa mostra muito do passado de ambos os personagens principais, nos dando um background muito legal sobre o que aconteceu no passado de Anne e Daniel, fazendo com que a gente consiga se conectar com eles através da empatia. Sinceramente? Acho que o fato da Julia ter tirado um capítulo para abordar o passado da Anne em um flashback fez todo o livro valer muito a pena, porque é exatamente nesse momento, quando você entende o que aconteceu, que o vínculo com a personagem fica mais forte.

Os diálogos do livro são muito bem construídos e eu gostei muito do humor que a personalidade de Daniel trouxe para a trama. Ao mesmo tempo, me incomodou o fato do “amor à primeira vista”, porque eu achei que o casal principal já estava muito apaixonado para duas pessoas que acabaram de se conhecer. Acredito que todo o romance entre eles aconteça em duas semanas, no máximo três, na passagem de tempo do livro – o que poderia ter sido aproveitado de outra forma se desenvolvido mais devagar.

“– Amo você e não posso suportar a ideia de passar um instante sem a sua companhia.”

Em Uma Noite Como Esta temos a oportunidade de conhecer mais da família Smythe-Smith, os Pleinsworth, que ganharam o meu coração logo que apareceram na série. Eu gostei muito que a autora tenha tirado um tempo para desenvolver o relacionamento da família com cuidado, criando vínculos entre os personagens e ganchos para os próximos dois volumes. Talvez por isso eu tenha gostado mais desse segundo livro, ele me pareceu muito mais completo e contextualizado dentro do universo dos Smythe-Smith do que o primeiro.

Anne é uma heroína interessante de se acompanhar por causa do seu passado. Assim que você começa a entender a personagem como um todo, é impossível não criar uma empatia por ela e não desejar que as coisas acabem da melhor forma possível. Ela e Daniel são extremamente compatíveis como casal, apesar do romance se desenvolver muito rápido. Existe cumplicidade e compreensão entre eles, e eu gosto do fato do Daniel simplesmente não ficar “forçando” as coisas com ela e de como os diálogos e os momentos dos dois fluem de uma forma muito agradável.

Uma Noite Como Esta tem muito do que os outros romances da Julia Quinn não têm. Além de abordar alguns assuntos importantes, o livro apresenta novos personagens para a série que são apaixonantes e ainda tem uma pitada de humor que deixa a leitura muito mais divertida. Para aqueles que já gostam de romances de época, eu tenho certeza que essa vai ser uma leitura maravilhosa, mas se você chegou aqui agora e ainda não leu o primeiro livro da série, eu recomendo muito que conheça Simplesmente o Paraíso antes de se aventurar nos outros livros da série, tá?

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Resenhas 27out • 2017

Um Acordo de Cavalheiros, por Lucy Vargas

Romances de época dominam a minha estante desde que o primeiro livro da Julia Quinn, O Duque e Eu, se tornou popular entre os leitores brasileiros. Além de heroínas independentes e determinadas, o gênero aborta do romance em sua forma mais pura, algo que eu gosto muito e que não consigo encontrar em outros gêneros literários.

Quando a Record anunciou o lançamento de Um Acordo de Cavalheiros, eu não podia deixar passar a oportunidade de ler um nacional do meu gênero favorito, não é mesmo? Infelizmente, a escrita de Lucy Vargas não me conquistou tanto quanto eu gostaria e, com um enredo muito lento e cheio de informações confusas, Um Acordo de Cavalheiros, acabou não sendo tudo aquilo que eu estava esperando.

Um Acordo de Cavalheiros conta a história de Dorothy Miller, uma jovem dama de companhia que acaba se envolvendo com o infame Tristan Thorne, também conhecido como o conde de Wintry. Por mais avisada que Dorothy estivesse sobre não se envolver com o homem em questão, nossa heroína sempre esteve determinada a manter a sua independência e, assim, ela acaba envolvida em um acordo com o conde que pode mudar para sempre seus planos.

“- Eu não podia matá-lo, Dot. Não porque subitamente me arrependi de meus pecados. Foi só por você. Não podia mágoa – lá assim. Não aguentaria vê – lá machucada e saber que eu causei isso. Não importa o quanto ele mereça, só você importa para mim. Não quere que ele seja meu presente, quero que seja você. E só posso tê-la em meu futuro se abrir mão de todo resto.”

Eu tinha todas as expectativas para esse livro, principalmente por ser um nacional e, apesar de ter um começo envolvente, Um Acordo de Cavalheiros não entrega tudo o que promete. Meu primeiro problema com o livro foi a quantidade de informação que a autora joga em cima do leitor ao longo dos capítulos intermináveis. Conhecemos diversos personagens que não tem nenhum tipo de função na história e somos apresentados a dois personagens principais com diversas complicações que parecem ser resolvidas de um capítulo para o outro sem nenhuma explicação.

