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Séries & TV 19jan • 2018

The Marvelous Mrs. Maisel: o efeito do empoderamento

Outro dia eu descobri uma série maravilhosa chamada The Marvelous Mrs. Maisel. Estava vagando na internet procurando alguma coisa para assistir e o Tv Show Time resolveu me sugerir essa série. Eis que eu descubro que a criadora não é ninguém menos que Amy Sherman-Palladino, a criadora de Gilmore Girls. E eu não podia deixar passar esse LACRE, não é mesmo? Mais uma vez Palladino traz um enredo que o objetivo é mostrar que o empoderamento pode transformar a vida de uma mulher. Com um humor ácido e um enredo muito divertido, nós somos transportados para New York em 1958, onde uma dona de casa acaba descobrindo que a sua vida pode ser muito mais do que é.

The Marvelous Mrs. Maisel conta a história da Miriam “Midge” Maisel, interpretada pela Rachel Brosnahan. Midge é uma dona de casa que passou a vida inteira sendo preparada para cumprir o seu papel de esposa. Quatro anos de casamento bem-sucedido com dois filhos pequenos e uma rotina agradável indo a um pub no subúrbio onde seu marido se apresentava como comediante. A vida de Midge vira de cabeça para baixo quando, um dia, Joel revela que está saindo de casa para morar com a sua amante, deixando a ex-mulher completamente perdida. É assim que ela acaba indo parar no mesmo pub que seu, agora ex-marido, costumada se apresentar e começa a explorar a vida entre ser uma dona de casa e uma comediante de stand-up.

Eu acho que eu nem preciso explicar porque eu me apaixonei por essa série, não é mesmo? The Marvelous Mrs. Maisel se passa em uma época em que as mulheres não desejavam nada além de se tornar esposas, afinal, elas eram criadas por suas mães e avós com o único objetivo de fazer com que o seu casamento desse certo, e a Midge é a representação fiel de todas essas mulheres. Todos os hábitos dela giram em torno de agradar Joel a todo o momento. As vontades dele estão sempre em primeiro lugar, inclusive quando se trata das apresentações de stand-up que ele faz, que é quando você percebe que ela é o verdadeiro talento.

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Séries & TV 07abr • 2017

Riverdale: A Origem dos Quadrinhos Archie

A galera que fica ligada no mundo das séries já deve ter ouvido falar de Riverdale. A série, que se passa em uma cidade pequena que vira de ponta cabeça depois que um adolescente morre misteriosamente, estreou em janeiro desse ano no canal americano CW, e em fevereiro no Brasil pela Warner, e tá sendo bem comentada na internet. Eu e a Débora inclusive estamos assistindo, e gostamos bastante da série, mas a gente percebeu que as pessoas que estão falando da série, principalmente no Twitter, parecem não conhecer a origem da série, que vem dos quadrinhos.

Então aproveitando que a série está dando uma pausa, a gente achou que seria legal fazer um post contando um pouco da história dos quadrinhos e dos personagens da série, principalmente porque a série é bem diferente dos quadrinhos originais. Como a história dos quadrinhos Archie é bem extensa, a gente vai tentar resumir um pouco como que os quadrinhos se tornaram tão populares, e como os personagens mudaram ao longo dos 70 e poucos anos que eles existem.

A história de Riverdale começa em 1939, quando a editora MLJ Magazines começou a publicar uma série de antologias chamada Pep Comics. A série era composta de mais ou menos 64 páginas de tirinhas curtas, e inicialmente era focada em histórias de ficção científica e super heróis, principalmente o personagem The Shield, o primeiro super herói baseado em iconografia patriótica, antes do Capitão América. Em 1941, a Pep Comics apresentou o personagem Archie Andrews, e seu amigos Betty Cooper e Jughead Jones. Com o passar dos anos, as aventuras de Archie e seus amigos se tornaram tão populares com os leitores que o foco da Pep Comics passou de histórias de ação e super heróis, para histórias mais cômicas. Em 1944, Archie substituiu The Shield na capa da Pep Comics e na medida que a popularidade das histórias cresceram, a MLJ Magazines mudou de nome para Archie Comic Publications.

