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Eventos 12mar • 2017

E a Semana das Minas chega ao fim

Chegamos ao final da semana das minas, infelizmente. Mas apesar disso, tivemos muitas publicações maravilhosas que deixaram a nossa semana ainda mais interessante. Antes de tudo, eu queria muito agradecer a todos os blogs amigos que participaram da semana junto comigo. Eu sei que a organização foi muito em cima da hora para todo mundo, mas eu fiquei muito feliz de vocês toparem entrar nessa loucura comigo mesmo assim.

A #SemanaDasMinas foi criada com a intenção de falarmos mais sobre a presença das mulheres tanto na literatura quanto no cinema, e acho que para um evento organizado com tão pouco tempo, ele cumpriu o seu papel. Eu espero que com todas essas publicações tenhamos quebrado alguns tabus de que mulheres só podem escrever romances ou que talvez não sejamos tão boas autoras de um romance LGBT, por exemplo, porque somos mulheres.

O mais legal do mundo literário é que tem espaço para todo mundo. Somos livres para explorar nossa imaginação e colocar no papel nossas ideias. Durante toda essa semana, eu consegui ler sobre mulheres realmente interessantes, que criaram livros que eu com certeza vou querer ter na estante. Essa #SemanaDasMinas é um registro de que nós mulheres podemos conquistar tudo aquilo que queremos.

E para fechar com chave de ouro, eu separei algumas das publicações que eu mais gostei dessa semana, dos blogs que participaram do evento junto comigo!

Eu Insisto: Autoras nacionais que você precisa conhecer.

Yara Guez: Entrevista com Evie Wyld, autora de Onde Cantam os Pássaros

My Little Garden of Ideas: 5 personagens Inspiradoras dos Animes!

Books And Carpe Diem: Personagens femininas Poderosas

Leitura das Cinco: Mulheres poderosas da ficção

Para aqueles que quiserem saber o resultado do nosso sorteio, iremos divulgar os ganhadores na página do Facebook de cada um dos blogs participantes. Cada um dos kits sorteados terá um vencedor definido e este terá um prazo de 48h para entrar em contato.

Eu quero agradecer muito a todos que ajudaram a organizar esse evento ou contribuíram para ele de alguma outra forma. E vocês, leitores, muito obrigada por esse carinho e por terem ficado com a gente durante toda essa semana!

Lista 11mar • 2017

Livros Contemporâneos Escritos e Protagonizados por Mulheres que Você Deve Ler

Olá pessoas! Nessa Semana da Minas, eu separei alguns livros escritos e protagonizados por mulheres. Todos os livros são contemporâneos, ou seja, surgiram basicamente no mesmo período. Apenas um deles foi escrito no século passado, mas como já existia o advento da Internet, a realidade é bem similar à atual.

Vale ressaltar que os livros que indicarei aqui podem parecer não ter nenhum cunho político/social, mas leiam com atenção e encontrarão. São livros escritos por mulheres, que foram aclamados pela crítica, alguns até viraram filmes de sucesso. Os livros abaixo mostram mulheres reais, com sentimentos e atos reais, mesmo quando só existiram na ficção. Vamos começar?

O Diabo Veste Prada

A jornalista recém formada Andrea Sachs (Andy) consegue o emprego (que “toda garota deseja”) como assistente de Miranda Priestly na revista Runway, que é um dos selos da grande editora Elias Clark. No entanto, Andy não tem bem o perfil da vaga e, ao aceitar o emprego, precisa se adaptar à nova realidade regada de glamour, belas roupas e uma rotina de trabalho pesada.

Entre Giorgios e Valentinos, O Diabo Veste Prada descreve as várias faces do mundo da moda. A história pode parecer um pouco superficial, mas é uma crítica clara aos padrões ditados pela indústria fashion. A autora tenta mostrar que, apesar de lindo e deslumbrante, o mundo da moda consome o tempo e a vida das pessoas.

Andy vira a Garota Runway exemplar, mas internamente ela se rebela contra os padrões. Ao mesmo tempo, Andy se sente enebriada pelo glamour a sua volta e ao mesmo tempo luta contra o sistema.

