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Resenhas 06ago • 2016

Silêncio, por Richelle Mead

Silêncio é uma fantasia YA, escrita por Richelle Mead, autora das séries Vampire Academy e Bloodlines, lançada pela Galera Record em 2016. O livro acompanha a jovem Fei, que vive em um vilarejo no alto das montanhas onde, por alguma razão misteriosa, toda a população é surda. Fei é uma das aprendizes de artistas que tem como obrigação registrar os acontecimentos do vilarejo com suas pinturas, que mostrar situações como os mineiros trabalhando nas minas de metais preciosos, ou os carregamentos de comida que o vilarejo recebe, que são cada vez menores.

O vilarejo envia carregamentos de metais para uma cidade que existe ao pé da montanha, e em troca a cidade envia carregamentos de comida. Mas problemas começam a surgir, já que parte da população do vilarejo começa a perder a visão, o que os impede de trabalhar nas minas. Menos trabalhadores significa menos minerais, que significa menos comida. A população passa cada vez mais fome, e ficam a mercê do ser misterioso que decide o quanto de comida será enviado em cada carregamento.

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Numa certa manhã, Fei acorda e descobre que recuperou sua audição. Apesar de não saber o que causou essa mudança, Fei está determinada a utilizar sua nova habilidade para descer a montanha onde vive, e ir até a cidade de onde vem os carregamentos de comida, o que era impossível já que a população surda do vilarejo não consegue ouvir os deslisamentos de pedras da montanha. Fei, junto com Li Wei, um mineiro revolucionário e seu amigo de infância, decidem então se aventurarem montanha abaixo, e descobrem que a realidade pode ser bem mais complicada do que imaginavam.

Eu tinha ouvido algumas criticas negativas sobre esse livro, lido algumas resenhas mais ou menos, assistindo alguns vídeos não muito positivas, então entrei nessa leitura com expectativas meio baixas. Ainda mais porque gosto bastante dos outros livros da Richelle Mead, principalmente os livros da série Vampire Academy, que eu gosto bastante. E acabou que o livro não foi a decepção que eu achei que seria. Mas também, isso não quer dizer que ele foi excelente. Na verdade, ele acabou caindo no meio termo.

O que me chamou a atenção nesse livro logo de cara foi o conceito. A ideia de um vilarejo em que todos são surdos há gerações, e ninguém sabe o porque, até que um dia, uma pessoa recupera a audição é bem interessante. E é muito legal ver um livro com tantos personagens deficientes, já que é bem raro ver esse tipo de representabilidade na literatura YA. Esse conceito foi um dos meus pontos favoritos do livro.

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Outro ponto positivo é a escrita da Richelle Mead. Como eu já disse, gosto bastante dos livros dela, e Silencio foi mais uma prova de que ela escreve bem pra caramba. A minha parte favorita foi o momento em que Fei descobre que consegue ouvir, e precisa descobri novas maneiras de descrever os sons. É o tipo de coisa que nem passa pela minha cabeça, já que eu estou acostumado a ouvir, mas foi incrível ver uma coisa que eu experiencio todo dia sendo descrito de uma forma totalmente nova.

Mas é claro que nem só de positivos vive esse livro, né? E o primeiro ponto negativo é que, na minha opinião, é que ele, no geral, não é característico o suficiente. O tal vilarejo onde vive Fei não é diferenciado do resto do mundo, eu não sei dizer exatamente onde ele fica, só que ele fica no continente asiático. Partindo da mitologia, acho que ele seria na China, mas mesmo isso é um chute meu, e não uma certeza que o livro me passou.

Outra coisa que precisava de mais caracterização são os personagens. Fei é a que recebe mais caracterização, obviamente já que ela é a protagonista, mas mesmo ela não é tão explorada como eu gostaria. Li Wei e os outros personagens não são descritos ou explorados o suficiente para serem marcantes. Principalmente porque não existem tantos personagens asiáticos na literatura YA, teria sido uma ótima chance de trazer uma protagonista asiática marcante.

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E o final também foi meio decepcionante. Depois de passar o livro inteiro seguindo os personagens e vendo o quanto eles estavam sofrendo, o final veio meio que de repente, do nada, sabe? Acho que esse é um daqueles livros que se beneficiaria muito de ter umas 50 páginas a mais, pra explorar mais os pontos que ficaram meio esquecidos.