Em 1942, foi introduzida a personagem Veronica Lodge, e Archie, Betty e Veronica formariam o que se tornou um dos triângulos amorosos mais clássicos da história da cultura pop americana. Pra vocês terem uma noção, existe um site chamado TV Tropes que serve para catalogar elementos narrativos utilizados em filmes, livros, quadrinhos, etc. A página sobre triangulo amoroso no site, especificamente sobre triangulos amorosos em que dois personagens tem personalidades bem diferentes, é intitulada Betty and Veronica, referenciando o fato de que Betty é uma menina mais meiga, e Veronica é mais trevosa.

A popularidade dos personagens do mundo de Archie só cresceu ao longo dos anos. Archie, Jughead, Betty e Veronica todos ganharam séries de quadrinhos solos, além de spin offs focados em personagens como a banda Josie e as Gatinhas, e a bruxa Sabrina, que acabou sendo mais conhecida que Archie aqui no Brasil. Archie ganhou uma série animada, The Archie Show, que foi exibida por uma temporada, e virou até banda tendo uma música “Sugar, Sugar” (que inclusive já tocou em Riverdale) atingindo o primeiro lugar nas paradas americanas em 1969. Além disso, Archie ganhou várias releituras nos quadrinhos, a mais conhecida sendo Afterlife With Archie, que mostra a cidade de Riverdale passando por um apocalipse zumbi.

Em 2015, a Archie Comics lançou uma nova série intitulada Archie, mostrando os personagens em um universo mais moderno, focado nos leitores atuais, e foi provavelmente essa série que serviu como inspiração para Riverdale. O projeto de Riverdale foi anunciado primeiro pela Fox, mas acabou não indo pra frente. Em 2015, o projeto passou pra CW, e o canal encomendou um piloto em janeiro de 2015.

A medida que os primeiros detalhes da adaptação começaram a aparecer na internet, os fãs encontraram coisas que eles gostaram e claro, coisas que eles não curtiram tanto. O maior ponto positivo apontando pelos fãs é a amizade entre Betty (Lili Reinhart) e Veronica (Camila Mendes), que geralmente são retratadas como rivais. Outro ponto positivo foi o clima de mistério da série, que foi apontando como sendo inspirado na série Twin Peaks.

Por outro lado, os fãs não curtiram muito algumas mudanças que foram feitas na história. A decisão de rejuvenescer a personagem da professora de Archie (KJ Apa), Sra. Grundy (Sarah Habel), e colocar ela e Archie em um relacionamento foi bastante questionada pelos fãs. Assim como a decisão de não retratar Jughead (Cole Sprouse) como assexual e aromantico, um dos traços mais característicos do personagem. Apesar disso, a série tem tido reviews positivas pela critica e a audiência dos primeiros episódios garantiu a renovação para um segunda temporada.

Ufa, acho que por enquanto tá bom. A gente deixou bastante coisa de fora, porque afinal fica difícil resumir 7 décadas de história em um post só, mas acho que já dá pra ter uma noção do quanto os quadrinhos são icônicos lá fora. Riverdale é uma nova forma de explorar personagens que estiveram presente na cultura pop a mais de 70 anos, e introduz uma onda de mistério num mundo que representava a cultura mais inocente dos anos 50. Nós aqui do La Oliphant já estamos vidrados na série, e estamos loucos pra continuar assistindo!

E vocês? Já viram Riverdale? Conta pra gente nos comentários!