O Diabo Veste Prada também mostra como as mulheres são importantes dentro desse setor. Miranda Priestly, a chefe de Andy, é uma mulher que dita os parâmetros da indústria. Pensar numa mulher assim parece até mentira né? Pois não é. Especula-se que o livro tenha um fundo de verdade já que a autora, Lauren Weisberger, foi assistente de Anna Wintour na Vogue. Anna é considerada a mulher mais influente do mundo da moda contemporânea. Ela dita tendências, aprova ou desaprova estilistas, roupas, modelos, etc. Anna é tida como rude e grosseira pelos seus colegas de trabalho e amigos, mas sempre exaltada por sua visão e disposição para o trabalho.

Obs.: Relembro que o livro é uma crítica ao mundo da moda, então leiam com essa ótica.

Obs².: O livro tem uma continuação mas é bem “meh”

O Diário de Bridget Jones

O Diário de Bridget Jones é um livro polêmico. Mostrando uma mulher na casa dos 30, com pouquíssima autoconfiança e na busca infinita pelo romance perfeito, O Diário de Bridget Jones é quase uma autobiografia, totalmente fictícia (pegaram?). Bridget é exatamente o exemplo que nenhuma de nós deve seguir, porém ela é totalmente real.

O Diário de Bridget Jones se passa em 1995 na Inglaterra. Bridget é uma mulher solteira, na casa dos 30, que está acima do peso (imposto pelo padrão da sociedade), viciada em livros de auto ajuda e como uma vida bem engraçada. Em seu diário, Bridget descreve suas frustrações com o corpo, a família, o amor, etc.

Bridget faz dieta maluca que dura 2 dias, come desenfreadamente quando ansiosa, emagrece sem fazer esforço, engorda quando faz dieta, tem que ouvir dos parentes “cadê os namoradinhos?”, acredita em horóscopo, auto ajuda ou em qualquer coisa que indicarem. Bridget é engraçada, determinada e um pouco atrapalhada (mas quem não é?). Apesar de parecer bem permissiva, Bridget se mostra forte em vários momentos do livro. Dividida entre Mark Darcy e Daniel Cleaver, Bridget vive as mais inusitadas experiências durante um ano.

Escrito por Helen Fielding, O Diário de Bridget Jones ganhou uma continuação em 1999. Os dois livros viraram filme. No ano passado, o filme O Bebê de Bridget Jones estreou nos cinemas e também ganhou uma adaptação para livro. Leve e hilário, O Diário de Bridget Jones é um ótimo remédio para o estresse e mau humor.

Obs.: Em 2014 foi lançado o terceiro livro da série intitulado “Louca pelo Garoto”. 

 A Garota no Trem

O suspense A Garota no Trem é um Thriller psicológico com as nuances de suspense mais loucas da vida. Primeiro você tem uma protagonista que perdeu casa, marido, emprego e a sanidade. Rachel é a protagonista menos confiável para se encaixar num thriller.

E aí Rachel começa a inventar uma história de vida perfeita para o casal que ela vê através da janela do trem. Sem saber nada da rotina deles, ela cria um ambiente familiar amável e até põe nomes nos dois: Jason e Jess. Um dia, ao passar de trem, Rachel vê uma cena chocante no lar perfeito que ela criou. Logo após, ela fica sabendo que Jess, que na verdade se chama Megan, sumiu.

A Garota no Trem é um suspense, tão suspense que você fica perdido sem saber o que vai acontecer no final. Não dá pra saber o que realmente está acontecendo e o que está sendo inventado pela protagonista. Como a história nos é apresentada pela perspectiva das personagens, Rachel, Ana e Megan, nós vemos cada pedaço se desdobrar como se estivéssemos atrás dos olhos delas.  As histórias, muitas vezes contadas em diferentes linhas do tempo, sempre se encontram. Nesse encontro os detalhes vão sendo revelados.

A Garota no Trem é um Thriller viciante, com personagens totalmente reais. Escrito por Paula Hawkins, o livro foi fenômeno editorial em 2015 e virou filme em 2016. Leiam, sério, vocês não se arrependerão.

Orange is The New Black

Esse livro é bem interessante e totalmente baseado em fatos reais. Orange Is The New Black conta a história de Piper Kerman, uma jovem de 23 anos, recém formada, que se apaixona por uma narcotraficante internacional. Vivendo uma vida cercada de luxos e mordomia, Piper soube aproveitar tudo o que o seu relacionamento com Nora proporcionava. No entanto, Nora pede que Piper participe do esquema de contrabando, voltando para os Estados Unidos com uma mala de drogas.