Apesar de eu gostar da escrita de Vargas, Um Acordo de Cavalheiros tem muito mais páginas do que realmente precisa. Em menos de 100 páginas eu já tinha acompanhado diversos dramas entre os personagens principais e secundários e nenhum deles caminhava para a conclusão da história ou ajudava na construção da personagem. Com isso, a leitura foi ficando cansativa demais, como se a história fosse ficar dando volta naquela brincadeira de gato e rato de Dorothy e Tristan que, no começo era até engraçado, mas depois de um certo ponto começou a ser mais do que irritante.

“— Às vezes a vida é mais do que queremos, querida. Temos certos deveres.
— Eu só tenho visto os deveres. Às vezes, as pessoas também precisam conseguir o que querem.
— E para ter o que querem, precisam sacrificar algo.”

Dorothy tinha tudo para ser uma personagem interessante, mas ela acabou se revelando uma heroína bastante sem graça. Dorothy é uma personagem bastante passiva, embora eu tenha tido a impressão de que essa não era a intenção da autora. Todo o drama que ela cria em torno de Tristan Thorne não me parece uma atitude de uma heroína independente e que sabe o que quer. E acreditem, a última coisa que Dorothy sabe durante todo o enredo é o que ela realmente quer. Eu me senti cansada demais acompanhando as idas e vindas dela e Tristan, o que acontece muitas vezes antes mesmo de você chegar na metade do livro.

O romance não me convenceu, mesmo eu tendo todo o tipo de expectativas nele. O último suspiro que poderia me salvar do tédio que era essa história sem fim. Mas Dorothy e Tristan são um casal muito chato, com problemas sérios de comunicação e com a falta daquela boa e velha química. Por mais que eu conseguisse imaginar os dois juntos, nunca os vi como um casal que pudesse realmente se completar. A parte emocional do relacionamento dos dois foi muito pouco trabalhada e talvez isso tenha sido o maior erro da autora quando se trata do romance do livro.

Eu queria muito gostar de Um Acordo de Cavalheiros, mas acho que o enredo não entregou o que eu mais gosto em romances de época. Eu senti falta da emoção da leitura e de personagens fervorosamente apaixonados um pelo outro, mas ainda assim, a escrita de Lucy Vargas tem muito potencial e eu espero ver mais do trabalho dela sendo publicado pelo selo Record em breve.

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Resenhas 21out • 2017

Como Agarrar Uma Herdeira, por Julia Quinn

Eu já disse isso aqui uma vez, mas eu vou repetir: Julia Quinn foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida literária, viu? Como Agarrar Uma Herdeira era tudo o que eu queria e mais um pouco em um romance de época. E é isso que sempre me impressiona na Julia Quinn: ela sempre consegue entregar muito mais do que eu estava esperando em uma história. Neste primeiro livro da duologia “Agentes da Coroa”, vamos encontrar uma heroína que sabe muito bem se virar sozinha e um herói que precisa de mais ajuda do que é capaz de admitir.

Em Como Agarrar Uma Herdeira nossa heroína é Caroline Trent, uma jovem que está prestes a atingir a maior idade e ter total controle sob a fortuna que herdara de seu pai. O problema é que seu tutor, Oliver, tem planos de casar a jovem com seu único filho e assim colocar as mãos no dinheiro dela. Para evitar se casar com seu primo, Caroline resolve fugir de seu tutor, porém ela não contava ser confundida com uma famosa espiã espanhola e ser sequestrada por ninguém menos que Blake Ravenscroft.

Julia Quinn tem uma maneira muito interessante de surpreender os seus leitores. Ao invés de um livro romântico onde a heroína é cortejada pelo herói, Como Agarrar Uma Herdeira entrega um enredo cheio de ação e aventuras que eu confesso que não estava esperando quando comecei a leitura desse livro. Além de uma escrita deliciosa e personagens apaixonantes, Julia Quinn dá um toque especial ao enredo quando envolve espionagem no meio da trama. Tem como não amar essa mulher? Definitivamente não.

“- Já percebeu que ele gosta de me chamar de Srta. Trent quando está irritado comigo?
– Caroline.
– É claro – acrescentou ela, animada – que quando ele está muito furioso, volta a me chamar de Caroline. Blake provavelmente acha difícil demais grunhir meu nome completo.”

O enredo de Como Agarrar Uma Herdeira tem um ritmo gostoso, que envolve cada vez mais o leitor na história. Uma das coisas que eu mais gosto de Julia Quinn é que as características peculiares que ela dá as suas heroínas e como isso influencia demais no desenvolvimento da mesma ao longo da história. No caso de Caroline, ela guarda um caderno de palavras que aprende ao longo do tempo com o objetivo de expandir o seu vocabulário, o que dá aos leitores diálogos interessantes e uma heroína determinada e muito curiosa.