Séries & TV 04fev • 2016

Orgulho e Preconceito (1995)

Orgulho e Preconceito

Existem infinitas adaptações de Orgulho e Preconceito, o romance mais conhecido de uma das minhas autoras favoritas, Jane Austen. O romance de Darcy e Elizabeth já invadiu os teatros, os cinemas e até mesmo a internet. Quem não ficou apaixonado com a adaptação pós-moderna The Lizzie Bennet Diaries? É verdade que, entre todas as adaptações desse clássico, um dos mais conhecidos é o filme de 2005, com a Kiera Knightley no papel da Lizzie Bennet, mas para mim, a minha adaptação favorita sempre vai ser a série da BBC de 1995 que, colocou o Colin Firth na lista dos homens mais sexys do mundo com a tão famosa cena do lago.

A adaptação da obra original para o formato de série foi comandada por Andrew Davies e dirigida por Simon Langton. Seu primeiro episódio foi ao ar em 24 de setembro e trouxe Jennifer Ehle e Colin Firth nos papéis de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy. O sucesso foi imediato, sendo chamada pelo The New York Times como “um misto engenhoso de histórias de amor e convivência social, inteligentemente embalado nas ambições e ilusões do povo provinciano”. A série recebeu diversos prêmios e homenagens, dentre eles, Jennifer Ehle ganhou o prêmio BAFTA Television Award de melhor atriz e Colin Firth foi elevado ao estrelado com a sua cena do lago, que foi descrita como “um dos mais inesquecíveis momentos na história da TV britânica”.

Orgulho e Preconceito

Mas o que faz dessa adaptação de Orgulho e Preconceito tem de tão especial? Bom, do meu ponto de vista o enredo da série é um pouco mais denso se comparado com outras adaptações. Andrew Davies teve um cuidado enorme na hora de determinar o que entraria ou não na história e eu fiquei impressionada com o fato de ele manter certos personagens e características que, em outras adaptações, são descartadas sem pensar duas vezes. Além disso, a fotografia da série é bem interessante, porque eles fizeram questão de manter todos os detalhes possíveis da época, e nesse quesito, eu tiro o meu chapéu para a produção da série.

Os personagens também são surpreendentes. Eu sempre fui muito fã da interpretação da Kiera como Elizabeth Bennet em 2005, mas confesso que a Jennifer Ehel não deixa nem um pouco a desejar. Ela tem uma atuação mais desafiadora, e isso faz com que a sua interpretação da Lizzie tenha um tom mais debochado, mais independente. Em algumas cenas, eu poderia jurar que ia vê-la fazer algo que, para a época, seria completamente estúpido. Gostei da forma como ela deu vida a personagem, e principalmente, da forma como ela cresceu durante a cada episódio.

Orgulho e Preconceito

E Colin Firth? Depois que você assiste a tão famosa cena do lago, você entende o porquê do frenesi em torno desse Mr. Darcy. Colin deu um ar bem mais frio ao Darcy. Ele não é muito bom em demonstrar emoções, sua expressão é sempre dura, séria demais para atrair a atenção das damas. É fácil você perceber o comportamento de superior que ele tem nos primeiros capítulos, mas é bem interessante perceber sua guarda abaixando quando ele começa a perceber em Lizzie uma pessoa que ele poderia amar verdadeiramente.

A série me deixa com o coração na mão, confesso. Como o enredo se desenvolve bem mais lento do que em outras adaptações, é muito difícil você não se envolver com os dramas dos personagens, principalmente quando a série te dá a chance de conhecê-los de uma forma bem mais profunda. O enredo não fica prezo somente ao romance dos personagens principais, mas aproveita as deixas para explorar a personalidade de outros personagens e compor a história de tal forma, que quem está assistindo fica completamente imerso naquele universo.

Orgulho e Preconceito

O mais importante é que, para aqueles que não conseguiram encarar o livro, a série consegue passar muito bem a essência da história. Como o roteiro é bem fiel ao que Jane Austen escreveu, então qualquer um consegue entender bem os personagens sem precisar ler o livro. Mas, já aviso, depois de assistir essa adaptação, não tem como você continuar resistindo a Jane Austen. Eu pelo menos não consegui e sempre que eu assisto, acabo relendo o livro só para continuar um pouco mais nesse universo maravilhoso.

