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Resenhas 02nov • 2015

Proibido, por Tabitha Suzuma

Proibido é um romance escrito pela autora Tabitha Suzuma e publicado no Brasil pela Editora Valentina. Indicada para vários prêmios da literatura e vencedora do Young Minds Awards, seu romance Proibido foi lançado com enorme sucesso em países como Alemanha e Estados Unidos.

Maya e Lochan são os mais velhos dos cinco filhos. Depois que seu pai simplesmente os abandonou para morar com uma nova família, os dois foram obrigados a assumir as responsabilidades da casa e cuidas dos três irmãos mais novos já que a sua mãe estava ocupada demais curtindo a vida com o seu novo namorado, Dave. Dividindo as responsabilidades, os dois lidavam com as pressões do último ano da escola e o medo de que as negligencias da mãe acabassem separando sua família.

Proibido

Apesar de irmãos, ambos sempre se viram mais como melhores amigos. Lochan sempre foi mais fechado, tendo sérios problemas para se relacionar com seus professores e colegas de classe, mas por algum motivo, com Maya, ele se sentia seguro. Maya, por outro lado, sentia dificuldades em se envolver com os rapazes da sua idade, e secretamente desejando que nenhuma garota tirasse seu irmão mais velho dela.

Mesmo sem entender, ambos sentiam uma atração muito forte um pelo outro, um sentimento que nem eles mesmos conseguiam encontrar palavras para explicar. Seria possível que esse sentimento não fosse apenas um amor entre irmãos? Seria possível para eles se amarem como homem e mulher sem serem julgados pela sociedade? Porque sentir aquilo parecia tão certo e tão errado ao mesmo tempo?

Proibido

Eu não sabia o que esperar de um livro que tinha incesto como temática principal. Demorei muito até ter coragem de ler, mesmo depois de tantas indicações e resenhas positivas sobre o livro. E agora, depois de estar com uma eterna ressaca literária, eu fico me perguntando como eu pude demorar tanto tempo para entregar meu coração a escrita de Tabitha Suzuma. Sério, esse livro me deixou arrepiada dos pés à cabeça e eu nem sei por onde começar explicando porque.

Proibido é narrado em primeira pessoa, alterando o ponto de vista entre Lochan e Maya. Isso foi fundamental para que eu pudesse entender que o relacionamento deles não era unilateral. Desde o início da narrativa, tanto do ponto de vista de Maya, quanto de Lochan, já era possível perceber que eles sentiam algo a mais um pelo outro, mesmo sem ter consciência disso e a escrita da Tabitha deixa isso bem claro nas entrelinhas da história, o que é de tirar o fôlego.

Proibido

O enredo te prende da primeira linha do primeiro capítulo até a última frase. Apesar do desenvolvimento um pouco apressado, a autora compensou com cenas e diálogos que te deixam com o coração na mão e personagens que te fazem perder o sono de tão complexos e maravilhosos que são. A escrita de Suzuma é impossível de se descrever em palavras, ela pintou os personagens com delicadeza, fez com que tudo estivesse em sintonia, cada palavra, cada sentimento se encaixava perfeitamente.

Boa parte do livro me deixou sem ar. Conforme o enredo se desenvolvia eu conseguia me sentir no meio dos conflitos, eu conseguia ver o sofrimento dos personagens e conseguia compreender o medo, a confusão e tudo o que envolvia a relação que – para eles – era apenas um amor tão grande que não tinha porque ser vivido por debaixo dos panos.

Proibido

Os personagens são incríveis, principalmente Lochan. Senti que a autora teve todo um cuidado na construção do personagem, colocando nele características que o deixassem mais próximo do leitor. Sua dificuldade em falar em público, a ansiedade social e o conforto que só era encontrado dentro de casa, tudo fez com que ele se tornasse um personagem mais do que interessante.

Eu gostei muito de como todo o cenário foi construído. O relacionamento negligente que eles tinham com os pais, a forma como todo o enredo se desenvolveu e o final que me deixou em pedaços e me fez chorar tanto quanto A Culpa é das Estrelas. Tabitha Suzuma ganhou completamente o meu coração com esse livro e eu realmente estou louca para ler outras coisas dela.

Resenhas 22ago • 2015

Black Para Sempre, por Sandi Lynn

Black Para Sempre é um romance escrito por Sandi Lynn e publicado no Brasil pela Editora Valentina. O livro é o primeiro volume da série Forever, e o segundo livro já tem previsão de lançamento.

Quando seu namorado resolve terminar o relacionamento de quatro anos, Ellery perde completamente o rumo da sua vida. Aspirante a artista, ela foca os dias que seguem a se dedicar as suas pinturas e ao seu trabalho de meio período. Convencida por uma amiga, ela resolve sair para uma balada, mesmo contra a sua vontade.

É assim que ela conhece Connor Black, um bilionário, dono das indústrias Black. Ao ajudar Connor a chegar em casa em segurança, ambos acabam entrando em um relacionamento intenso, quase impossível de impedir que ambos acabem se apaixonando um pelo outro. A partir disso a vida deles muda completamente, e tudo o que tinha para ser um relacionamento perfeito, precisa passar por diversos obstáculos que definiram se os dois foram mesmo feitos um para o outro.

Black Para Sempre

Black Para Sempre foi uma das minhas maiores decepções literárias, principalmente porque eu estava esperando muito dessa leitura, e ela não me entregou nem ao menos metade do que eu estava esperando da história. O livro é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista de Ellery e acompanhamos toda sua história, desde o término do seu namoro, até o seu envolvimento com Black.

A escrita de Sandi Lynn é decepcionante. As cenas são corridas, os acontecimentos são cheios de pontas soltas e os personagens são vazios e – muito – chatos. Eu senti falta de uma construção melhor dos personagens e muita, mais muita criatividade por parte da autora. Foi impossível levar a história a sério com tantos elementos já conhecidos e acontecimentos mal explorados.

Black Para Sempre

O enredo me lembrou muito Cinquenta Tons de Cinza. Encontrei vários elementos que faziam referencia ao livro tão conhecido, ama/odiado pelo publico. Connor é um personagem muito controlador, não dando nenhum espaço para Ellery respirar ou tomar as próprias decisões. Já Ellery, é uma personagem sem graça, que tenta se mostrar “independente”, mas falha miseravelmente nisso!

O relacionamento deles, sinceramente? É ridículo. Meu primeiro choque com o livro foi quando eles se conheceram e ela simplesmente o leva cara pra casa dele e fica lá com ele. Que tipo de pessoa faz isso? E depois, conforme o relacionamento deles se desenvolve, Connor se torna cada vez mais controlador e cada vez mais chato. Houve vários momentos em que eu simplesmente quis abandonar a leitura porque os dois eram tão irritantes que ficava muito complicado de achar alguma coisa positiva no livro.

Black Para Sempre

Eu realmente estava esperando mais desse livro. Para vocês terem uma ideia, a história se desenvolvia tão rápido que eu ficava com medo de chegar na metade do livro e eles já estarem batizando os filhos dos filhos deles, sinceramente. Chegava a ser chato ver um enredo ser contado tão por alto como foi, principalmente porque o universo do livro tinha potencial para ser mais explorado.

Do meu ponto de vista, Black Para Sempre é mais do mesmo que vemos por aí só que muito mal escrito e sem nenhum pingo de criatividade. Sei que esse é apenas o primeiro volume da série e que, talvez, Sandi Lynn tenha algo melhor no segundo volume, mas confesso que não acho que seja uma leitura que eu faria.

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