No geral, Silêncio não foi a pior leitura desse ano, mas também não foi a melhor. Como eu já disse, tenho a impressão que esse livro precisa de mais páginas, de mais exploração dos personagens e da mitologia. Entre os livros da Richelle Mead, eu fico com Vampire Academy e Bloodlines. Silêncio é uma leitura rápida, mas infelizmente, não é nada memorável.

E vocês, já leram Silêncio? Pretendem ler? Curtem os livros da Richelle Mead? Contem pra gente nos comentários!

Literaría 04ago • 2016

A Lenda Da Manic Pixie Dream Girl

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Já ouviu falar do termo “Manic Pixie Dream Girl”? Se não, pode deixar que eu explico. A Manic Pixie Dream Girl é aquela personagem, quase sempre mulher, linda, divertida, que aparece do nada na vida do protagonista e acaba mudando completamente a perspectiva dele em relação ao mundo. Com certeza você já se lembrou de pelo menos uma personagem assim, não é? Pois, então a Manic Pixie Dream Girl, ou a MPDG, é um elemento bastante utilizado na ficção.

Algumas das MPDGs mais conhecidas vem do cinema, como por exemplo, a Claire, personagem de Kirsten Dunst em Tudo Acontece em Elizabethtown; Sam, personagem de Natalie Portman em Hora de Voltar, e Penny Lane, personagem de Kate Hudson em Quase Famosos. Todas parecem não ter personalidades, interesses ou objetivos que não sejam relacionados ao protagonista.

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As MPDG são bastante utilizadas na história como uma forma de tirar o protagonista de uma fase ruim, talvez até de uma depressão, e ajudar-lo a aproveitar mais a vida. Ela geralmente não parece ter nenhum relacionamento, romântico ou de outra forma, que interfira com a sua missão de passar todo o seu tempo enchendo a vida do protagonista de divertimento e de alegria.

O problema da MPDG é que ela não é uma personagem muito interessante, já que ela não tem objetivos próprios. Ela entra na história para contribuir com a vida do protagonista, e no final, ou ela termina com ele ou simplesmente desaparece, como mágica. Ela não passa por uma trajetória emocional, nem aprende nada, ela termina a história da mesma forma como começou. Ela é um instrumento da história e não um personagem.

Mas vale ressaltar que nem sempre a MPDG é apresentada dessa forma. Pra falar a verdade, existem alguns filmes que procuram desconstruir esse conceito. A Clementine (Kate Winslet), de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, por exemplo, ou a Ruby (Zoe Kazan) de Ruby Sparks: A Namorada Perfeita. E o exemplo mais bem feito dessa desconstrução é a Summer (Zooey Deschanel) de 500 Dias Com Ela. Todas elas são bem mais complexas do que parecem inicialmente, e se mostram até mais interessantes do que o próprio protagonista dos filmes.

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A MPDG é um elemento divertido numa história, mas é um desserviço, tanto ao leitor quanto ao próprio autor. Acho que não é pedir demais que os autores, roteiristas, o que for, criem personagens femininas tão complexas e complicadas quanto as mulheres da vida real, que com certeza, preferem se reconhecerem na ficção que consomem do que terem que se contentar em serem apenas parte da história de outra pessoa.

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Séries & TV 19jul • 2016

5 Séries Canceladas Cedo Demais

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Séries canceladas. Se tem uma dor que todo viciado em séries compartilha, é a dor de ver uma de suas séries favoritas ser cancelada. E essa dor fica ainda pior quando você sabe que os criadores e roteiristas ainda tinha muita história pra contar. E como ficam os personagens pelos quais você se apaixonou? Os mistérios que vão ficar sem respostas?  E pra piorar, aquela série chata que você não aguenta mais ouvir falar foi renovada para a nonagésima terceira temporada!

Enfim, é péssimo ver uma série com tanto potencial ser cancelara tão cedo. Pensando nisso, juntei algumas das séries que eu mais sinto falta pra apresentar pra vocês. Afinal, pra que serve essa dor se não pra ser compartilhada, não é? Então, bora sofrer junto!