E se você ainda não conhecia essa série, abaixo eu vou deixar o trailer desse romance que conquistou fãs pelo mundo inteiro:

romances de época

Cinema 20jan • 2016

Shadowhunters

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Algum tempo atrás, eu escrevi um post comentando sobre a adaptação cinematográfica de Cidades dos Ossos, da Cassandra Clare, comparando o elenco do filme com o elenco da nova série de TV, que tinha sido anunciada. No post, eu disse que estava otimista para a série, já que nela, haveria mais tempo para explorar elementos do universo dos livros que o filme não conseguiu.

Bom, a série, intitulada Shadowhunters teve sua estréia oficialmente no dia 12 de janeiro, pelo canal Freeform, antes conhecido como ABC Family. Logo depois, a Netflix, também conhecida como dona da minha vida, anunciou que a série seria distribuída como uma produção original deles, e teria seus episódios disponibilizados semanalmente. Até o fechamento deste post, os dois primeiros episódios já estavam disponíveis na Netflix, pra quem quiser assistir. Mas afinal de contas, a série ficou boa? É melhor que o filme? É uma adaptação digna dos livros?

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Pra ser sincero, não. A série, em vez de se aproveitar do formato episódico para realmente explorar o universo dos caçadores de sombra e prologar o suspense da história, tenta passar o máximo possível de informação para o espectador, o que prejudica o andamento da história. Isso acaba prejudicando a história de duas formas: Quem já leu os livros se frusta, já que a série não se aprofunda nos detalhes; e quem não leu fica confuso, já que tudo fica mau explicado. Ninguém sai ganhando. (Alem das mudanças sem necessidade, tipo, não faz sentido nenhum os Caçadores de Sombras usarem tanta tecnologia, já que eles consideram os mundanos inferiores.)

Isso, sem falar nas atuações. Eu não lembro se já mencionei isso antes, mas eu não suporto séries adolescentes (ex: Pretty Little Liars, Vampire Diaries, etc) e o nível de atuação em Shadowhunters tá bem parecido com o que essas séries oferecem. Os únicos que se salvaram, e bem por pouco, foram Alberto Resende, Matthew Dadario, e Alan van Sprang que interpretam Simon, Alec e Valentin, respectivamente. O resto do elenco varia entre ruim ou esquecível.

Pra não dizer que eu não gostei de nada, vou citar uma coisa que a série fez bem: a mudança na personagem Maureen, interpretada pela atriz Shailene Garnett. Nos livros, Maureen é uma menina de 14 anos que tem uma queda pelo Simon. Na série, ela faz parte do grupo de amigos de Clary e é colega de banda de Simon. Isso pode parecer um pouco aleatório, mas a personagem de Maureen acaba se tornando mais importante ao longo dos livros e a trajetória da personagem se torna bem mais significativa quando ela já é amiga de Clary e Simon.

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Por fim, mais uma adaptação decepcionante para a lista. Acho que o maior problema da série é o fato de que ela parece ser direcionada para um público jovem demais. Shadowhunters podia ser uma ótima série sobrenatural, uma espécie de sucessora de Buffy, A Caça Vampiros, mas acabou caindo na armadilha de seguir os passos das outras séries da ABC Family.

E vocês? Assistir Shadowhunters, ou pretendem assistir? Já leram os livros? Não deixem de dar a opinião de vocês aqui nos comentários!

Séries & TV 21dez • 2015

5 Séries Legais pra Você Conferir

Séries

Se existe alguma coisa que consegue desviar a minha atenção da pilha de livros que eu ainda tenho que ler, essa coisa é a lista gigantesca de séries que eu ainda tenho que assistir. Parece que é só eu piscar que aparece alguma série nova, com uma sinopse muito maneira e um elenco sensacional, e lá vou eu perder mais horas de sono, repetindo aquele mantra “Só mais um episódio, só mais um episódio…”

Então, como o sofrimento adora companhia, decidi fazer uma listinha de algumas séries que estão contribuindo para a minha insônia e dividi-la com vocês! Afinal, estamos no final do ano, geral já tá de férias, ninguém precisa dormir cedo, né? Pra facilitar a vida de vocês, todas as séries que eu vou mostrar aqui tem, pelo menos, uma temporada completa, assim ninguém precisa ficar naquela angustia de ficar esperando o próximo episódio, pelo menos até acabar de assistir a temporada inteira.