Eu gostei muito de acompanhar o romance de Blake e Caroline. Eles formam um casal que eu realmente consegui visualizar juntos e apaixonados dentro da história e é interessante ver como eles se completam de várias formas diferentes. Julia Quinn desenvolveu muito bem esse romance, deixando que o leitor conhecesse ambos personagens em seu individual e depois trabalhando seus defeitos e qualidades como um casal. É impossível você não se apaixonar por esses dois, ainda mais quando o humor ácido de Blake completa tão bem o jeito doce de Caroline.

“Era irônico, na verdade. Caroline teria ficado feliz em compartilhar sua fortuna – até mesmo doá-la – se houvesse encontrado um lar com uma família que a amasse, que se importasse com ela. Alguém que visse nela algo além de um burro de carga com uma conta bancária.”

Os personagens principais de Como Agarrar Uma Herdeira são os mais apaixonantes possíveis. Neste primeiro livro de Agentes da Coroa, somos apresentados ao James, personagem principal do segundo livro, e o que eu posso dizer? Mal conheço e já o amo muito. Uma das coisas que mais me envolvem nos enredos da Julia Quinn é ver como os universos românticos que ela cria são bem construídos e não deixam pontas soltas. Acho que isso contribui muito para que eu consiga me conectar com os personagens e tudo o que o livro está me oferecendo.

Como Agarrar Uma Herdeira foi uma leitura que eu realmente amei do início ao fim. Julia Quinn nunca me decepciona assim como os seus personagens. Se você nunca leu um romance de época, mas tem curiosidade no gênero e não sabe por onde começar, eu sugiro muito a série Agentes da Coroa. Com essa escrita leve e um enredo cheio de ação e aventuras, tenho certeza que Julia Quinn irá conquistar o seu coração e você terá uma experiência de leitura maravilhosa.

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Resenhas 19out • 2017

Simplesmente o Paraíso, por Julia Quinn

Primeiro livro da série “Quarteto Smythe-Smith”, recentemente lançado pela Editora Arqueiro em um box especial de tirar o fôlego. E eu preciso dizer que, se você já leu a série Os Bridgertons, ou pelo menos o sétimo livro da série, você provavelmente conhece os Smythe-Smith e já ouviu falar sobre as habilidades – ou falta delas – musicais das moças da família. Basicamente, todas as moças solteiras passam por esse ritual até contraírem matrimônio. Quando uma se casa, outra dama solteira toma o lugar que ficou vago e a tradição continua. Parece ótimo, se as meninas Smythe-Smith soubessem realmente tocar os instrumentos – o que elas definitivamente não sabem.

Honoria Smythe-Smith é uma dessas moças e está desesperada para encontrar um marido para que possa, finalmente, sair do quarteto. Determinada a encontrar seu futuro esposo, Honoria coloca os olhos em ninguém menos que Gregory Bridgerton e, apesar de não estar apaixonada, vê no rapaz ao menos a expectativa de ter um casamento razoavelmente feliz. Até que Marcus Holroyd, o melhor amigo do seu irmão exilado, Daniel, cruza seu caminho novamente, determinado a cumprir a promessa que fez ao amigo, não permitindo que Honoria se case com ninguém menos do que o homem perfeito. O único problema é que por causa de um acidente bem infeliz, ambos se veem em uma situação onde é preciso repensar a amizade entre eles, e quanto mais tempo passam próximos um do outro, mais evidente fica o sentimento que existe entre os dois.

Como eu me diverti lendo esse livro, sério! Diferente da série Os Bridgertons, Simplesmente o Paraíso tem um enredo mais divertido, com personagens mais engraçadas e situações cada vez mais constrangedoras. Vamos começar falando sobre o recital dos Smythe-Smith que, sendo bem honesta, é palco das interações mais engraças e divertidas de todo o enredo. Ao contrário dos outros livros da Julia Quinn, eu achei que Simplesmente o Paraíso foi o mais focado no romance dos personagens principais e com o desenvolvimento menos complexo. Isso não foi ruim, mas confesso que em certos pontos da leitura eu realmente senti falta de uma trama mais complexa.

“Inclinou-se para a frente, tomou o rosto dela entre as mãos e capturou sua boca em um beijo apaixonado. Honoria se sentiu arder, então derreter e quase evaporar. Teve que se controlar para não rir alto de tanta alegria e se ergueu na ponta dos pés para tentar chegar mais perto.”