As drogas nunca chegaram e Piper, tecnicamente, não era uma traficante. Após essa experiência, ela resolve cortar laços com Nora e seguir a vida.  Em 1998, 5 anos após o episódio da mala, Piper, agora com uma vida totalmente estável e feliz, foi indiciada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.  Após o indiciamento, o caso ainda levaria mais 6 anos para ser julgado. Em fevereiro de 2004 ela segue para a Instituição Correcional de Danbury para cumprir sua pena de 15 meses de prisão.

Quando Piper, uma mulher bonita, bem instruída e de classe média chega na prisão, ela se surpreende com a vida que as detentas levam. Lá na prisão todas são iguais, sem distinção de crime cometido ou pena a cumprir. Piper faz amigas e participa da sociedade prisional como um membro ativo. Isso não quer dizer que as coisas tenham sido fáceis. Piper precisava  lidar com a saudade da família e dos amigos, com o sistema carcerário e com a humilhação por parte dos funcionários.

Piper Kerman é o nome da autora do livro, e sim, isso é uma biografia. A cadeia humanizou a visão de Piper sobre as pessoas. O livro mostra como é estar do outro lado, como é ser culpado. Orange Is The New Black virou série em 2013 da Netflix. Piper hoje  faz parte de uma associação penitenciária feminina, e frequentemente ministra palestras para alunos de direito, criminologia, sociologia e criação literária.  

Obs.: Para os que assistem a série e não leram o livro, fiquem tranquilos pois, aparentemente, não tem spoiler, já que a série é bem fictícia.

Precisamos falar sobre Kevin

Precisamos Falar Sobre Kevin é um romance sobre um massacre escolar fictício ocorrido em uma escola do subúrbio de New York. Eva Katchadourian é mãe de Kevin, um assassino de 16 anos que matou sete colegas, uma professora e um servente. O que vemos no livro, são cartas de Eva, endereçadas a Franklin, seu marido.

Eva era uma mulher independente e bem sucedida, que acaba largando a carreira após o nascimento de Kevin. Após se descobrir grávida, Eva começa a recuar da decisão, pois sabia o quanto podia atrapalhar seus planos. Porém, acaba aceitando a função de “mãe” quando se vê presa a Kevin, desde o início, de uma maneira doentia.

Apesar de ser intitulado como romance, Precisamos Falar Sobre o Kevin tem estrutura de um Thriller. Eva usa suas cartas como um desabafo. Nelas ela relembra a infância do filho, e tenta encontrar sua parcela de culpa em cada momento difícil. Kevin, que sempre foi uma criança problemática, nunca mostrou por Eva o mesmo amor que entregava ao pai. Para Eva, Kevin sempre foi um desconhecido. Para Franklin, sua família era perfeita.

 Escrito pela jornalista Lionel Shriver, Precisamos Falar Sobre o Kevin mostra a frustração de Eva como Mãe, como mulher e como esposa. Suas cartas funcionam como um diário da vida da família. É um livro excepcional, que faz uma clara crítica aos moldes de família e criação dos filhos na sociedade americana.

Precisamos falar sobre o Kevin foi lançado em 2003 e adaptado para o cinema em 2011. Recomendo a todos que tenham tempo e disposição mental, pois o livro entra um pouco na cabeça e faz a gente repensar muito sobre a nossa sociedade e a família tradicional.

Essa é a minha contribuição para a nossa semana das Minas! Espero que vocês tenham gostado das indicações. Boa leitura!

Entrevistas 09mar • 2017

A experiência feminina no mercado editorial

Para deixar a #SemanaDasMinas ainda mais completa, não poderíamos deixar de dar voz ao principal motivo de estarmos fazendo essa semana especial, não é mesmo? Por isso, hoje eu venho compartilhar com vocês uma entrevista que eu fiz com a autora Bianca Sousa, conhecida por suas publicações Eterna e, a mais recente, Laços.

Nessa entrevista, a Bianca vai contar um pouco sobre como é ser escritora em um mercado que ainda acredita que as autoras nacionais só são capazes de escrever livros de romance ou erótico. É importante falarmos sobre esse assunto, principalmente porque existem muitas autoras nacionais ou não que passam por esse preconceito ao explorar outros gêneros, o que não deveria acontecer, não é mesmo?

Confiram a entrevista abaixo:

Como foi pra você publicar um livro num meio que é, em sua maioria, masculino?

