Posts arquivados em Tag: Simon vs. a agenda Homo Sapiens

30 mar, 2018

Com Amor, Simon é sobre se assumir para o mundo

cinema-com-amor-simon

Adaptações de livro sempre me deixam um pouco receosa. Essa coisa de você ter uma certa liberdade com o enredo sempre acaba tirando os diálogos que eu mais gosto ou as cenas que eu mais gostaria de ver na tela dos cinemas. Mas Com Amor, Simon, apesar de suas pequenas divergências com o livro, conta a história de uma forma tão poética quanto Becky Albertalli fez em seu livro. O filme não só conseguiu passar muito bem a ideia do livro, como fez com que eu me apaixonasse novamente por esse enredo maravilhoso.

Para quem ainda não sabe sobre o que é esse filme, eis aqui uma breve explicação: Com Amor, Simon é a adaptação do livro Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, lançado no Brasil pela Intrínseca em 2016. O filme conta a história do Simon, um adolescente comum que esconde um grande segredo: ele é gay. Quando Martin, um garoto idiota da sua escola, descobre sua troca de e-mails com o misterioso Blue, Simon precisa fazer de tudo para que seus segredos não sejam revelados, inclusive ceder as chantagens de Martin. Continue lendo

23 fev, 2018

Simon vs. a agenda Homo Sapiens, por Becky Albertalli

Mais uma leitura que eu deveria ter feito assim que coloquei o livro na estante?! Hm, provavelmente. Simon vs. a agenda Homo Sapiens está na minha estante há algum tempo e, confesso que eu nem me lembro bem como ele foi parar lá, mas posso dizer que me arrependi demais por não ter entrado de cabeça nesse livro quando as pessoas vieram me dizer que iria ser um dos melhores livros da minha vida. Porque foi, sabe?! Uma mistura de enredo que eu já conhecia com aquela sensação de algo totalmente novo. Eu estou apaixonada pela forma linda que Albertalli, e ainda bem que eu li o livro antes de ele chegar nos cinemas.

Não é muito difícil você se identificar com o Simon. Todo mundo um dia na vida já ficou se questionando sobre contar ou não a verdade sobre si mesmo, independente de qual verdade seja essa. Eu entendo o Simon neste ponto, sabe? Às vezes você só precisa de mais um dia no conforto do que você acredita ser o melhor para você naquele momento, mas não demora muito até você começar a se sentir sufocado por todas aquelas coisas que você “deveria ser”, mas no fundo sabe que não é. E talvez esse seja o ponto que mais me encantou no livro de Albertalli: a profundidade do personagem e das suas dores trabalhadas de uma forma tão cuidadosa e simples. Continue lendo