Em Simplesmente o Paraíso, Julia Quinn nos dá a oportunidade de conhecer a trama como um todo, nos apresentando boa parte dos personagens que vamos conhecer nos próximos volumes da série. Eu gostei muito de como as histórias de todos os livros estão bem amarradas. Tudo o que acontece e é falado em Simplesmente o Paraíso será importante para que você possa conhecer de forma mais profunda os personagens dos próximos livros e se apaixonar por eles da mesma forma como se apaixonou por Honoria e Marcus nesse primeiro livro da série.

Honoria é uma personagem muito fácil de você amar. Até então, foi a personagem de Julia Quinn que eu achei mais bondosa e mais disposta a ajudar as pessoas a sua volta. O amor e o carinho que ela tem pela família e principalmente pelas primas é muito legal de conhecer. Apesar de ela não ter uma personalidade marcante como outras heroínas de romances de época, Honoria tem seus pontos positivos e não deixa ser tratada como menos do que realmente merece. Isso é realmente um ponto muito positivo para a personagem. Quem disse que só porque ela é amável e gentil, ela não pode ser forte, não é mesmo?

“O recital anual da Smythe-Smiths nunca era um bom momento para conhecer um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo.”

O romance entre os personagens principais não é tão complexo como já vimos em outros livros da autora. Acho que por termos personagens com uma personalidade bem mais suave e aberta do que os da série Os Bridgertons, o livro acabou não trazendo tantos empecilhos para que o casal principal não ficasse junto logo de cara. Desde os primeiros capítulos do livro, você consegue ver gradualmente a paixão crescer entre Honoria e Marcus até se tornar um amor muito sincero e profundo. Outro ponto que me chamou atenção foi que o envolvimento romântico nesse livro é bem contido, com poucas cenas “calientes”, outra diferença que eu senti para a última série da autora lançada no Brasil, mas que não influenciou tanto assim no enredo em geral.

Eu gostei muito de ler Simplesmente o Paraíso, principalmente por causa da leveza dos diálogos e dos personagens principais. O ar “cômico” do livro mostrou um lado da Julia Quinn que eu ainda não conhecia e do qual eu gostei muito. Apesar de ainda não ter sido o meu livro favorito da autora (porque eu sou muito fiel a Penelope), Simplesmente o Paraíso cumpriu muito bem o seu papel de leitura agradável e me fez querer continuar muito mais tempo no universo dos Smythe-Smith e conhecer mais dessa família maravilhosa.

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Resenhas 13set • 2017

Entre o Amor e a Vingança, por Sarah MacLean

Para quem está chegando agora e ainda não tomou consciência do meu amor por Sarah MacLean, aqui está mais uma resenha de uma das séries dela que eu mais amo no mundo: O Clube dos Canalhas. Entre o Amor e a Vingança é o primeiro livro dessa série e, apesar de não ser um dos meus livros favoritos da Sarah, é um livro que traz personagens desafiadores, vingança e um casal perdidamente apaixonado um pelo outro, mas que ainda não tiveram a chance de descobrir isso. Quem não gosta de uma boa história de amor, não é mesmo?

Entre o Amor e a Vingança começa dez anos depois do último livro da série Os Números do Amor, e a personagem principal deste livro é ninguém menos que Lady Penélope Marbury, a ex-noiva do Duque Leighton – para aqueles que já conhecem a série Os Números do amor. Depois de ter seu noivado desmanchado com um Duque, Penélope recebeu uma série de propostas frustrante, fazendo com que a jovem permanecesse solteira por oito anos até seu pai resolver colocar a antiga propriedade do marquês de Bourne como par te do seu dote, afim de atrair pretendentes mais respeitáveis para sua filha.

Renegado pela sociedade, o marquês de Bourne está determinado a conseguir as terras de sua família de volta, mesmo que isso signifique se casar com Lady Penélope. Mas o que era para ser apenas um casamento por conveniência acaba se tornando um jogo extremamente perigo, afinal, Lady Penélope está determinada a conseguir um casamento por amor, mesmo que seu marido em questão não esteja de acordo.

Vocês não ficam arrepiados com essas sinopses da Sarah? Eu sempre fico. O Clube dos Canalhas é uma série completamente diferente das outras, principalmente porque ela traz personagem que vivem à margem da sociedade, roubados de seus títulos e propriedades e não mais bem-vindos entre os aristocratas. Eu gostei muito que Sarah tenha se dedicado a uma série inteira para falar de personagens com uma personalidade um pouco mais obscura, dispostos a passar por cima de tudo e de todos para conseguirem o que querem. Isso realmente deu um pouco mais de emoção ao livro.