Olha, para te falar a verdade, eu não pensei muito a respeito disso quando comecei. Sabe aquela coisa do “não sabendo que era impossível, foi lá e fez?”. Foi bem assim no meu caso! Risos. Acho que a melhor resposta contra o machismo em qualquer área é ir lá e fazer. (Desculpe o palavrão!) Foda-se que acha que a gente não consegue. Vamos lá fazer e mostra o serviço bem feito! Confesso que já sofri MUITO preconceito no ramo empresarial/corporativo do que no editorial como autora.

Já vivenciou algum preconceito por ser mulher no meio editorial? Se sim, qual?

Não.

Você já recebeu críticas por trabalhar com o ponto de vista de um personagem masculino?

Não. Mas o contrário já aconteceu! Por exemplo, no conto “O dia que o Sol não nasceu” a protagonista, uma moça de 17 anos, resolve aproveitar as últimas horas de vida na Terra para ir atrás de um crush. Algumas pessoas acharam isso machismo e outras acharam que ela deveria ter ficado em casa com a família e não ido atrás de um menino. Porque, né… a menina não pode ir atrás da própria felicidade! A menina tem de ficar em casa e se sacrificar pelo bem de todos, ainda que isso custe a felicidade dela. O que nem o primeiro grupo, nem o segundo perceberam é que esse papel normalmente é masculino, é o do príncipe – aquele que larga tudo, reino e posses para ter com a princesa seus último momentos. Isso é considerado *lindo* quando um homem faz, quando o cara passa pro todos os obstáculos para ter o que ou quem quer. Já se a mulher faz isso, ela é irresponsável e egoísta de ter deixado a família para trás, e, inclusive, erroneamente confundido com machismo. A mulher ir atrás do cara que ela quer, na minha opinião, é algo empoderador e não machista.

Qual a visão que você acha que o mercado editorial tem das autoras?

Atualmente, depois de tantos best-sellers produzidos por mulheres em todo o mundo, acho que o mercado editorial enxerga nas autoras de erótico uma promessa de mina de ouro. Risos. Não é uma coisa bonita, mas é a realidade quando se fala em business.

Qual é a maior dificuldade para mulher quando ela inicia no meio editorial?

Você automaticamente é categorizada como autora de romance água com açúcar ou erótico! Como se fossem sinônimos! Haha! Dá para escrever erótico em um conto, novela… não precisa ser um romance (em tamanho) e nem um romance (em um relacionamento romântico), uma vez li um erótico que era putaria pura, sem amor algum! Foi um bom livro. Mas enfim, eu escrevo romance e fantasia, e, às vezes gosto de escrever fantasia sem romance. (Tenho histórias aqui guardadas! rsrs) A questão é: enquanto mulher posso escrever romance, mas também posso escrever outra coisa fora disso se assim eu quiser.

Receba uma amostra do livro “Laços” no seu e-mail.

Gostaram da entrevista? Para conhecer mais do trabalho da Bianca Sousa, vocês podem estar curtindo a sua página do Facebook e acessando o site para saber mais sobre os livros. Ah, e se você se interessou por Laços, não se esqueça de participar do nosso sorteio para concorrer a um Ebook do livro, certo?

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Literaría 08mar • 2017

A sensibilidade feminina no selo DarkLove

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Dia Internacional da Mulher. Um dia para comemorar sobre os nossos feitos, sobre as nossas conquistas. O único dia do ano dedicado único e exclusivamente ao sexo feminino. Embora a data muitas vezes seja tratada como “mais uma”, o 08 de março tem importância para muitas de nós. E por isso criamos a #SemanaDasMinas, por isso resolvemos falar sobre a mulher na literatura. Mulher não escreve apenas romance. Mulher não escreve apenas erótico. Mulher escreve thriller, fantasia e qualquer outra coisa que ela queira escrever. Não é mesmo?

Foi pensando nisso que, nesta data tão importante, eu quis tirar um momento para falar de um selo editorial que você provavelmente conhece, que tem tudo a ver com a ideia que estamos tentando passar com todo esse evento. Um selo que não só tem edições maravilhosas e história que valem muito apenas ser lidas, mas também um selo que é dedicado ao feminino, que busca autoras maravilhosas e nos traz personagens inspiradoras.

E se você acha que eu estou falando da DarkLove, você acertou em cheio.

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DarkLove é uma linha editorial da DarkSide® Books que traz a sensibilidade feminina atrás de enredos variados, desde os romances clássicos até o steampunk. É uma seleção pensada especialmente para corações românticos e valentes, pois o amor é sobrenatural e acontece quando você menos espera. Eu tenho certeza que você tem ou já desejou ter pelo menos um dos livros desse selo na estante. No meu caso, eu tenho cinco títulos maravilhosos que só me trouxeram leituras envolventes e personagens que eu vou levar para sempre no coração.

