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25 out, 2018

5 livros populares que ainda valem a pena serem lidos

Eu vou confessar para vocês que eu sou do tipo de leitora que tem uma certa resistência com livros que tem um certo hype. Por exemplo, quando todo mundo começou a falar de Trono de Vidro, eu decidi que iria esperar outra oportunidade de conhecer a escrita da Sarah J. Maas e só quando Corte de Rosas e Espinhos chegou nas minhas mãos é que eu realmente me apaixonei pela escrita da autora e agora quero ler até a lista de mercado dela.

Mas nem sempre é assim, não é mesmo? Eu tenho uma lista infinita de livros que são muito populares entre os leitores, mas que não me deram uma experiência de leitura muito boa. Ainda assim, nós precisamos manter a esperança e, pensando nisso, eu resolvi montar uma lista com alguns livros ainda muito populares e que eu acho que vocês deveriam dar uma chance, mesmo correndo o risco de não gostar tanto quanto todo o resto do mundo.

Garota Exemplar, por Gillian Flynn

Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo.

Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite.

Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

 

Trono de Vidro, por Sarah J. Maas

Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta.

Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.

 

 

 

A Rainha Vermelha, por Victoria Aveyard

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

 

O Duque e Eu, por Julia Quinn

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Talvez Um Dia, por Colleen Hoover

Um dos livros mais comentados de 2015, nos Estados Unidos, este é mais um sucesso arrebatador de Colleen Hoover, autora das séries Slammed e Hopeless.

Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento… Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge.

Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Eu realmente espero que vocês tenham gostado dessa lista. No caso da CoHo, eu pensei em colocar Métrica, ao invés de Talvez Um Dia, mas acredito que esse seja um livro dela que a maioria de vocês pelo menos já ouviu falar, mesmo quando a autora ainda não era esse fenômeno que é hoje. Ah, não esqueçam de deixar nos comentários algumas sugestões de livros populares que vocês recomendariam, tá?

05 jun, 2018

04 motivos para você ler Corte de Rosas e Espinhos

Eu venho por meio desta publicação declarar o meu amor eterno por Sarah J Maas. Muitos de vocês não sabem, mas eu ainda não li Trono de Vidro e, quando a série começou a ganhar visibilidade aqui no Brasil, já estávamos no quarto livro e eu tinha decidido que era melhor esperar todos os livros serem lançados antes de começar a leitura. Mas, para a minha sorte, a Record resolveu investir em Corte de Rosas e Espinhos e quando eu vi essa oportunidade e conhecer a escrita da Sarah J Mass, agarrei com todas as minhas forças.

Confesso que, no começo, eu achei que eu não fosse gostar tanto assim dessa trilogia.  Eu lembro que eu terminei o primeiro livro com algumas – muitas – dúvidas sobre o enredo e sobre como a história iria caminhar nos próximos volumes. Mas se tem uma coisa que eu aprendi com Sarah J Maas é que ela sempre consegue surpreender os seus leitores de uma maneira maravilhosa e, quando eu li o segundo livro dessa trilogia eu entreguei meu coração nas mãos dessa mulher sem pensar duas vezes. Tá permitido se apaixonar perdidamente por um livro?! Ou três? Porque nada aquece mais meu coração do que ver meu box de ACOTAR na estante.

Corte de Rosas e Espinhos é uma das melhores trilogias de fantasia que eu já li. E eu não estou falando isso só porque o casal principal desse livro é um dos meus favoritos, mas também porque a autora conseguiu abordar diversos assuntos importantes no enredo de uma forma muito inteligente e que agregavam muito valor ao enredo. Cada um dos livros dessa trilogia é único a sua forma e a maneira como a autora te conduz a imergir dentro do universo que está sendo criado é uma experiência única e maravilhosa. Continue lendo

02 abr, 2018

Corte de Asas e Ruína, por Sarah J Maas

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Eu não vou mentir, faz semanas que eu tento escrever a resenha desse livro e simplesmente não consigo. A Corte de Rosas e Espinhos é uma série que conquistou meu coração de uma forma tão bonita que me dói muito admitir que chegamos ao final da jornada da Feyre, mesmo gostando muito de como a Sarah J Maas encerrou o enredo. Sabe quando você conhece personagens que vão deixar saudade? Pois é, eu nem consigo digerir o fato de que Feyre, Rhys, Cassian, Nesta e cia, ficaram na última página de A Corte de Asas e Ruína. Fãs de Harry Potter provavelmente irão entender o que eu sinto agora, eu acho.