Entre o Amor e a Vingança é um romance de época um pouco mais passivo, mas ainda assim de leitura bastante válida. Apesar de Penélope e Bourne não serem os meus personagens favoritos, a química do casal criado por Sarah MacLean é realmente gostosa de acompanhar. Diferente de outros casais, logo no começo do livro você descobre que eles se conhecem desde a infância e, claramente, já existe um certo sentimento entre eles, mesmo que isso seja negado por ambos, e eu gostei muito que Sarah tenha conseguido trabalhar o passado que eles tinham um com o outro, dentro do relacionamento que eles estavam tentando construir.

Meu único problema com esse livro é que, apesar dos diálogos serem muito engraçados e os personagens interagirem muito bem entre si, o enredo parece ser um pouco arrastado em alguns pontos, focando em partes da história que não precisam ser explicadas logo de cara que, na verdade, se encaixariam muito melhor se fossem reveladas aos poucos ao longo do enredo. Ainda bem que essa pequena falha é corrigida nos próximos volumes da série e, por isso, eu digo para vocês não desistirem de O Clube dos Canalhas, caso comessem pelo primeiro livro da série.

Eu gosto muito da Penélope como personagem, apesar de ela ser uma personagem bastante passiva, assim como Isabel, uma das personagens da série Os Números do Amor. Ainda assim, é admirável que depois de tudo o que passou com a dissolução do seu noivado com um Duque, ela ainda tenha disposição de tentar encarar um relacionamento por amor com um homem que, claramente, carrega muitos segredos e muita sede de vingança no coração. Uma mulher que consegue encarar esse tipo de coisa, consegue encarar qualquer desafio, não é mesmo?

Entre o Amor e a Vingança provavelmente não vai ser o melhor romance de época que você vai ler. Digo isso porque eu já fiz resenhas sobre romances de época mais entusiasmadas do que essa, mas vocês não devem desistir da série por isso. O Clube dos Canalhas é uma das minhas leituras favoritas da Sarah MacLean e eu garanto para vocês que vale a pena conferir cada um dos seus personagens.

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Resenhas 04set • 2017

Jane Austen Roubou Meu Namorado, por Cora Harrison

Eu vou cometer, o que talvez seja, a maior blasfêmia da minha vida: a leitura de Jane Austen Roubou Meu Namorado não me impressionou. E como uma grande fã de Jane Austen, eu me sinto muito culpada por não gostar de algo que envolva a autora – estou sendo bem honesta. Cora Harrison não é uma escritora ruim, seus diálogos são bem construídos, os personagens têm uma voz agradável, mas a narrativa… bem, a narrativa quebrou todo o clima que eu tinha para ler o livro. E aqui estamos nós, depois de mais de duzentas páginas de uma leitura frustrada para falar da minha primeira experiência com Cora Harrison.

Primeiro você precisa saber que Jane Austen Roubou Meu Namorado é o segundo livro da série Jane Austen, o primeiro livro foi publicado pela Rocco sob o título Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen – que eu por um acaso tenho na minha estante, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Vocês não precisam ler o primeiro livro para conseguir ler o segundo volume da duologia (não achei nada sobre um terceiro livro até agora, mas atualizo a resenha se eu encontrar), mas é sempre importante ler os livros na ordem certa. Estabelecido isso, vamos falar sobre a leitura de Jane Austen Roubou Meu Namorado.

O livro nada mais é do que o diário secreto de Jenny Cooper, prima de Jane Austen, onde ela narra suas aventuras com a escritora, ainda na adolescência. Neste enredo, Jenny está tentando convencer seu irmão – e tutor – a deixa-la se casar com o amor da sua vida, o capitão Williams. Claro que convencer o irmão não seria nada fácil e, por isso, Jenny conta com os ótimos conselhos que Jane Austen tem para lhe dar. Juntas elas vão se aventurar nos bailes da sociedade britânica, se envolver em escândalos e conquistar seus objetivos.

“- Odeio a Jane Austen! Odeio de verdade!
Paro. Conheço essa voz.
– Ah Lavinia, mamãe disse que Jane Austen é apenas uma garotinha atrevida, afetada, vulgar e caçadora de marido. Ela sempre fala que você não deve dar atenção a ela.”

A ideia por trás do enredo é bastante criativa e eu até pesquisei que a autora se baseou nos diários da própria Jane Austen para escrever a história, mas o que realmente matou Jane Austen Roubou Meu Namorado para mim foi o enredo. Eu gosto muito de narrativa em primeira pessoa, mas o formato de diário do livro me deixou muito incomodada. Apesar de Jenny ser uma personagem maravilhosa, ver toda o enredo do ponto de vista dela foi muito cansativo, principalmente quando sua maior preocupação era conseguir se casar com o seu capitão. Acabou que a autora não conseguiu entregar mais sobre a Jane Austen que, por sinal, foi o motivo de eu ter escolhido esse livro para ler.