Eu sei, você deve estar se perguntando como a DarkSide® Books, um selo que é conhecido pelos livros trevosos mais maravilhosos que desejamos, consegue trazer livros que tocam os leitores de todas as formas possíveis? Particularmente eu acho que a editora tem um olhar bastante cuidadoso sob as suas publicações. Dos livros lidos que eu tenho do selo, por exemplo, cada um me tocou de uma forma diferente e, cada um se aprofundou em um assunto diferente – indo desde relacionamentos românticos a questões sociais, como feminismo e depressão.

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Sabe aquele toque a mais? Então, o DarkLove é um selo que tem exatamente isso. Seus livros são voltados para fazer com que a gente pense e se envolva com a história. As autoras são inspiradoras, cada uma com uma característica diferente, criando uma variedade única de leituras para encantar todo o tipo de leitor. Cada um dos livros publicados é uma leitura que vai te impactar de alguma forma e, no final, vai fazer você repensar várias coisas sobre sua vida, ou pelo menos desejar começar aquela leitura novamente mais de uma vez.

Eu quis falar sobre a DarkLove nesse dia especial, porque é um selo que abre as portas para autoras que pouco ouvimos falar. É um selo que aposta no universo feminino sem medo e que proporciona um “ambiente” de igualdade onde o romance não é menosprezado pelo steampunk ou thriller, pelo o contrário, é colocado no mesmo patamar. Porque uma autora que se dedica a escrever um romance feminista, não é menos pior do que uma autora que criou o thriller mais arrepiante que você vai ler. E eu acho muito importante para nós que, no meio editorial, tenhamos esse espaço. Um cantinho dentro de uma editora que faz com que a gente se sinta bem gostando de ler todo o tipo de livro.

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Acreditem quando eu digo que vocês precisam conhecer pelo menos uma dessas obras maravilhosas. Na minha estante eu já tenho The Kiss of Deception, A Noiva Fantasma e Em Algum Lugar nas Estrelas guardados no meu coração. E para fechar essa publicação com chave de ouro, nós estamos realizando um sorteio muito bacana em parceria com a DarkSide® Books, sorteando um exemplar de Onde Cantam os Passáros junto com uma edição da Dark Magazine. Seria um sonho? E para concorrer basta que você cumpra as obrigações do Rafflecopter

Se você ainda não conhece nenhum livro do selo DarkLove, eu encorajo que coloque pelo menos um desses livros na estante. Garanto que não vai se arrepender. E aproveitando que estamos encerrando, gostaria de desejar a todas as leitoras do La Oliphant, um feliz dia das Mulheres. Saibam que vocês são todas lindas e maravilhosas e nunca, jamais, deixem que alguém diga o contrário!

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Literaría 07mar • 2017

Heroínas românticas para você se inspirar

Uma das coisas que eu mais gosto da literatura é encontrar personagens com quem eu consigo me identificar com facilidade. Sabe aquela personagem principal, ou até mesmo secundária que você fica pensando “É, eu sei exatamente como você se sente”. Pois é, eu simplesmente amo quando eu encontro um livro que consegue me passar exatamente essa sensação com seus personagens.

Foi pensando nisso que para a publicação de hoje da nossa #SemanaDasMinas eu resolvi fazer uma pequena lista com algumas personagens que realmente me conquistaram com as suas personalidades ou com a sua história. Eu preciso dizer que escolhi cada personagem por um motivo particular. Uma foi por determinação, outra foi por coragem e também tiveram aquelas mencionadas por causa do seu jeito de pensar. Mas todas merecem estar nessa lista por simplesmente terem mudado alguma coisa em mim.

Clio Whitmore, Diga Sim ao Marquês.

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Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar começando essa lista com uma heroína de romance de época. Bem, eu vou explicar. Clio Whitmore herda um castelo em Diga Sim ao Marquês, mas diferente de todas as heroínas de romances de época que você provavelmente já leu, ela não quer um casamento, ela quer ser independente e responsável pelo próprio sustento. O castelo que ela herda é propício a produção de cerveja e, por isso, Clio está determinada a terminar seu noivado com um Marquês e usar o dinheiro do seu dote para colocar seu plano em prática.