1 – Almost Human

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Criação do mestre do sci-fi moderno, J J Ambrams, Almost Human estreou em 2013, e me ganhou logo na premissa. Num futuro em que a evolução da tecnologia e da ciência causa um aumento na taxa de criminalidade, é implementada uma nova politica: todo policial humano recebe um parceiro androide. O detetive John Kennex (Karl Urban, dos filmes Star Trek e Dredd), que teve experiencias ruins com androides no passado, não fica exatamente feliz ao saber que agora terá que trabalhar com Dorian (Michael Ealy).

Eu sou suspeito de falar porque sou fã das produções do Abrams, mas Almost Human era muito legal. A série levantava questões super interessantes sobre filosofia e tecnologia, sem perder aquele ar de aventura sci-fi que eu adoro. Infelizmente, a audiência da série não era das melhores, e os custos de produção eram grandes demais pra Fox continuar com uma segunda temporada.

2 – Firefly

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Toda lista séries que mereciam mais temporadas precisa ter Firefly, é tipo a lei da internet. Criada por Joss Wheadon (criador de Buffy, A Caça-Vampiros, e diretor de Os Vingadores) em 2012, Firefly retrata as aventuras da tripulação da espacionave Serenity, protagonizadas pelo seu capitão, Mal Rivers (Nathan Fillion, de Castle). A série ainda contava com um elenco incrível: Gina Torrez, Alan Tudyk, Morena Baccarin, e Summer Glau (que inclusive é super pé frio pra séries, não sei como que Arrow escapou da maldição dela.

Mas como a vida não é justa, a série durou apenas 14 episódios. Apesar da baixa audiência, Firefly foi muito bem nas vendas quando saiu em DVD e acabou reunindo um fandom enorme, apesar da vida curta. A exigencia dos fãs foi tanta que, em 2005, a Sony Pictures lançou um filme para continuar a história da série, intitulado Serenity. Não foi exatamente o que os fãs queriam, mas já é alguma coisa, né?

3 – Dollhouse

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Dá pra perceber que eu sou muito fã do Joss Whedon? Dollhouse foi a próxima produção dele pra TV depois de Firefly, e é protagonizada por Eliza Dushku, interprete da Faith de Buffy, A Caça-Vampiros. A série mostra o funcionamento de uma Dollhouse, um estabelecimento que programa indivíduos, conhecidos como Ativos ou Dolls, com habilidades temporárias, para que eles realizem serviços para clientes, que vão desde assaltos a banco até ao sexo. Eliza vive Echo, uma dessas Dolls que parece estar desenvolvendo auto-consciência.

A série não era exatamente um sucesso de audiência, mas também não estava indo tão mal assim, tanto que conseguiu uma renovação pra segunda temporada. Mas, sabe se lá porque, a Fox decidiu cancelar a série em 2010, quase um ano depois de sua estréia. O que é uma pena, não só porque a série ainda tinha história pra contar, mas também porque desde então a Eliza Dushku não protagonizou outra série.

4 – Young Justice

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Animação também conta, né? Conta? Então tá! Young Justice começou a ser exibido em
2010 pela Cartoon Network, como parte do bloco DC Nation, que agrupava animações baseadas nos quadrinhos da DC Comics. Young Justice seguia as missões de um grupo formado pelos “assistentes” dos super-heróis que nós já conhecemos: Robin, Superboy, Aqualad, Kid Flash, Miss Martian e Artemis, enquanto eles tentar provar que são tão capazes quanto os hérois com quem trabalham.

Young Justice ganha o prêmio para motivo mais idiota de cancelamento. Não, não foi por causa de audiência. Mas a grande maioria do público que estava vendo o programa era composta de meninas. E a Cartoon Network, sabe-se lá porque causa, motivo, razão ou circunstância, achou que as meninas que estavam assistindo o desenho, não iriam comprar os brinquedos e produtos relacionados a ele. O QUE NÃO FAZ O MENOR SENTIDO. Existem boatos que a Netflix talvez produza uma terceira temporada da série, e eu vou dormir todo dia pedindo a Deus pra que isso seja verdade.