Para um livro com uma quantidade de páginas considerável, Cora Harrison correu com o enredo como alguém corre em uma maratona. Eu nunca vi um livro onde acontece muita coisa ao mesmo tempo, mas se você analisar com calma, não está realmente acontecendo nada. Parte da minha frustração com essa leitura foi a falta de foco nos acontecimentos. Um minuto tínhamos esse problema, duas páginas depois ele já tinha sido resolvido. Eu não tive nem ao menos tempo de digerir a quantidade de personagens secundários e nomes que apareceram na história.

E eu preciso falar sobre essa mania de não mostrar as coisas acontecendo e simplesmente escrever que aconteceu. Não tem nada que me deixa mais incomodada com um livro do que quando o autor não se dedica para desenvolver um plot e simplesmente escreve um final aleatório. Cora Harrison fez isso duas vezes em Jane Austen Roubou Meu Namorado e eu quis muito amaldiçoá-la por isso, afinal eu estava ali para ver as coisas acontecerem e não ser convencida de tudo em um ou dois diálogos.

Não vou mentir, eu gostei muito de conseguir identificar os personagens dos livros de Jane Austen nos personagens que Cora Harrison apresentava durante o enredo. Eu vi a cunhada odiosa de Razão & Sensibilidade, vi a inspiração para Fanny que, apesar de não ser uma das minhas heroínas favoritas, ainda assim é ótima. Também conseguir ver um pouco de persuasão e acho que até de Emma. Não tem como negar que Jane Austen aproveitou cada uma das pessoas que passaram em sua vida para se inspirar, o que é uma coisa maravilhosa porque sabemos que existe uma possibilidade muito grande do Mr. Darcy ter sido real.

“- E tive que pagar as despesas postais – continuou Newton. – Por favor, Jane, não finja ser inocente. Só você escreve cartas desse tipo.
Jane pegou a carta e eu espiei por cima de seu ombro. Foi isto que lemos – prendi aqui em meu diário.”

Jenny é uma personagem muito legal e eu não tenho coragem de falar mal dela simplesmente porque eu não aguentava mais ficar duzentas páginas dentro da cabeça dela. É uma personagem simples, uma jovem garota britânica completamente apaixonada pelo seu noivo, ansiando o dia em que ela vai se casar. Ela também é uma ótima amiga para Jane Austen e muito fiel. Eu fiquei com muita vontade de ler o primeiro livro dessa série para conseguir conhecer um pouco mais dela, pois pelo o pouco que vi, o relacionamento com o irmão é um background que eu quero muito saber se a autora conseguiu explorar.

Tenho que dizer que teve apenas uma coisa que eu não entendi sobre esse livro: Porque o nome é Jane Austen Roubou Meu Namorado se não é isso o que acontece no livro? Passei por todos os capítulos esperando encontrar uma trama completamente diferente, cheia de brigas, obstáculos e amizades destruídas por causa de uma possível traição, mas ao invés disso Cora me entregou um enredo muito leve, com bons personagens e uma relação de amizade que eu tenho que admitir que era bastante interessante de se acompanhar. Vou deixar essa dúvida no ar, tudo bem?

Jane Austen Roubou Meu Namorado é um enredo adolescente leve, mas não acho que seja muito para os apaixonados por Jane Austen. Talvez para os que gostam de um bom romance de época voltado para o público adolescente, ou para aqueles que só querem um romance para relaxar. Ainda assim, foi uma leitura boa até aonde podia ser. Não vou mentir que eu sofri bastante com a narrativa – me incomodou demais, eu sempre vou lembrar vocês disso, mas os personagens e a escrita da autora conseguiram compensar bastante a ponto de eu terminar a leitura satisfeita e ainda com disposição para encarar o primeiro livro.

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Lançamentos Notícias 08ago • 2017

Julia Quinn está de volta com o seu livro Como Agarrar Uma Herdeira

Eu nem estou chorando, tá? Apenas tremendo mesmo. Eu sou a última pessoa que pode negar uma paixão platônica pelos livros da Julia e depois da série O Quarteto Smythe-Smith, eu estava me corroendo de ansiedade para saber qual seria a próxima série da autora que a Arqueiro iria lançar no Brasil e, agora, esse momento finalmente chegou!

Como Agarrar Uma Herdeira é o primeiro livro da série Agentes da Coroa (Agents of the Crown) e é considerado um dos livros mais engraçados e divertidos pelos leitores do Goodreads. Ou seja, já estou enlouquecida querendo começar essa série para ontem! Ninguém consegue ficar muito tempo longe dos personagens maravilhosos da Julia Rainha, não é mesmo?!