IZombie

Séries

A maior surpresa dessa nova temporada de séries, IZombie tinha tudo pra ser ruim. Apesar do sucesso de The Walking Dead e a popularidade que os mortos vivos conseguiram nos últimos anos, eu não teria apostado em uma série com a formula zumbis + comédia + casos policiais. Mas o roteiro divertido (assinado por Rob Thomas, criador de Veronica Mars) e as ótimas atuações me surpreenderam bastante. IZombie é a história de Liv Moore, uma estudante de medicina que vê o seu mundo virar de pernas pro ar quando, após ser atacada numa festa, se transforma em um zumbi. Para garantir que sempre vai ter os cérebros que precisa para se alimentar, Liv começa a trabalhar no necrotério de uma delegacia de policia, e acaba ajudando os policias a resolver os casos de assassinato, já que quando se alimenta do cérebro das vitimas, Liv absorve suas memórias. Parece meio maluca, mas confiem em mim, é uma das séries mais legais que eu vi em algum tempo.

Empire

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Se você, assim como eu, adora séries musicais, mas achava Glee bagunçado demais, você vai adorar Empire. Centrada no emocionante mundo do hip-hop, Empire conta os dramas da família Lyon, donos da Empire Entertainment, uma das maiores gravadoras do mundo da música. O drama principal da série é focado no cabeça da família, Lucious, e na decisão de qual de seus filhos seria o sucessor dele na direção da empresa: O primogênito Andre, que é o responsável pelas finanças da gravadora; o filho do meio Jamal, que é rejeitado pelo pai, graças a sua homossexualidade; e o caçula Hakeem, que é imaturo e materialista. Um elenco que conta com indicados ao Oscar, uma trilha sonora exelente, e participações especiais de estrelas da música fazem de Empire uma série que não dá pra perder.

Scream

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Baseada na icônica franquia de filmes criada pelo gênio do terror Wes Craven (que infelizmente, faleceu em Agosto desse ano), Scream é a mais nova produção da MTV. A série segue o mesmo formato dos filmes: um grupo de adolescentes sendo caçados por um serial killer que usa uma máscara branca. O mais legal da série é o humor alto referencial, outra coisa que ela pegou emprestado do filme. Os personagens passam boa parte do tempo dos episódios analisando as situações em que se encontram, como se estivessem falando sobre um filme de terror. E, olha que maravilha, tem a primeira temporada completa na Netflix.

Steven Universo

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Desenho animado conta como série, né? Então, Steven Universo é uma produção da Cartoon Network, e também é a razão por eu ter olheiras enormes. A história do desenho é focado em Steven, um garoto que é metade humano, metade alien. A mãe de Steven, que morre depois de dar a luz a ele, era parte de uma raça de alienígenas que veio para a Terra milhares de anos atrás. Após se apaixonar por um humano, ela dá a luz a Steven e passa pra ele todos os seus poderes. Logo, Steven se torna responsável por tomar o lugar dela num time dedicado a proteger a Terra de outros alienígenas. Pode não parecer pela minha descrição, mas esse é um dos melhores desenhos que eu já vi na vida. Personagens divertidos, animação linda, roteiros engraçados e emocionantes ao mesmo tempo! Sério, assistam esse desenho, vocês não vão se arrepender.

Agent Carter

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E pra fechar, Agent Carter. Uma das produções que faz parte do enorme universo compartilhado da Marvel, Agent Carter conta a história da agente secreta Peggy Carter, mais conhecida como par romântico do Capitão América. Eu não posso falar muito do enredo pra não dar spoiler pra quem ainda não viu os filmes da Marvel, mas basta dizer que Peggy é uma das personagens mais fodas que tem na televisão atualmente, e que as cenas de ação dessa série me deixam até cansado, de tão sinistras que são.