5  – Pushing Daisies

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Ah, como doí! Pushing Daisies é uma criação de Bryan Fuller, que também criou Dead Like Me, Wonderfalls, e desenvolveu Hannibal. A série conta a história de Ned (Lee Pace), dono de uma confeitaria que tem a habilidade de reviver os mortos com um toque. Mas esse poder tem suas regras: Depois de tocar no morto uma vez, Ned não pode tocar nele novamente, ou ele morre de novo, dessa vez pra sempre. Além disso, se ele passa mais de um minuto vivo, outra coisa precisa morrer no seu lugar.

A série tinha uma identidade visual muito legal, que lembrava muito o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, e um roteiro divertido e dinâmico. Infelizmente, a série foi afetada pela greve dos roteiristas de 2007, o que causou problemas na produção. Esse atraso na produção acabou levando a um decline no interesse do público, e a série foi cancelada em sua segunda temporada. E eu choro até hoje por não saber como a história de Ned e Chuck termina.

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Bom, é isso. Essas são algumas das séries que eu até hoje não aceito terem acabado. E vocês? Qual série vocês gostariam que ainda existisse? Conta pra gente aí nos comentários!
(Obs: Menções honrosas, e sugestões dos meus amigos: Faking It (nunca vi), Ringer (nunca vi), Constantine (nunca vi, mas pretendo), Tru Calling (só não entrou porque vai aparecer em outro post no futuro).

Lista 13maio • 2016

5 Quadrinhos que Precisam Vir Para o Brasil

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Seguindo em frente com o especial de quadrinhos do La Oliphant, pensei que seria legal trazer pra vocês uma listinha de alguns títulos que eu curto bastante, mas que ainda não foram trazidos pra cá. Quem sabe a gente falando deles, não chama a atenção das editoras daqui, né?

Eu tentei fazer uma lista bem variada, com um pouco de tudo. Tem aventura, terror, fantasia, romance, tem de tudo mesmo. Desse jeito, não importa o seu gosto pra histórias, você com certeza vai achar algum quadrinho que vai te agradar.  Bom, vamos nessa?

1 – Seconds, de Bryan Lee O’Malley

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Pra começar, vamos com provavelmente o nome mais conhecido da lista. Seconds é a mais nova graphic novel de Bryan Lee O’Malley, criador da série Scott Pilgrim, que também é muito legal. A graphic é sobre uma moça chamada Katie, uma jovem chef que sonha em ter seu próprio restaurante. Após ser visitada por uma entidade misteriosa, Katie descobre que o poder de voltar no tempo e corrigir seus erros. Mas é claro que não é tão fácil assim, não é?

Pelo que eu ouvir falar, a Companhia das Letras vai publicar Seconds ainda esse ano, mas ainda não tenho certeza. De uma forma ou de outra, tomara que não demore pra essa graphic vir pra cá logo, porque eu quero ela na minha estante é pra ontem!

2 –  This One Summer, de Mariko Tamaki e Jillian Tamaki

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This One Summer é escrita por Mariko Tamaki e ilustrada pela sua prima Jillian Tamaki. A graphic conta a história de duas meninas, Rose e sua amiga Windy, que só se veem durante as férias de verão, quando as família das duas viajam para o mesmo lugar. Em um desses verões, Rose e Windy começam a perceber que talvez elas não tenham mais tanto em comum quanto antes tinham, e que a amizade das duas já não é mais tão forte.

A arte é muito bonita, feita toda em tons de azul, o que passa muito bem esse tom mais melancólico da história. Sem falar que é extremamente bem escrita.  Pelo amor de Deus, Companhia das Letras (poxa, de novo eles?), lança essa graphic no Brasil, por favor. Eu quero demais ela!

3 – Through The Woods, de Emily Carroll

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Through The Woods, é uma coleção de contos de terror, escrita e ilustrada pela artista Emily Carroll. A graphic é composta de cinco histórias assustadoras, quatro delas inéditas(Our Neighbor’s House, A Lady’s Hands Are Cold, My Friend Janna, e The Nesting Place), e uma delas (His Face All Red) já bastante conhecida entre os usuários do site Tumblr, incluindo eu.

A arte é maravilhosa, e te coloca totalmente nessa atmosfera tensa e assustadora das histórias. Eu fiquei completamente vidrado nessa leitura, e mal posso esperar pra ver essas ilustrações numa versão física. Mas, sabe-se lá porque, até agora nenhuma editora trouxe esse livro pra cá.

