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Clube Nacional 03maio • 2017

5 Dicas para respeitar o gênero romance na hora de escrever

Romance é um gênero rico, diverso, com um seguimento leal de leitores e um lugar firme no topo do mercado de ficção de gênero. Desde a explosão da auto publicação, novos autores que escrevem romance têm vindo ao gênero todos os meses, proporcionando aqueles de nós que amam novelas românticas uma riqueza de escolhas e a oportunidade de nos perder em novas histórias, personagens únicos e intemporais felizes para sempre.

Mas às vezes há uma coisa faltando: respeito.

Leitores de longa data e autores veteranos de romance sabem que o respeito é a chave para o sucesso no mercado. Ver alguém que não respeita ou entende o gênero tentando capitalizar sua audiência leal pode ser incrivelmente frustrante para um editor.

Então, aqui estão cinco dicas sobre como escrever romance com respeito, para aqueles que procuram entrar para esse gênero.

Respeite o “felizes para sempre”.

Algumas pessoas podem deixar esta regra para a última página, mas para mim é fundamental. Você pode ter ouvido as pessoas dizerem que os romances são previsíveis porque os leitores exigem uma coisa em seus livros: “Felizes Para Sempre” (FPS) ou “Felizes Por Agora” (FPA). Mas a verdade é que esse final garantido é o que faz o romance funcionar. Gera conforto, satisfação e sentimentos positivos dentro dos leitores. E enquanto os leitores podem saber que há um final feliz no caminho, o romance é tudo menos previsível. A viagem, o conflito, a história, os personagens e as palavras são limitados apenas pela imaginação do autor. Os leitores estão dispostos a dar uma chance em cada nova história e autor, porque eles sabem um final feliz é garantido. Matar um protagonista, colocar ele ou ela com outra pessoa, ou deixar as coisas inacabadas, e você terá leitores que sentem que você desrespeitou a eles e o gênero.

Em seus olhos, você pode ter escrito uma história de amor, mas você não escreveu um romance.

Respeite o leitor.

Isto vai de mãos dadas com o meu primeiro ponto, mas vamos cavar um pouco mais fundo.

Respeitar seus leitores não é apenas sobre as expectativas do leitor sobre o final feliz da história. É também sobre mostrar ao leitor que você se preocupa com a sua experiência de leitura, apreciar que eles estão gastando seu dinheiro suado em seu livro e querem entregar-lhes o melhor produto possível. Isso significa escrever seu melhor livro. Contrate um editor. Use leitores beta. Entregar uma história de qualidade que é como livre de erros e o mais agradável como você pode fazê-lo. Invista dinheiro em seu produto para criar uma experiência de leitura superior.

Respeite sua marca.

Mostrando respeito ao leitor com um produto de qualidade terá uma correlação direta na força de sua marca como autor.

Sua marca é uma promessa aos leitores de que podem contar com algo – qualidade, voz, grande diálogo, personagens únicos, construção fantástica do mundo e um FPS / FPA – cada vez que pegar um de seus livros. Como você desenvolve sua marca é com você, mas respeitá-lo, sempre cumprir uma promessa de qualidade irá ajudá-lo a crescer um público fiel que não só comprar os seus livros, sem hesitação, mas irá recomendá-lo aos seus amigos que também gostam de ler romances.

Respeite os seus colegas autores.

Há espaço na publicação romance para aqueles que anseiam criar, escrever, publicar e, sim, ganhar dinheiro. É natural sentir uma sensação de competição, mas uma das coisas maravilhosas sobre este gênero é a disposição dos autores românticos para orientar, apoiar e animar seus colegas escritores.

Mais trabalho no mercado pode significar mais concorrência, mas também significa mais variedade para os leitores escolherem. E mais livros no mercado significa mais leitores que notam o romance e mais leitores que compram o romance, e consequentemente mais leitores para todos. Em vez de comparar o seu trabalho com os outros ou de afirmar que é “melhor do que o outro” ou “elevar o gênero”, respeite que seus colegas não estão apenas colocando o mesmo esforço que você está, mas também são o seu melhor recurso para conhecimento da indústria, aconselhamento e divulgação.

Respeite a diversidade.