Bom, é isso. Essas são as séries (ou pelo menos algumas delas) que não me deixam dormir, porque eu simplesmente não consigo parar de assistir. E vocês, também curtem séries? Quais vocês assistem? Não deixem de me recomendar mais algumas nos comentários!

Séries & TV 01jul • 2015

When Calls The Heart

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Esta publicação de hoje é dedicada a todos os leitores apaixonados por romances de época assim como eu. E se você é apaixonado por Julia Quinn, Lisa Kleypas e outros autores de literatura de época, então precisa conhecer o mundo literário de Janette Oke, recentemente adaptado para a televisão pelo Hallmark Channel.

O nome da série When Calls The Heart (Quando Chama o Coração), baseada no livro de mesmo nome. A série se passa no velho oeste americano, onde uma jovem e recém formada professora, chamada Elizabeth Thatcher, aceita o cargo de professora em uma cidade chamada Coal Valley.

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Sem nunca ter vivido longe do conforto de sua posição na alta sociedade americana, a jovem enfrenta suas dificuldades de adaptação ao novo lugar e acaba se envolvendo em situações inusitadas e, às vezes, constrangedoras. No meio de todas essas mudanças, além dos amigos que a acolhem de coração aberto, a jovem conhece o oficial Jack Thornton, que acaba despertando nela sentimentos que apenas conhecia nos livros.

A série foi ao ar em Janeiro de 2014 e conquistou grande audiência. Sendo a primeira série produzida pelo Hallmark Channel, até então, um canal completamente novo – inclusive pra mim – When Calls The Heart conta com um cast simplesmente maravilhoso.

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Erin Krakow dá vida a personagem principal, Elizabeth, se mostrando sempre uma mulher de vibra, corajosa e um pouco – completamente – desajeitada. A atriz da um toque totalmente pessoal a sua personagem, deixando-a mais divertida e real. Mesmo sendo de uma família rica, Elizabeth não tem medo do trabalho e se ajusta perfeitamente bem a vida em Coal Valley. Exceto pela sua ausência de habilidade para cozinhar, o que fez com que eu me identificasse ainda mais com ela.

Daniel Lissing dá vida a Jack Thorton, um oficial da polícia canadense, completamente reluzente no seu uniforme vermelho e com um temperamento que me fez dar risadas em vários episódios da série. O que eu mais gostei em Jack foi o seu jeito completamente descoordenado de expressar o que sente por Elizabeth quando se trata de palavras. Mas, se formos analisar suas ações, percebemos que ele é muito preocupado com o seu bem estar, mesmo que isso signifique que ele precise abrir mão de estar ao lado dela para isso.

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Outros personagens da série simplesmente me roubaram o coração, como Abigail Stanton (Lori Loughlin), uma recém viúva que perdeu o marido e o filho na explosão que aconteceu na Mina de Coal Valley. Mesmo nos momentos de fraqueza, ela sempre procura uma maneira de ajudar os outros, se mostrando uma mulher independente que não precisa de um marido para cuidar de si.

O enredo da série trás muito mais do que uma história de amor entre uma professora e um soldado. A série aborda diversos temas como o “feminismo” de uma forma mais branda, onde mulheres se vestem de mineiros para poderem manter suas casas sem se preocupar com que outras pessoas irão pensar a respeito. Também é tratada a questão da dislexia e em como algumas pessoas tem dificuldade em identificar a doença, e ainda assim, como os disléxicos tem uma visão fascinante das coisas.

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Elizabeth é uma personagem que tem uma paixão sem tamanho pela profissão, sempre procurando dar o seu melhor para que seus alunos possam ter um futuro. Preocupada, dedicada, ela não deixa suas lições apenas dentro de sala de aula, mas também se permite aprender com a cultura da cidade que agora chama de casa, e conforme eu fui avançando os episódios, pude ver um grande crescimento da personagem.