4 – Lumberjanes, de Shannon Watters, Grace Ellis e Noelle Stevenson

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Lumberjanes é uma história em quadrinhos criada por Shannon Watters, Grace Ellis e Noelle Stevenson, e ilustradas por várias artistas diferentes. A série retrata as aventuras de um grupo de escoteiras (Jo, April, Molly, Mal e Ripley) que descobrem que a floresta onde fica o seu acampamento também é lar de diversas outros tipos de criaturas.

A arte dos quadrinhos é muito divertida, assim como a história e os diálogos. A série continua sendo publicada lá fora e seria muito maneiro se alguma editora brasileira (talvez a Panini) trouxesse esses quadrinhos pra cá. Tenho certeza que eles fariam bastante sucesso, principalmente com um público feminino mais jovem.

5 – The Wicked + The Divine, de Kieron Gillen e Jamie McKelvie

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Se segura aí, que essa história é complicada. The Wicked + The Divine, escrita por Kieron Gillen e ilustrada por Jamie McKelvie, conta a história do grupo Pantheon, um grupo de deuses que, a cada 90 anos, reencarna na Terra. Sempre que reencarnam, os deuses se tornam figuras de autoridade e influenciam bastante a humanidade. Dessa vez, eles se tornam popstars. É, exatamente isso que você ouviu. Eles decidem se tornarem músicos famosos.

A arte é simplesmente de tirar o fôlego. Eu tive vontade de imprimir todas as páginas e usar como papel de parede no meu quarto, sério, é lindo demais, sem falar que os personagens são inspirados em cantores que realmente existem. E a história é tão incrível quanto, já que os deuses acabam envolvidos em um mistério, quando um deles começa a assassinar os outros, e nenhum deles tem ideia de quem seja. Eu só preciso saber, quem eu tenho que matar pra alguma editora publicar esses quadrinhos no Brasil?

Bom, tá aí, esses são alguns dos quadrinhos que eu quero publicados no Brasil. Continuem acompanhando o especial até o fim do mês aqui no blog, porque ainda vai ter muita coisa legal por aqui!

Literaría 11maio • 2016

Graphic MSP

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Quem acompanha os posts  aqui no blog já deve ter visto que Maio é o mês especial de quadrinhos do La Oliphant. A Débora já fez um post super legal, falando sobre a diferença entre história em quadrinhos, Graphic Novel e manga, e vão ter vários outros posts ao longo do mês. E conversando com a Débora, surgiu a ideia de fazer um post sobre um tema que eu tenho certeza muita gente vai se identificar: sobre a Turma da Mônica.

Eu aposto que assim como eu, muitos de vocês que estão vendo esse vídeo começaram a aprender a ler com as revistinhas da turma da Mônica, não é? Bom, o que muitos de vocês talvez não saibam é que em 2009, a Mauricio de Souza Produções convidou vários artistas brasileiros a criarem versões diferentes de seus personagens, pra comemorar os 50 anos de carreira do Mauricio de Souza. O projeto, chamado de MSP 50 – Mauricio de Souza Por 50 Artistas reuniu diversos artistas de sucesso, incluindo Laerte, Ziraldo e Ivan Reis.

A coleção fez tanto sucesso que em 2010, a Mauricio de Souza Produções decidiu repetir a ideia e lançou a MSP +50 – Mauricio de Souza Por Mais 50 Artistas, mas dessa vez a proposta foi um pouco diferente. Alem de mostrar versões diferentes dos personagens, a coleção procurou também apresentar para um grande público artistas brasileiros que talvez eles ainda não conheciam. E depois que essa coleção também fez sucesso, a Mauricio de Souza Produções anunciou um novo selo, chamado Graphic MSP, que seria dedicado a lançar graphic novels feitas por artistas brasileiros, reinterpretando os personagens criados pelo Mauricio de Souza.

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E essa coleção é o tema do post de hoje! há algum tempo atrás, a Amazon estava com uma promoção de histórias em quadrinhos, e eu não perdi tempo em comprar algumas das graphics desse selo. Eu não tenho todas as graphics que foram lançadas, ainda faltam algumas que eu não comprei, mas eu acho que com as que eu tenho aqui já dá pra vocês terem uma noção do quão incrível esse projeto é.