Mas não estamos aqui para chorar, certo? A Corte de Asas e Ruínas nos deixa exatamente no final do livro anterior – e melhor livro da série inteira, eu devo dizer. Feyre está de volta a corte Primaveril como uma agente dupla, tentando descobrir o máximo que pode dos planos de Tamlin e tentando convencer a todos de que a sua ligação com Rhys fora quebrada – o que não foi.  Os primeiros capítulos do livro são muito doloridos, porque eu não gostei da ideia do meu Feysand separado, mas eu tenho que admitir que a evolução da Feyre como personagem estava sensacional. Continue lendo

26 nov, 2016

A Corte de Névoa e Fúria, por Sarah J Maas

Você não sabe o que é um coração partido até terminar de ler A Corte de Névoa e Fúria. Depois de cinco horas de leitura intensa, Sarah J Maas conseguiu me levar numa montanha russa emocional, por fim deixando meu mundo completamente de cabeça para baixo com todas essas surpresas inesperadas ao longo do enredo. Comecei a leitura de A Corte de Névoa e Fúria desanimada com a ideia de encarar horas de leitura com #Feylin (Feyre e Tamlin), mas me surpreendi a cada capítulo e não consegui largar a leitura até chegar na última página.

Em A Corte de Névoa e Fúria acompanhamos os acontecimentos depois do fim de A Corte de Espinhos e Rosas onde, nossa heroína, depois de derrotar Amarantha e salvar seu amado Tamlin, volta para a Corte Primaveril agora não mais como humana, mas sim como féerica. Ainda se adaptando ao novo corpo, Feyre descobre que uma nova ameaça está a caminho, colocando não só a vida de seus novos amigos em risco, mas também de suas irmãs.

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Mas este não é seu único problema. Quando Rhysand volta para cobrar o acordo feito ainda Sob a Montanha, Feyre precisa cumprir a sua parte e passar uma semana inteira ao lado do Grã-Senhor da Corte Noturna. Conforme ela vai conhecendo melhor o homem que todos desprezavam, Feyre começa a se perguntar como seu coração conseguia se sentir muito mais seguro ali, ao lado de Rhys, do que quando ela estava na Corte Primaveril, com Tamlin.

Eu não consigo mais viver a minha vida sem esse livro. Depois que você lê A Corte de Névoa e Fúria, ter gostado de A Corte de Espinhos e Rosas me parece tão errado. Eu tenho que “tirar o chapéu” para Sarah J Maas, porque eu realmente não consegui prever nenhum dos acontecimentos desse livro e, ainda assim, eu me vi tão completamente envolvida com a história que não consegui largar o livro um segundo si quer. Foi extremamente dolorido perceber que ela precisou construir todo aquele mundo no primeiro livro, para então começar a revelar as coisas de um outro – muito melhor – ponto de vista. E tudo o que era antes não é mais, e tudo o que é agora é muito melhor.

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Feyre era uma personagem que, no primeiro livro, eu tive muita dificuldade em gostar, principalmente porque ela tinha uma autoestima muito baixa e nunca se achava merecedora das coisas. Porém, nesse segundo livro, ela já não é mais humana – apesar de seu coração continuar sendo – e ela precisa se descobrir de novo. Acho que é nesse ponto que ela começa a perceber sua realidade de uma forma diferente, querendo ser coisas e aprender coisas. Talvez por isso seu relacionamento com Tamlin pareça tão errado já logo no começo do livro. Enquanto ela quer se arriscar no mundo, ele a quer a salvo dentro de sua Corte.