“Uma história encantadora que lhe proporcionará uma leitura agradável e bons sonhos.” – RT Book Reviews


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Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.

Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.

A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

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Resenhas 17jul • 2017

Entre a Culpa e o Desejo, por Sarah MacLean

Adivinha quem foi a bonita que começou a resenhar os livros da série O Clube dos Canalhas na ordem errada?! Eu mesma, prazer. Sarah MacLean roubou tanto o meu coração que eu comecei a ler os livros dela e deixando as resenhas para depois, como que pode?! Bem, mas agora eu estou aqui para contar para vocês o quão maravilhosa é a leitura de Entre a Culpa e o Desejo, segundo livro da série e o meu livro favorito da Sarah MacLean até então.

Em Entre a Culpa e o Desejo, Sarah MacLean nos apresenta a uma personagem que conhecemos no primeiro livro dessa série maravilhosa, Lady Philippa Marbury, a brilhante filha do Marquês de Needham e Dolby que se preocupa muito mais com os seus livros do que com vestidos de baile. Quando prometia a um noivo que não tem nada a ver com ela, Pippa vê no noivado uma última chance para explorar os prazeres da vida antes de se entregar a uma vida de devoção a casa e ao novo marido. Para realizar essa experiencia, Pippa escolhe ninguém menos do que Cross, um dos sócios do Anjo Caído.

Cross é um dos libertinos mais cobiçados de Londres. Sua fama foi construída em cima de vícios e devassidão, o tornando o tipo de homem com quem Pippa jamais deveria se envolver, se ele não fosse exatamente o que ela precisava para realizar a sua pesquisa. O que ela não contava era como seria difícil convencer esse homem cheio de segredos a ajuda-la e, quanto mais próximos eles se tornam, mais difícil fica para ambos negarem o desejo e a atração que existe entre eles.

Eu não sei nem por onde começar a dizer como esse livro é maravilhoso e o quanto vocês não podem desistir dele só porque a capa não ajuda muito. Sarah MacLean tem uma escrita maravilhosa. Eu gosto muito como ela desenvolve os personagens ao longo do enredo, sem pressa, fazendo com que todo o romance consiga fluir ao longo dos capítulos e o leitor consiga perceber exatamente o ponto em que os personagens estão se apaixonando um pelo outro.

Entre a Culpa e o Desejo tem um enredo um pouco diferente, principalmente porque no começo do livro a nossa heroína não está procurando por amor, mais sim por conhecimento. Diferente de outras personagens, Pippa procura Cross por curiosidade, porque ela tem o desejo de explorar a própria sexualidade e, dada a época em que o livro se passa, isso é realmente algo um tanto incomum. Achei muito inteligente da parte da Sarah dar espaço dentro de um romance de época para discutir o desejo feminino, coisa que eu não vejo muito em outros romances.

O desenrolar do enredo é envolvente. Depois que você começa a conhecer a Pippa melhor e entender todos os seus receios em relação ao casamento, é muito fácil se identificar com ela e simplesmente se apaixonar pelo livro. Eu gostei bastante de como a Sarah MacLean construiu os diálogos desse livro, deixando sempre aquele tom cômico e criando situações realmente engraçadas e que, no final, só fizeram com que os personagens naturalmente se aproximassem.

Gosto de como a Pippa é uma personagem inteligente, cheia de energia mesmo com toda a sua timidez. Acho que de todas as personagens da Sarah, ela é a que a gente tem mais facilidade de se identificar, até porque, em algum ponto da vida, toda a mulher vai sentir as mesmas inseguranças que a personagem sentiu durante o livro. Eu acho que o ponto alto da escrita da Sarah é, mesmo o livro se passando em uma época completamente diferente, você ainda consegue se identificar e se colocar no lugar da heroína do livro.

O romance do livro é outro ponto muito positivo para a história. Eu gosto de como Pippa e Cross funcionam como um casal desde o começo do livro. A química deles é perceptível, mas muito mais interessante do que isso, é ver como o casal funciona bem trabalhando juntos. Cross tem claramente um carinho e uma preocupação muito grande com Pippa, mas em nenhum momento ele subestima a inteligência dela, sempre respeitando as suas opiniões e ouvindo seus conselhos.

Eu realmente gostei da forma como a Sarah MacLean desenvolveu essa história. Depois do primeiro livro, que foi o único da série que não me prendeu tanto, eu estava preocupada que os livros seguintes seguissem o mesmo ritmo, mas Entre a Culpa e o Desejo me surpreendeu de todas as formas possíveis, principalmente por me dar uma heroína completamente fora da caixa. Valeu muito a pena me arriscar no segundo livro da série, assim como vale a pensa se arriscar em todos os livros da Sarah.