Bom, a primeira graphic que foi lançada nesse selo foi a Astronauta – Magnetar. escrita pelo Danilo Beyruth. Na graphic, o personagem Astronauta está em uma missão, examinando uma estrela quando sofre um acidente, e fica basicamente naufragado no espaço. A arte é realmente linda, as cores são muito bonitas mesmo, e a história é cheia de suspense e de drama. A graphic teve uma continuação, astrounauta – singularidade, que dá continuidade a história da primeira. A continuação é tão boa quanto a primeira, e a arte continua linda.

Logo depois, foi lançado o segundo titulo da coleção, Turma da Monica – Laços. os artistas são Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi, que são dois irmãos super talentosos, e a história da graphic é que a turminha que todo mundo já conhece, Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão precisam lidar com um grande problema quando o Floquinho, cachorro do Cebolinha, foge. A arte é maravilhosa, e a escrita dos dois é muito divertida. A continuação, Turma da Mônica – Lições, é ainda melhor, super emocionante, e faz você se sentir como se fosse uma criança, lendo os gibis de novo.

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A próxima graphic que foi lançada foi Chico Bento – Pavor Espacial. Escrita pelo Gustavo Duarte, a graphic mostra o Chico Bento, seu primo Zé Lele, e o seu porquinho, Torresmo sendo abduzidos por aliens. É uma história muito divertida, e a arte é bem interessante, porque boa parte dela é contada sem diálogos, somente com os desenhos mesmo.E a última graphic que eu tenho é Louco – Fuga. Escrita pelo Rogério Coelho, a história conta meio que a origem do personagem Louco, e mostra ele fugindo de umas criaturas muito estranhas. A arte dessa graphic é muito linda, e a história é bem divertida, bem maluca e nonsense mesmo.

Ainda foram lançadas mais algumas graphics que eu não tenho. Foram lançadas as graphics Piteco – Ingá, Bidu – Caminhos, Penadinho – Vida, e Turma da Mata – Muralha, mas eu ainda não tive a chance de comprar essas. Já foram anunciados também lançamentos pro futuro, incluindo uma graphic do Papa Capim, da Mônica, mais uma continuação do Astronauta e uma continuação do Bidu. Eu com certeza vou querer todas essas.

Pra quem quiser ver as artes de perto, eu fiz um vídeo rapidinho mostrando um pouco das graphics. Só pra vocês terem uma ideia do quão maravilhosas elas são. Se vocês são fãs das histórias do Maurício de Souza como eu, não percam a chance de lerem essas histórias.

Resenhas 27abr • 2016

Rebelde, por Amy Tintera

Rebelde é uma ficção científica distópica escrita pela autora Amy Tintera, e publicado no Brasil pela editora Galera Record, em 2016. O livro, que é o segundo volume da série Reboot, se passa em um futuro em que uma doença atinge o estado do Texas, e as vítimas dessa doença, após morrerem, retornam a vida. Esses seres, chamados Reboots, são mais fortes, rápidos e resistentes do que qualquer humano. Além disso, quanto mais tempo o reboot passa morto, menos sensível e emocional ele é quando revive.

No primeiro livro, a protagonista Wren, acompanhada de um outro Reboot chamado Callum, consegue escapar das instalações da CRAH, uma corporação que utiliza os Reboot como força militar, e além disso, libertar diversos outros Reboots. (Pra quem quiser, está aqui a resenha do primeiro livro da série.)

Nesse segundo livro, Wren, Callum e os Reboots que fugiram da CRAH se encontram em uma reserva para Reboots, no meio do deserto. Apesar de parecer um lugar ideal para viverem, aos poucos o líder da reserva, Micah, se revela como uma pessoa controladora e cruel, que tem planos de exterminar os humanos da terra. Wren e Callum precisam , então, decidirem em que lado ficam. Ou se aliam ao exercito de Micah, ou se protegem os humanos que odeiam os Reboots.

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Assim como no primeiro livro, a história é contada pelo ponto de vista da Wren, mas em Rebeldes, essa narração é dividida com Callum. No começo, eu achei que isso ia ser um problema, pois já li livros com mais de um narrador em que as duas narrações era basicamente iguais (quem adivinhar de qual livro eu estou falando, ganha 1 ponto). Mas ao longo do livro, os pontos de vista dos dois foram se tornando mais distintos, principalmente graças ao senso de humor de Callum.