Isso parece ser o ponto mais fácil (e que não deve ser declarado, em um mundo perfeito), mas é talvez o mais difícil de todos. Seguindo hashtags de mídia social, como #weneeddiversebooks e #ownvoices irá mostrar-lhe apenas uma pequena parte da conversa sobre diversidade em ficção e como é crucial para os autores respeitá-lo. Faça sua pesquisa; utilizar a sensibilidade dos leitores quando apropriado; pedir aos outros opiniões e comentários; evitar a apropriação cultural, clichês de representações culturais ou caracterizações ofensivas; e, se você fizer um erro, assuma-o, peça desculpas e se esforce para fazer melhor.

Tendo em mente essas cinco dicas, você vai estabelecer as bases para uma carreira de sucesso escrevendo romance. Oferecendo respeito aos seus leitores, a sua marca, a questão da diversidade e os seus colegas autores, você constrói um ambiente onde a criatividade é recompensada e todos podem atingir seu objetivo final: construir uma base apaixonada e devotada de leitores que vão comprar seus livros lealmente por anos.

Esta publicação foi escrita por Angela James e originalmente publicado no site Writers Digest. James é a diretora editorial da primeira impressão digital da Harlequin, Carina Press.

La Oliphant 02fev • 2017

Só li romances de época em Janeiro

Não é segredo para ninguém que eu tenho uma paixão muito grande por romances de época – ou romances históricos, como algumas pessoas chamam o gênero. Já fiz um especial sobre o assunto aqui no blog e sempre que eu vou fazer uma resenha eu dou um jeito de deixar claro o quanto eu sou apaixonada por esse tipo de leitura. Eu acho que falo tanto de romance de época, quanto eu indico Cinder nos vídeos do Canal.

Pois bem, durante o mês de janeiro eu me deparei com alguns livros de romances de época maravilhosos. Comecei com Lisa Kleypas para terminar a série Os Hathaways e, quando dei por mim, já tinha engatado em Sarah McLean e Tessa Dare, com os livros que eu havia comprado no final do ano nas promoções das lojas online. O resultado disso? Passei o mês de janeiro inteiro lendo esses romances, mergulhando de uma aventura para outra e me apaixonando demais por esses personagens.

Eu sei que muitos de vocês têm bastante resistência a ler o gênero, mas acreditem, romances de época não se tratam apenas de casamento, amor e encontrar o Duque perfeito para se casar. As heroínas são marcantes, independentes e realmente conseguem se destacar dentro da sociedade da época. O que mais me encanta nesse tipo de leitura, é ver como uma personagem consegue superar suas dificuldades e se manter sempre fiel a pessoa que é.

Por isso, quando eu fui pensar nos livros que eu colocaria no Round Up deste mês, decidi que faria um especial dedicado aos livros maravilhosos que eu li em janeiro. Tudo bem, por mais que eu tenha selecionado apenas quatro, o vídeo ficou um pouco grande porque eu não consegui conter a empolgação. Mas eu garanto que, depois de assistir tudo até o final, pelo menos uma dessas histórias irá te chamar atenção.

Literaría 26fev • 2016

Uma paixão chamada Os Bridgertons

Bridgertons 01

Eu tenho uma paixão particular pela Julia Quinn. Primeiro porque ela foi a minha primeira autora de romances de época da atualidade que eu li. Segundo, suas personagens femininas têm sempre uma personalidade forte e não se deixam levar por qualquer Conde, Marquês ou Duque que apareça pela frente. Além disso, a escrita da autora não deixa nada a desejar, e como estamos falando sobre romances de época, eu não poderia deixar de fazer uma publicação inteiramente dedicada à minha série favorita: Os Bridgertons.

O que vocês precisam saber sobre essa série de romances de época que conquistou até mesmo a minha mãe? Bom, Os Bridgertons é uma série com oito livros no total e cada um de seus volumes irá contar a história de um membro da família Bridgerton. O primeiro volume da série, O Duque e Eu, logo nos revela que nossos heróis são peculiares e foram nomeados por seus pais em ordem alfabética sendo: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, George e, por fim, Hyacinth. Cada um deles tem a sua própria personalidade, teimosia, talento e um dom especial que faz com que você fique completamente envolvida nos seus dramas.