Mas esse não é o mais interessante do livro. Assim como todos os romances de época, Clio também encontra seu par romântico e é seduzida por uma paixão ardente. Porém, ao contrário de muitas heroínas, estar apaixonada não é suficiente para Clio: ela quer a cervejaria. Ela quer ser capaz de ter o próprio dinheiro e se sustentar sem um marido. E é isso que à tona tão importante. Em algum ponto do livro – se um dia vocês lerem esse livro – vocês irão perceber que nem mesmo o pedido de casamento mais perfeito a teria persuadido a desistir do seu objetivo. E por isso essa está nessa lista, por isso ela precisa ser a primeira.

Feyre Archeron, A Corte de Rosas e Espinhos

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Uma personagem que não me ganhou no primeiro livro, mas que se tornou uma das minhas favoritas no segundo livro da série, A Corte de Névoa e Fúria. Feyre tem todo o direito de estar nessa lista depois de todas as coisas horríveis pelas quais ela passa em A Corte de Rosas e Espinhos. Analfabeta, com uma família parasita que não a ajuda em nada. Feyre é uma adolescente que se adapta a sua realidade com muita facilidade. Ela aprende a caçar para conseguir o sustento da família, e quando se vê obrigada a ser prisioneira no mundo feérico, sua maior preocupação é sempre manter aqueles que ama em segurança.

Ela é muito corajosa e coragem é algo que precisamos ter hoje em dia se vamos sobreviver neste mundo ainda dominado pelos homens. Feyre traça seu caminho para ganhar o respeito e a admiração daqueles que importam para ela e, honestamente? Eu acho incrível o fato de ela simplesmente não desistir mesmo quando as coisas estão chegando ao limite. No começo do primeiro livro, eu não me identifiquei muito com ela, mas ao longo da série a personagem cresce de uma forma interessante, mostrando ao que veio e se tornando bem mais forte e decidida do que eu poderia imaginar.

Mor, A Corte de Névoa e Fúria

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Mor não é a personagem principal do livro, mas é mais do que verdade que a sua história é uma que vale muito a pena ser mencionada aqui. Mor é uma guerreira brilhante, e isso ninguém pode negar. Ela é tão brilhante que conseguiu encontrar sua própria saída de uma vida que não era a que desejava, um casamento arranjado com grandes chances de infelicidade. Ela nunca foi considerada uma pessoa pela sua família, mas sim um prêmio – ou um objeto de troca.

Eu gosto de Mor porque ela é determinada, uma guerreira habilidosa, mas também uma mulher de coração muito bom. Acompanhar a evolução da personagem no segundo livro de Sarah J Maas é simplesmente maravilhoso. E eu não vou mentir, Feyre é uma das minhas personagens favortias, mas Mor tem uma história especial e uma personalidade que definitivamente combina mais com a minha. Eu gosto muito do fato dela se impor, de não deixar que as pessoas a subestimem e de estar constantemente mostrando que não é alguém que precisa ser resgatada.

Acredito que o fato de ela ser exatamente assim foi fundamental para que a Feyre também crescesse como personagem no livro e, por isso, ela precisava ser mencionada nessa lista de forma muito honrosa.

Lia, The Kiss of Deception

THE KISS OF DECEPTION

Há controversas sobre ela merecer ou não estar nessa lista. Eu, particularmente, acho que a Lia de Mary E. Pearson tem um lugar especial. É preciso muita coragem de virar as costas para os seus deveres e simplesmente ir embora, colocando sua própria vida em risco e até mesmo de outras pessoas. É preciso coragem para fugir de um casamento arranjado, de um pai tirano e de uma vida confortável, mas que não era a vida que você queria. Eu entendo que parecem motivos idiotas, mas ver que seus irmãos tem direitos de escolha que você não tem, deve realmente ser um soco na boa do estômago.

Eu gosto de Lia mais do que eu acho que eu deveria. Mesmo tendo pontos do livro que eu considero “falhas”, ainda assim a personagem principal de Mary E. Pearson conseguiu ganhar minha simpatia pelo simples fato de ela estar disposta a tentar. As circunstâncias eram difíceis, a nova realidade era completamente diferente do que ela estava acostumada e as consequências das suas escolhas chegaram ela precisou crescer muito dentro da história para conseguir lidar com o que estava acontecendo.

Eu espero que vocês tenham gostado da minha lista. É claro, eu tenho muitas outras personagens literárias que valiam muito a pena ser mencionadas aqui. Eu tenho certeza que vocês sentiram falta de uma Elizabeth Bennet da vida, mas eu estava querendo citar personagens diferentes, de livro que eu quero muito que vocês leiam. E ah! Não esqueçam de deixar nos comentários as personagens que mais inspiraram vocês, certo?