A escrita de Amy Tintera continua sendo muito boa, principalmente nas cenas de ação, que são um dos pontos mais fortes do livro. A leitura dessas cenas é tão acelerada e cheia de adrenalina, que eu quase quero um filme dessa série, só pra poder ver essas brigas feitas com pessoas de verdade.

Os personagens são bem escritos. Wren e Callum continuam aquela evolução que iniciaram no primeiro livro, dessa vez se aprofundando ainda mais nas características praticamente opostas que os dois possuem, já que existe uma diferença bem grande na quantidade de tempo em que passaram mortos. Isso cria alguns momentos de conflito entre os dois, o que contribui muito pra história.

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Outros personagens são acrescentados a história, como o líder da reserva de Reboots, Micah e Riley, o Reboot que treinou Wren na CRAH, antes de desaparecer. Ambos são ótimos personagens, Micah em particular, e tem ótimos momentos ao longo do livro. Além deles, personagens que já tinham aparecido no primeiro livro também são utilizados, como a Reboot Addie, e o irmão de Callum, David, marcam momentos interessantes da história.

O enredo em si é bastante envolvente. O conflito entre Micah e Wren, o dilema que ela sofre sobre se deve ou não proteger os humanos, e as incompatibilidades entre Wren e Callum servem como uma excelente base para o livro. Apesar de ter achado certos pontos da história um tanto previsíveis (principalmente uma das mortes), adorei acompanhar cada desfecho dessa trajetória.

Outro pequeno problema que tive com a história é que, as vezes, ela parece andar meio que em círculos. Em certo momento, um problema que atrapalha Wren se manifesta, logo depois é resolvido. Um pouco mais tarde, ele aparece de novo! E logo é resolvido, novamente. Isso não me incomodou demais, mas as vezes, pode ficar um pouco maçante.

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No geral, Rebelde é uma continuação que mantem o nível do primeiro livro. Apesar de alguns pontos nem tão bons, o livro é adrenalina do começo ao fim, além de apresentar personagens que sofrem conflitos emocionais e morais mais profundos do que os que geralmente se vê em livros desse estilo.

Fiquei muito impressionado com a autora, e espero que venham mais livros dela por aí. Vi na internet que ela vai lançar uma nova trilogia ainda esse ano, e tomara que a Galera Record traga essa pra cá também.

Resenhas 18abr • 2016

Zumbeatles: Paul Está Morto-Vivo, por Alan Goldsher

Zumbeatles é um livro de comédia de terror, escrito por Alan Goldsher, e publicado no Brasil pela Galera Record em 2016. O livro funciona como uma biografia fictícia da maior banda de rock’n’roll de todos os tempos, Os Beatles, composta por um jornalista que também é fã deles. Essa biografia cobre toda a trajetória  da banda, desde o dia em que John Lennon conheceu Paul McCartney, desde o show no telhado do prédio da Gravadora Apple, em 1969, e conta a história de como Os Beatles alcançaram o topo das paradas musicais do mundo todo. Pode parecer que isso apenas mais uma biografia sobre uma banda de rock, se não fosse um pequeno detalhe: nesse livro, Os Beatles são zumbis!

Exatamente, na história criada por Alan Goldsher, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison eram mortos-vivos (Ringo Starr, não. Ele era um ninja). Nessa história, os zumbis não só existem, como são uma parte considerável da população mundial. E Liverpool, berço dos Beatles, é um território onde, sabe-se lá porque, os mortos-vivos possuem um grande talento musical. E John Lennon, um jovem zumbi com planos de dominar o mundo, decide começar uma banda de zumbis.

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Não dá pra julgar o enredo do livro, já que a maior parte dele é inspirado em acontecimentos reais. Então a maior parte dessa resenha vai ser focada na escrita de Alan Goldsher, e na forma como ele utilizou os personagens, que são figuras lendárias do rock’n’roll.