Bridgertons 03

A série em si conta a história dessa família aristocrata inglesa que exerce grande influência na sociedade da época. Em cada um dos romances nós descobrimos como eles conheceram e se apaixonaram por seus respectivos romances e o que exatamente faz com que eles sejam tão diferentes e especiais. Mas não é só sobre amor romântico. Os Bridgertons mostram muito do amor familiar, de como eles se apoiam enquanto filhos e irmãos. É incrível ver como uma família tão grande consegue ser ao mesmo tempo tão unida e entender completamente uns aos outros, sem julgamentos.

Apesar dos personagens maravilhosos, foi a escrita de Julia Quinn que realmente deu vida a esses romances e os tornou tão especiais para muitos leitores. Além de conseguir fazer com que todos os livros da série funcionem em sintonia, Julia Quinn faz com que os seus leitores mergulhem dentro do seu universo literário, conseguindo se sentir parte do livro. Seus personagens têm vida própria, principalmente nossas heroínas, que além de uma personalidade inspiradora, nos ensinam que uma mulher não deve aceitar ninguém menos do que um homem capaz de tudo para torná-la dele, e que o “status” de solteirona não mata ninguém.

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Mas eu gostaria de chamar atenção para uma personagem dessa série que não é uma Bridgerton, mas que mesmo assim conquistou nossos corações: Penelope. Apesar de não ter o perfil adequado para uma esposa e passar boa parte das séries escondida entre um baile social e outro, Penelope tem muito a ensinar sobre o poder feminino naquela época. Mesmo não tendo seu amor correspondido por Colin Bridgerton e aguentando as constantes humilhações por parte da mãe. Penelope vestiu bem seu papel feminino dentro da série e conquistou seu espaço. Como ela fez isso? Spoilers, vocês terão que ler a série para descobrir.

Os Bridgertons é uma série que te conquista em todos os livros. O interessante de termos histórias diferentes em cada volume é ter a chance de nos apaixonarmos oito vezes por personagens diferentes. Cada leitor tem o seu livro favorito, o seu Bridgerton favorito e até mesmo seus personagens secundários favoritos. No meu caso, obviamente, o meu favorito sempre será o Colin, mas confesso que tem dias que eu sinto uma pequena queda pelo Anthony – o que eu posso fazer?! Mas de todos, Bridgerton ou não, Penelope e Eloise entraram para a minha lista de heroínas para se inspirar. Essas duas são destruidoras quando se trata do quesito atitude.

Bridgertons 02

Para mim, qualquer leitor que um dia foi apaixonado por romance precisa dar uma chance aos Bridgertons, mas principalmente a Julia Quinn. Não é só por causa da escrita e dos personagens, mas porque se trata de um romance diferente, onde o enredo é um pouco mais leve, os costumes da época são interessantes de serem explorados e porque te dá a chance de conhecer o amor de uma forma um pouco menos complicada do que nos romances atuais. E se você se interessou por esses romances, confiram as resenhas dá série que já foram publicadas aqui no blog: O Duque e Eu, O Visconde Que Me Amava, Um Perfeito Cavalheiro, Os Segredos de Colin Bridgerton e Para Sir Philip Com Amor.

Os livros da Julia Quinn são publicados no Brasil pela Editora Arqueiro, sendo os livros da série Os Bridgertons publicados até o 7° livro, com o nome Um Beijo Inesquecível. Não esqueçam de deixar nos comentários o que vocês acharam de conhecer um pouco mais sobre essa série, viu?

romances de época

Literaría 02fev • 2016

Os costumes da sociedade de época

romances de época

Eu sou uma completa apaixonada por romances de época. Comecei com os clássicos romances de Jane Austen, mas foi depois que Julia Quinn entrou na minha vida que eu nunca mais larguei esse gênero. Desde 2013 foram muito livros desse gênero lidos, e muitos novos autores conhecidos. Entraram para minha estante: Lisa Kleypas, Loretta Chase, Madeline Hunter e outros nomes que hoje são muito populares entre os amantes de romances de época.

Conforme fui me inserindo cada vez mais nesse universo, percebi que alguns leitores tem uma certa dificuldade para entender como funcionava a sociedade da época. Normalmente ambientado na Inglaterra do século XIX, os romances de época seguem uma linguagem própria, com a etiqueta exigida pela época, mas com um toque especial que cada autora busca dar aos seus personagens.