Lista 06mar • 2017

Filmes de direções femininas que você precisa assistir

Umas das coisas mais legais de estar fazendo a #SemanaDasMinas é ter a oportunidade de descobrir o trabalho de mulheres incríveis. Sabe quantas vezes eu já desisti de fazer muitas coisas porque me disseram que “por ser mulher” talvez aquela não fosse a melhor profissão? Ou melhor curso? Ou o melhor projeto? Muitas vezes. E essa pesquisa, esse contato com o trabalho dessas mulheres tem me dado nada mais do que inspiração.

Pensando nisso, na publicação de hoje eu resolvi fazer uma lista bem legal com alguns filmes que são protagonizados por mulheres – ou contam a história de uma protagonista feminina – mas que ao mesmo tempo foram produzidos por mulheres – o que eu acho que foi grande parte dos filmes terem funcionado tão bem. São filmes que, de alguma forma, passam uma mensagem empoderadora, que exploram o universo feminino de diversas formas e que merecem muito ser vistos por todas nós.

Garota Fantástica (Whip it!)

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Bliss Cavendar (Ellen Page) vive em uma pequena cidade do Texas e anseia se libertar do mundo dos concursos de beleza e conformidade de sua mãe. Ela vê uma oportunidade quando conhece as “Hurl Scouts”, uma equipe de patins. Ela tenta entrar para a equipe e consegue uma vaga, mentindo para seus pais sobre seu novo passatempo. Bliss encontra amizade e liberdade entre suas companheiras, mas um conflito entre um jogo do campeonato e o concurso de beleza ameaça o seu segredo.

Garota Fantástica foi dirigido pela nossa querida – e eterna Cinderela – Drew Barrymore e com roteiro de Shauna Cross, além de ser um dos meus filmes favoritos dessa lista, principalmente por ele quebrar aquele padrão de protagonistas bonitinhas, que querem ser consideradas “damas” e “princesas”. Quando eu vi esse filme a primeira vez, lá em 2009, eu senti realmente que eu podia fazer o que eu quisesse, e acho que essa era a ideia do roteiro desde o começo.

Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel)

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Coco Chanel era uma jovem humilde com talento para costura e trabalhava como cantora em um bar. Sua vida muda quando ela se torna amante e conselheira de modas de um rico herdeiro. Cansada dos chapéus floreados, dos espartilhos apertados e metros de fita que definem a moda feminina, Coco usa as roupas de seu amante como ponto de partida para criar uma elegante e sofisticada linha feminina que a leva para o topo da costura parisiense.

Com direção de Anne Fontaine, Coco Antes de Chanel conta uma história importante, de uma mulher de origem humilde e que hoje se tornou referência de moda para mulheres no mundo todo. Acredito que Coco tenha sido apenas mais um exemplo do quão longe uma mulher pode ir quando quer conquistar algo. A sua história é uma inspiração para qualquer mulher que deseje seguir um sonho – seja lá qual for esse sonho.

O Silêncio de Melinda (Speak)

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Após ser agredida numa festa, estudante recorre à polícia, mas ainda sob o impacto do trauma, não consegue relatar os fatos como realmente aconteceram. Estigmatizada na escola e sem o apoio da família, a jovem mergulha num mundo de silêncio e dor.

Dirigido por Jessica Sharzer, O Silêncio de Melinda é um filme que sempre que eu assisto, me arrepia. Eu sei que de todos dessa lista, talvez ele não seja o que tem a mensagem mais positiva, mas o que esse filme aborta é – definitivamente – muito importante. Para quem não sabe, o filme é inspirado no livro “Fale”, lançado no Brasil pela Editora Valentina. Ambos livro e filme valem muito a pena ser conferidos por vocês.

Garota em Progresso (Girl In Progress)

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Grace é uma mãe solteira que se divide entre trabalhar, pagar as contas e dar atenção a dois interesses amorosos. Sua filha, Ansiedad, fica em segundo plano. Inspirada então por uma professora de inglês, Ansiedad abre mão da adolescência e tenta começar uma vida fora de casa sem a mãe.