A produção da série é simplesmente maravilhosa, o que me surpreendeu muito já que o Hallmark é um canal muito novo e eu só conhecia The Good Witch, que também teve a sua primeira temporada exibida recentemente no canal. A produção tomou todo o cuidado para que os personagens estivessem devidamente caracterizados de acordo com a época e tudo se desenvolve numa sintonia tão incrível que eu devorei a primeira temporada em uma noite.

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Não é uma série longa. A primeira temporada teve apenas 12 episódios de 40min e pelo que eu pesquisei esta segunda temporada, que estreou em Abril deste ano, aparentemente terá apenas 10 episódios sendo o primeiro um especial de 2h. E adivinha que vai passar a noite inteira acordada assistindo? Eu mesma.

Essa série me deixou com muita vontade de conhecer os livros da Janette Oke, principalmente porque agora eu sou – oficialmente – uma devoradora de romances de época. E acho que todo mundo que gostou de Julia Quinn ou Lisa Kleypas, realmente vai gostar de assistir When Calls The Heart. E eu realmente espero que essse tipo de série dê muito certo no canal, vai que eles resolvem adaptar Julia Quinn também, não é?!

Já falei demais, vou deixar vocês conferindo o trailer da primeira temporada:

Cinema 27maio • 2015

Shadowhunters x Cidade dos Ossos

Shadowhunters

Quando anunciaram que finalmente a série Instrumentos Mortais, da autora Cassandra Clare, ia ser adaptada para o cinema, eu fiquei muito feliz. Pensei: “Uma das minhas séries favoritas, cheia de ação e mitologia, só pode dar um filme incrível!” Ledo engano. Infelizmente, o filme foi uma decepção, principalmente por causa do roteiro fraco.

Enfim, mais uma adaptação literária decepcionante. Não foi a primeira e nem seria a última. (Né, Insurgente?) Fim de papo, né? Não, não é. Em Outubro de 2014, foi anunciado que, em vez de continuarem a série no cinema, seria produzida um série de televisão, a ser exibida pelo canal ABC Family, o mesmo de Pretty Little Liars. E nas ultimas semanas, finalmente tivemos notícias em relação ao elenco.

Mas será que o elenco da série será melhor do que o do filme foi? Vamos ver:

Shadowhunters

Jocelyn Fray e Luke Garroway foram interpretados, respectivamente, por Lena Headey e Aidan Turner. Ambos fizeram um ótimo trabalho, principalmenet Lena, e eu realmente não esperava menos da atriz que trás Cersei Lanister a vida, né?

Os atores escalados para a série foram Maxim Roy como Jocelyn e Isaiah Mustafa como Luke. Pra ser sincero, eu nunca vi nenhum trabalho dos dois. Maxim é uma atriz canadense, então os filmes e séries que ela já fez são mais conhecidos por lá. Isaiah, por outro lado já fez participações em séries como Chuck e Castle, mas o seu trabalho mais conhecido é o comercial do desodorante Old Spice que bombou na internet anos atrás.

Em se tratando de aparências, os dois me agradaram. Maxim é mais convincente como mãe de uma adolescente do que Lena, e Isaiah tem o porte físico para aguentar as cenas de ação e Luke. Por fim, de boa com os dois.

Shadowhunters

O grande vilão da série, Valentine Morgensten, foi interpretado no cinema pelo ator Jonathan Rhys Meyers. Apesar de acha-lo um grande ator (principalmente na série de sucesso, The Tudors), eu não curti a interpretação dele no filme, em parte por causa do roteiro.

Na série, Valentine será interpretado pelo ator Alan van Sprang. Mais uma vez, eu nunca vi nenhum trabalho dele. Mas no que se trata de aparência, me agradou bastante. Ele tem cara de vilão, cara!