Pensando nisso, e considerando que eu pretendo falar muito do assunto durante fevereiro, eu fiz uma pequena pesquisa sobre como funcionava a sociedade da época e separei algumas informações que são relevantes para podermos entender como funcionavam as temporadas sociais, os noivados da época e principalmente os casamentos. Vamos lá?

UMA BREVE AMBIENTAÇÃO DA SOCIEDADE DA ÉPOCA

romances de época

Para aqueles que não estão ambientados com o universo, o casamento não era nada além do que alianças políticas e financeiras entre as famílias da época, e isso exigia da mulher certos requisitos, entre eles o dote, uma determinada quantia em dinheiro, terras, rendas ou mesmo um título de nobreza que a noiva levava consigo para o casamento e transmitia ao marido e aos filhos. Enquanto os homens começavam a buscar por esposas após terminarem seus estudos, por volta dos 25 anos, as mulheres costumavam debutar na sociedade por volta dos 17 anos, podendo esta idade ser antecipada de acordo com a necessidade da família.

Depois de ser apresentada a sociedade, uma jovem não poderia esperar muito para noivar. Era esperado que uma jovem ficasse noiva ainda na sua primeira temporada na sociedade. Após três anos seguidos na temporada social, a jovem começava a ser descartada como uma opção, podendo se tornar vítima de fofocas e com isso tendo uma possibilidade de casamento cada vez menor. Caso não contraísse matrimonio até uma certa idade, a jovem era considerada uma solteirona e passava a ser considerada apenas como uma companhia adequada para outras jovens que estariam debutando.

romances de época

É preciso dizer que nem todos os casamentos da época eram arranjados, ou faziam parte de um acordo comercial entre as famílias. Naquela época a ideia do “amor romântico” estava se disseminando pela Inglaterra e, com isso, os pais começaram a levar em consideração os sentimentos dos seus filhos em relação ao seu futuro conjugue.

Como já dizia nossa querida Jane Austen: “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de grande fortuna, deve estar procurando uma esposa”.

COMO FUNCIONAVAM OS NOIVADOS E A CORTE

romances de época

Naquela época não era permitido que um homem falasse diretamente com uma jovem à qual não tivesse sido apresentado. Toda a negociação matrimonial partia das famílias, já que a mulher não poderia, de forma nenhuma, propor casamento. Além disso, as moças não tinham nenhum conhecimento sobre estas negociações, por uma questão de educação. Alguns casais que já se conheciam de longa data, podiam ter um “pré-pedido”, antes que o jovem comunicasse a família da futura esposa, suas intenções de se casar com a mesma.

Quando aceito o pedido de noivado pela família da moça, o rapaz era permitido a frequentar a casa da mesma. Logo na sua primeira visita já era marcado o jantar de noivado que, reuniria apenas as famílias dos envolvidos. Nesse jantar, o noivo oferecia a sua amada um anel de compromisso e ela dava à ele um colar com sua foto ou uma mecha do seu cabelo.

Os noivados duravam em torno de 3 semanas ou um pouco mais que isso. Noivados muito longos levantavam suspeitas, assim como os muito curtos. Entre o noivado e o casamento, um noivo rico deveria mandar flores todos os dias à noiva e à mãe dela. Além disso, não era permitido que os noivos ficassem a sós, precisando sempre da companhia da mãe da moça ou de outra pessoa. Não eram permitidos contatos físicos e ambos deveriam aproveitar o tempo do noivado para se conhecerem melhor.

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Basicamente, a mulher não tinha voz nenhuma quando se tratava da escolha do seu futuro marido, mas já que estamos falando sobre romances de época, podemos destacar que nossas autoras – citadas no início deste post – fizeram questão de empoderar o sexo feminino, criando heroínas que não se permitem casar com ninguém menos que o cara certo. Os Bridgertons estão ai para comprovar o que eu estou dizendo.

Eu espero que este post tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre os costumes da época, ou pelo menos despertado o interesse daqueles que ainda estão receosos em se aventurar nesses romances. E, se você tem alguma informação a acrescentar que eu esqueci de mencionar aqui, fique à vontade para colocar aqui nos comentários, certo?

Fonte de pesquisa: Destherrense

romances de época

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