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Lançamentos Notícias 28set • 2017

Stephen King em quadrinho é tudo o que a gente queria

É o sonho de todos os fãs: Stephen King na DarkSide® Books! Depois do relançamento especial de Coração Assombrado – A Biografia do mestre, precisávamos de um texto com sua assinatura inconfundível. E desenterramos uma de suas publicações mais originais. É com prazer mórbido que a DarkSide® Graphic Novel anuncia o lançamento de CREEPSHOW, a primeira HQ escrita pelo autor.

Tudo começou em 1982. King juntou forças com outro gênio das sombras, o diretor George A. Romero (A Noite dos Mortos-Vivos), para realizarem um filme inspirado em quadrinhos clássicos dos anos 1950, como Contos da Cripta, da EC Comics.

O longa-metragem marcou a estreia de King como roteirista — e, curiosamente, sua segunda aparição como ator. Creepshow (que no Brasil ganhou o subtítulo Show de Horrores) se tornaria um cult movie instantâneo. E, no mesmo ano, Stephen King quis deixar ainda mais explícita sua homenagem à fonte original.

Assim, ele adaptou seu roteiro de cinema para os quadrinhos, contando com a arte do magistral Bernie Wrightson, um dos criadores e primeiro ilustrador de O Monstro do Pântano, e capa de Jack Kamen, autor da EC Comics.

A história em quadrinhos era a maneira perfeita para os fãs reviverem todos os pesadelos do filme em casa. Trinta e cinco anos depois, você pode fazer o mesmo — até porque o mais provável é que sua fita VHS já esteja desmagnetizada.

CREEPSHOW reúne cinco histórias de arrepiar, duas delas adaptadas de contos que King já havia publicado: “Weeds” e “The Crate”. Usando um decrépito narrador morto-vivo, o autor de It – A Coisa e Torre Negra soube recriar o clima dos gibis malditos que o assustavam quando ainda era um adolescente rebelde no estado do Maine.

Como todos os títulos da DarkSide® Graphic Novel, CREEPSHOW tem uma edição em capa dura pra você guardar para sempre, com todo orgulho.

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Esta publicação foi retirada do site oficial da editora Darkside.

Resenhas 30out • 2016

O Iluminado, por Stephen King

Eu vou ser sincero com vocês, eu não sei muito bem o que falar nessa resenha. O Iluminado é um dos maiores, se não o maior, clássicos quando o assunto é livros de terror, e todo mundo que curte livros desse gênero já falou dele até cansar. Então eu não sei se tem alguma coisa que eu possa acrescentar que já não tenha sido dita por outra pessoa. Mas, não dá pra deixar o Dia das Bruxas (e o último dia da Black Week) passar sem falar um pouco sobre a obra prima de um dos maiores mestres do terror, né?

Então, vamos lá. O Iluminado é um livro de terror do autor Stephen King, lançado pela primeira vez em 1977, e relançado diversas vezes ao longo dos anos (A versão que eu li foi lançada em 2009, pela Editora Objetiva). O livro conta a história de Jack Torrance, um alcoólatra aspirante a escritor, que é oferecido o trabalho de zelador do histórico Hotel Overlook, localizado em uma área isolada nas montanhas, durante o período do inverno, quando o hotel fica vazio. Jack aceita o trabalho, achando que uma temporada longe da cidade vai fazer para sua esposa, Wendy, e seu filho Danny, um garoto quieto que sofre de convulsões.

Danny, que possui habilidades psíquicas, vê o passado tenebroso do hotel, e sua presença no hotel acaba deixando as forças sobrenaturais que habitam o hotel mais poderosas e elas se tornam mais perigosas. Quando uma tempestade os deixa presos no hotel, essas forças influenciam a sanidade frágil de Jack, e ele se torna mais e mais agressivo, e Wendy e Danny ficam mais e mais assustados.

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Só pra deixar registrado, acho que não vai ter como fazer essa resenha sem dar muito spoiler. Eu posso acabar entregando alguns pontos da história, mas só de partes que estão mais no começo do livro. O desenrolar do plot e os twists da história são mais pro final, e eu vou tentar não estragar nada pra vocês. Mas sério, leiam esse livro, por favor.

O livro é narrado em terceira pessoa, e o ponto de vista se alterna entre Jack, Danny e Wendy. O ponto principal do livro é o decair da sanidade de Jack, que acaba sucumbindo as forças sombrias do Hotel Overlook. Os primeiros capítulos do livro servem para estabelecer que Jack é um homem perturbado pelo alcoolismo, que em momentos, se torna agressivo e violento, por exemplo na ocasião em que quebra o braço de Danny.

O alcoolismo, somado com a frustração de estar desemprego, estabelecem Jack como um uma pessoa instável e logo, mais suscetível as forças que habitam o hotel. Forças essas que ficam mais fortes com a presença de Danny, que possui habilidades psíquicas, como telepatia e visões. Danny consegue ver os fantasmas do passado do hotel, mas não conta para os pais, já que sabe que seu pai necessita do emprego e precisa ficar no hotel.

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O Hotel Overlook é praticamente um personagem por si só. São as forças dentro do hotel que influenciam Jack de várias formas, como o fato de que Jack acha o bar do hotel completamente abastecido de álcool, sendo que antes ele estava vazio. Os fantasmas do hotel também exercem sua influencia sobre Jack, aparecendo para ele e o incentivando a matar sua mulher e seu filho.

Não tem muito mais que eu posso falar sobre o plot sem entregar as melhores partes, então vou falar um pouco sobre o filme. Dirigido pelo grande Stanley Kubrick em 1980, o filme é uma adaptação genial do livro. Eu acabei de assistir um documentário chamado Room 237, que mostra vários entusiastas de cinema apontando detalhes do filme que revelam pistas e temas que não ficam tão claros da primeira vez que você assiste. Recomendo pra caramba tanto o filme quanto o documentário.

O filme se tornou um clássico na história do cinema, e um ícone da cultura pop. Você com certeza já viu ele sendo referenciado em algum outro filme ou série que assistiu. Talvez alguém quebrando uma porta com um machado, colocando o rosto no buraco e dizendo “Here’s Johnny!”. Ou então a frase “All work and no play makes Jack a dull boy” que foi referenciada naquele episódio de terror dos Simpsons, sabe?

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Mas como eu disse, não tem muito mais o que acrescentar. O Iluminado é um dos melhores livros que eu já li, é uma obra prima do terror. Não tem porque eu ficar aqui falando bem do livro, porque muitos outros já fizeram isso. Só posso repetir que o livro é bom demais, e que você deve com certeza pegar pra ler, principalmente na época mais assustadora do ano.

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