Confira também a resenha de Entre a Ruína e a Paixão, terceiro livro da série O Clube dos Canalhas.

Resenhas 11jul • 2017

Victoria e o Patife, por Meg Cabot

Como escrever uma resenha sobre um livro que você gostou, mas que ao mesmo tempo, não gostou tanto? Victória e o Patife era um romance de época que eu estava muito ansiosa para ler. Primeiro porque é um romance de época, e todo mundo sabe que eu jamais deixaria passar um livro do gênero. Segundo, é Meg Cabot, e apesar de eu não ser a maior fã da autora, os livros dela sempre me conquistam. O problema é que apesar de ser uma leitura prazerosa, Victoria e o Patife não tem os elementos que normalmente prendem o leitor em um enredo e conforme a história caminhava eu não sabia dizer se estava mais irritada com a personagem principal ou com a autora.

Victoria é uma jovem de 16 anos que está voltando da índia para ter a sua primeira temporada em Londres. Ela é filha de um duque e acabou herdando a fortuna do pai, suficiente para conseguir para ela um bom marido. É abordo do navio Harmonia que ela conhece Lorde Malfrey, de quem fica noiva antes mesmo de chegar em solo inglês. Mas não é o noivo que ganha a atenção de Victoria, mas sim o capitão do navio, Jacob Carstairs, o homem que está determinado a provar para Victoria que seu futuro marido não era digno dela e, no processo, ainda tirar a jovem do sério.

Victoria e o Patife tem diálogos divertidos acompanhados da escrita leve e simples de Meg Cabot que nós já conhecemos e adoramos. O problema é que a escrita é realmente simples demais. Tudo no livro acontece muito rápido, não dando tempo para os personagens se desenvolverem ou mesmo se conhecerem melhor. As cenas pulam de uma para outra sem aviso, e não tem como você saber o que está acontecendo na história até que venha uma cena muito óbvia. Além disso, o plot é meio infantil demais para um juvenil de romance de época, como se eu tivesse lendo a história de dois personagens de 12 anos de idade, ao invés de 16.

É preciso lembrar que, mesmo naquela época, era pedido das jovens uma certa maturidade que você jamais irá encontrar em Victoria. Além de ser extremamente insuportável, a personagem é mimada e egoísta, sempre colocando os desejos dela em primeiro lugar, mesmo em momentos em que ela achava que estava ajudando o próximo. Vocês já leram um personagem com uma voz aguda e insuportável? Era exatamente assim que eu via Victoria durante a leitura, e por mais que eu tentasse entender a sua imaturidade e petulância, não consegui encontrar nada na personagem que me fizesse gostar dela.

O enredo de Victoria e o Patife não tem nada que realmente prenda o leitor. Toda a história gira em torno da birra de Victoria insistindo para se casar com Lorde Malfrey, um homem que mal conhecia e de quem havia ficado noiva simplesmente para implicar com o tal Capitão Carstairs. O enredo não se desenvolve fora disso. O leitor não vê as coisas realmente acontecerem, mas elas acontecem porque a autora nos diz que elas aconteceram. Foi bastante frustrante, principalmente porque a sensação era de que nunca ia acontecer nada e o livro parecia nunca chegar ao final.

O romance é bastante fraco, eu devo dizer. Mas eu já esperava que fosse considerando que as cenas não eram muito trabalhadas e os personagens não muito desenvolvidos. Eu fiquei impressionada com a facilidade que a personagem principal tinha de mudar seu interesse amoroso ao longo do livro. Uma hora ela estava jurada de amor pelo conde, no outro ela já não tinha mais certeza dos seus sentimentos. Era confuso, pouco profundo e, no final, não me convenceu. Mesmo sendo um Young Adult, acredito que pelo menos o romance poderia ter sido um pouco mais desenvolvido pela autora.

Os diálogos eram “legais”, – porque eu realmente não consigo pensar em outra palavra agora – mas não acrescentavam muito a história. Tudo que era dito pelos personagens soava muito superficial e irrelevante para a história. E a forma como Meg Cabot construiu a personagem principal me incomodou muito. No final Victoria não amadurece ou aprende com os seus erros, mas continua sendo a mesma pessoa mimada e cheia de si do começo do livro.

Eu queria muito que Victoria e o Patife fosse mais do que um romance de época para adolescentes. Eu realmente queria que o livro tivesse explorado mais a personagem principal e a sua vida na Índia, ou o fato do noivo dela não ser realmente quem ele dizia ser. Acho que tudo teria sido mais agradável se a autora tivesse buscado escrever os capítulos com mais paciência, do que simplesmente criar uma história superficial. Espero mesmo que os próximos livros dela, neste mesmo gênero, tenham personagens bem mais interessantes.

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