Sob o olhar cuidadoso de Patricia Riggen Garota Progresso retrata a realidade da mãe solteira e das transições que nós mulheres passamos durante a adolescência. A primeira vez que eu vi esse filme ele me fez pensar muito sobre o meu relacionamento com a minha, que também foi mãe solteira e tudo o que eu passei e aprendi na vida foi baseado nessa minha ausência de figura paterna. A verdade é que Garota em Progresso talvez não seja o meu favorito da lista, mas ao mesmo tempo é um filme que me emocionou muito quando eu assisti.

Ginger & Rosa (Ginger & Rosa)

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Ginger e Rosa são amigas inseparáveis. Elas sonham com uma vida melhor que a de suas mães e passam a idolatrar o pai de Ginger. Com a Guerra Fria e a revolução sexual da época, a amizade delas é abalada.

Com direção e roteiro de Sally Potter, eu não sei nem como explicar o quão impactante é assistir Ginger & Rosa. Eu acho que a relação das duas, principalmente para a época que o filme se passa é muito importante. O filme mostra o quanto ainda temos que lutar pelos direitos das mulheres e o quanto da cultura do machismo ainda está enraizada na sociedade. É um filme muito importante para compreender o papel da mulher na sociedade daquela época e como as coisas mudaram desde então.

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Eventos 05mar • 2017

Está começando a Semana das Minas!

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Durante o meu tempo de blogueira, eu já me deparei com todo o tipo de livro, enredo e autor. Eu também já engajei em todo o tipo de “treta” da internet e tentei passar um pouco do meu ponto de vista em algumas publicações do blog. Porém, foi há algumas semanas, participando de um grupo do Facebook, que eu percebi um certo tipo de preconceito que algumas autoras sofrem por causa do seu sexo. Sim! Isso parece até um pouco fora de contexto para algumas pessoas, mas acontece com mais frequência do que eu gostaria. Algumas pessoas aparentemente acreditam que nós, mulheres, somos apenas capazes de escrever romances, não tendo o direito de explorar outras áreas da literatura como fantasia, distopia e até mesmo thriller.

Como o mês de março já é conhecido como o mês das mulheres, eu e outras blogueiras maravilhosas, vimos a oportunidade de, nessa data tão importante, de mostrarmos aos nossos leitores o quão importante são as contribuições femininas para a literatura, cinema, música e até mesmo teatro. Durante os próximos dias, nós vamos estar trazendo para vocês mulheres reais ou até mesmo ficcionais que são extremamente importantes para nos ajudar a entender que o lugar da mulher é onde ela quiser.

Vocês topam entrar nessa aventura com a gente?

De hoje até 12 de março nós vamos ter um conteúdo bem bacana aqui no blog com lista de filmes, livros e vários debates sobre o papel da mulher na cultura. E se você quiser acompanhar bem de perto tudo o que vai rolar nesse projeto maravilhoso, nós criamos um evento no Facebook onde todos os blogs participantes vão estar compartilhando suas publicações. E, além disso – e antes que eu esqueça – vocês também podem participar do evento através da hashtag #semanadasminas, certo?

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E não para por aí! Para deixar o evento ainda mais interessante, nós estamos contando com o apoio de algumas editoras lojas e autoras maravilhosas que cederam para o evento alguns brindes para realizarmos um sorteio muito amorzinho para os nossos leitores!

Eu queria muito agradecer ao apoio das editoras: DarkSide Books, Galera Record e Editora Planeta por cederem livros para o sorteio. As lojas Clube da Estampa, Cuplover, Nuvens de Papel e Vitrine 42 pelos cupons de desconto. E as autoras (rainhas do meu corpo) Lilian Farias, Bianca Sousa e Nana Lees pelos livros cedidos.

❤ —– ❤

Regras do Sorteio:
Atenção: As entradas com as páginas de Facebook é necessário curtir para validar.
– Período de inscrição será do dia 05.03.2017 à 11.03.2017 (meio-dia horário de Brasília).
– Residir ou ter endereço de entrega no Brasil.
– Preencha corretamente as entradas obrigatórias no formulário do Rafflecopter. As opcionais são para chances extras, então quanto mais entradas cumprir maior suas chances de vencer.
– Cada kit terá apenas 01 vencedor.
– O prazo de envio é de 45 dias úteis, o envio será de vários locais por isso chegarão em prazos diferentes. – Não serão aceitos perfis promocionais.
– O resultado sairá no dia 12.03.2017, caso ocorra atraso será avisado.
– Não nos responsabilizamos por extravio dos correios e endereços incorretos.
– Qualquer dúvida entre em contato com a página do Facebook das organizadoras

kit 1

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kit 2

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