E é nesse ponto que o livro começou a me pegar de jeito. Enquanto em A Corte de Espinhos e Rosas assistimos Feyre se matar para conseguir salvar o homem que amava, em A Corte de Névoa e Fúria ela começa a perceber que em nenhum momento ele fez o mesmo por ela. Em todas as oportunidades que Tamlin teve de salvá-la, ele colocou seus próprios desejos acima. É assim que o enredo deixa de caminhar como uma história de amor e passa a ser sobre uma personagem lutando para ganhar seu próprio espaço e a sua própria voz.

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O relacionamento dela com Rhysand foi, de longe, a melhor parte do livro. Não só pela forma como ele se desenvolveu, mas por eu perceber que diferente de Tamlin, ele nutria um respeito muito grande pelas escolhas de Feyre. Independe do que ela quisesse, mesmo que ele não fosse totalmente de acordo com aquilo, ele respeitava porque era uma escolha dela. Não tem como você não se emocionar com o relacionamento dos dois, principalmente quando ele é todo construído a base de confiança e igualdade. Em nenhum momento, Rhysand trata Feyre como incapaz, pelo contrário, durante toda a narrativa ele deixa claro que, do ponto de vista dele, ela é uma igual, sendo mulher ou não.

Eu realmente gostei do que a Sarah J Maas fez nesse segundo livro, tanto que eu simplesmente não consigo ler nenhum outro livro. Sim, ressaca literária me pegou com força depois de A Corte de Névoa e Fúria. Eu realmente não imaginava gostar tanto desse livro, considerando que eu realmente esperava muito mais de Feylin nesse livro. Se você gosta muito de fantasia e quer muito se jogar dentro de um universo completamente novo, acho que vale muito a pena fazer a leitura de A Corte de Névoa e Fúria.

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A partir daqui você encontrará alguns spoilers do livro, então se você não quer saber mais sobre A Corte de Névoa e Fúria, não continue lendo.  

Precisei tirar alguns parágrafos dessa resenhas apenas para expressar o meu amor Feysand. Primeiro que, depois que você lê A Corte de Névoa e Fúria, tudo o que aconteceu no primeiro livro começa a fazer muito mais sentido. Quando Rhysand encontra a Feyre pela primeira vez e diz “Eu estava procurando por você”, era porque ele realmente estava procurando por ela, e não apenas uma figura de linguagem. E tudo o que ele fez por ela, ainda Sob a Montanha, se colocando como o vilão, fingindo ser quem ele não era apenas para proteger seu povo e seus amigos, meu coração simplesmente se partiu.

Fico me perguntando o quanto não deve ter sido dolorido para ele ver a sua Parceira sofrendo daquela forma e, pior, por outro homem. E mesmo depois, quando ela já tinha saído da Corte Primaveril, ele acompanhou todo o sofrimento dela, tentando fazer o melhor para que ela se reconstruísse, mas isso tudo sem – em nenhum momento – tentar influenciar a forma como ela se sentia em relação a ele. O respeito que ele teve pelos sentimentos da Feyre, pelas escolhas dela, foi a coisa mais bonita que eu já vi em toda minha vida.

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E então vem a melhor parte do livro. Muitas pessoas estavam discutindo que os dois haviam se casado, mas na verdade, eles nunca chegaram a fazer um juramento como marido e mulher. Feyre faz o juramento para a Corte Noturna, como Grã-Senhora. Não como esposa, não como consorte, mas como igual. É como se o Rhysand fosse o CEO e tivesse nomeado ela Co-CEO da Corte Noturna. O que eu, particularmente, achei muito melhor do que se fosse realmente um casamento, afinal ele estava atestando diante de todo mundo que eles não eram apenas parceiros, mas também iguais em todas as formas possíveis.

E então veio aquele final, que me arrancou lágrimas e partiu meu coração. Sinceramente, eu tive que ter uma força absurda para conseguir encarar aquelas últimas páginas e não chorar de desespero. Eu ainda não acredito que terei que esperar até Maio do ano que vem para saber o que acontece.