Shadowhunters

Alec Lightwood foi interpretado no filme pelo ator Kevin Zegers, e será interpretado na série pelo relativamente desconhecido Matthew Daddario (irmão da atriz Alexandria Daddario). Assim como 80% do elenco da série, eu não conhecia nenhum dos dois antes deles se envolverem com os projetos. No que se diz respeito a aparência, eu prefiro Matthew ao Kevin, simplesmente pelo fato de que o Matthew me convence mais no papel de um adolescente.

Shadowhunters

Isabelle Lightwood, uma das minhas personagens favoritas nos livros, foi interpretada no cinema pela atriz Jemima West, e será interpretada na série pela atriz e modelo Emeraude Toubia.

Isso já tá ficando chato, mas, mais uma vez, eu não conhecia nenhuma das duas. Os papeis de maior destaque de Jemima foram no cinema francês, e Emeraude é mais conhecida pelos seus papéis na televisão no México. No que se trata de aparência, as duas são muito lindas e isso é uma exigência pra qualquer um interpretando Isabelle.

Shadowhunters

Magnus Bane, de longe o meu personagem favorito, foi interpretado no cinema pelo ator Godfrey Gao, e será vivido na série pelo ator e dançarino Harry Shum Jr. Eu conheço Harry pelo seu trabalho na série Glee, mas não conheço o trabalho de Godfrey, pois ele é mais conhecido pelos seus papéis em filmes asiáticos.

Magnus foi minha maior decepção no filme. Godfrey não trouxe nada do humor ácido e do carisma que Magnus tem nos livros. Na maior parte do tempo, parecia que ele estava lendo as falas em um teleprompter. Eu gosto da atuação de Harry em Glee, mas não sei se ele tem o carisma necessário pra viver um personagem como Magnus. No que se trata de aparência, gosto de Harry no papel, mas Godfrey ainda é a imagem perfeita do que eu imaginava Magnus quando li o livro.

Shadowhunters

Simon Lewis, mais um dos meus personagens favoritos, foi interpretado no cinema pelo ator britânico Robert Sheehan (até que enfim alguém que eu conheço!), famoso por estrelar na série de ficção cientifica inglesa, Misfits. Na série de TV, Simon será interpretado pelo novato Alberto Rosende.

Robert fez um ótimo trabalho com Simon, acertando em cheio o humor sarcástico do personagem. Como não conheço o trabalho de Alberto, por enquanto, só posso julgar pela aparência, e acho que ele vai fazer um bom trabalho, apesar de acha-lo um pouco forte demais para o personagem.

Shadowhunters

Jace Wayland, outra das minhas decepções com o filme, foi interpretado pelo ator britânico Jamie Campbell Bower. Na série, será vivido pelo também britânico Dominic Sherwood. Eu já conhecia os dois (olha que milagre!), Jamie pelo filme Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e pela Saga Crepúsculo, e Dominic pela adaptação de Academia de Vampiros. No que se trata de aparência, prefiro Dominic, somente pelo fato dele ser mais bonito.

A atuação de Jamie foi um dos maiores problemas que eu tive com o filme. Eu sei que o roteiro não deve ter ajudado, mas ele não mostrou nem um pingo do censo de humor do Jace. Dominic, eu acho, vai fazer um trabalho melhor, afinal ele se saiu muito bem interpretado o papel de Christian no filme de Academia de Vampiros.

Shadowhunters

E por fim, chegamos na protagonista da história, Clary Fray. No filme, Clary foi interpretada pela atriz Lily Collins, e na série, será vivida por Katherine McNamara. Na aparência, as duas se encaixam bem no papel, Katherine talvez um pouco mais.

A atuação de Lily foi boa, mas não foi incrível. Eu não conheço muito do currículo de Katherine (o papel de maior destaque dela será na sequencia de Mazer Runner, que estreia este ano), mas estou otimista.

Por fim, vamos ter que esperar mais um pouco pra saber como a série será realmente, mas eu gosto deste elenco. Shadowhunters começou a filmar neste mês, no Canadá e ainda não têm previsão de estréia na TV.

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