Pra começo de conversa, esse é um dos livros mais engraçado que eu já li. Eu nunca achei que ia ler um livro que contem entrevistas com Os Beatles, Mick Jagger, Bob Dylan, o Diabo, Jesus Cristo, entre outros. É um humor bastante non sense, e pode não ser pra todo mundo, mas eu pessoalmente curti demais a proposta do livro. Acho que eu nunca ri tanto com um livro antes

Por outro lado, o humor pode ser meio infantil as vezes. Sem dar spoilers, mas usando como exemplo a cena da primeira vez em que Os Beatles conhecem Bob Dylan, é um tipo de humor que eu não acho tão engraçado. Mas isso é questão de gosto, né? E gosto não se discute, ou pelo menos não deveria.

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Zumbeatles é um livro difícil de descrever porque explicar demais dele acaba estragando a experiencia da leitura. O melhor mesmo é se jogar de cabeça nele sem saber quase nada da história, e descobrir cada detalhe maluco por si memso. Recomendo demais esse livro pra todo mundo que gosta de zumbis, música e de rir.

E pra galera que for ler o livro, tomei a liberdade de criar uma playlist no Spotify pra contribuir ainda mais pra leitura de vocês. São algumas faixas do Beatles, misturadas com umas músicas muito legais ligadas a zumbis que eu aposto que muito de vocês nunca ouviram. Dá um play aí!

Resenhas 13abr • 2016

Reboot, por Amy Tintera

Reboot é uma ficção científica distópica escrita pela autora Amy Tintera, e publicado no Brasil pela editora Galera Record, em 2014. O livro se passa em um futuro em que uma doença atinge o estado do Texas, e as vítimas essa doença, após morrerem, retornam a vida. Os chamados Reboots são mais fortes, rápidos e resistentes do que qualquer humano normal, e por isso, são usados como força militar pela CRAH (Corporação de Repovoamento e Avanço Humano).

A protagonista do livro, Wren Connolly, mais conhecida como 178 (quantidade de minutos que passou morta), é a Reboot mais forte da CRAH, e tem como função principal a captura de Reboots e humanos rebeldes que apresentem uma ameaça à população, além do treinamento de recrutas. Um desses recrutas é um jovem chamado Callum, que passou míseros 22 minutos morto antes de ressucitar, o que garantiu que ele mante-se a maior parte de sua humanidade.

Wren logo se afeiçona a Callum e percebe que ele não tem capacidade de aguentar o treinamento dos recrutas, além de que ele se recusa a aceitar as ordens da CRAH, que incluem a execução de civis. Wren decide então se unir aos rebeldes, afim de ajudar Callum a escapar com vida das instalações da CRAH.

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(Foto: Livrologias)

O livro tem vários pontos fortes, começando pelo conceito por trás da doença que cria os Reboots. Pra dar uma explicação rápida: A idade da vítima é um fator importante que afeta o resultado da doença. Quanto mais nova é a vítima, mais chances ela tem de voltar a vida depois que morrer. O tempo que a pessoa passa morta também afeta como ela vai ser quando reviver. Quanto mais tempo ela fica morta, mais ela perde a habilidade de sentir emoções. Sinistro, né?

Outro ponto positivo do livro são os personagens. Os dois personagens principais, Wren e Callum, são muito bem desenvolvidos, e mais importante, são completamente diferentes, graça a diferença de tempo que passaram mortos. As personalidades totalmente opostas dos dois tornam as interações e os diálogos entre eles bastante divertidos,e a química entre os dois é muito visível, apesar de eu ter achado o romance deles um pouco apressado.

Mais um ponto positivo é a escrita da autora. Amy Tintera escreve de um jeito que te passa todos os detalhes que ela quer passar, sem se demorar demais em coisas desnecessárias. O jeito como ela descreve as cenas e os ambientes da história faz bastante sentido, já que a narradora do livro foi treinada como um soldado, então precisa estar sempre alerta sobre o que a cerca.

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(Foto: Livrologias)

Como nem tudo são rosas, o livro tem seus problemas, sim. Como eu já falei ali em cima, o romance entre Wren e Callum é um pouco apressado. Nada que tenha atrapalhado o meu aproveitamento da história, mas eu acho que um pouco mais de desenvolvimento sobre o relacionamento dos dois poderia ter deixado o livro ainda melhor.

Outro ponto negativo é o final do livro, que me pareceu um pouco anti-climático. Eu sei que provavelmente a autora ainda tinha muita coisa planejada para a continuação e não quis entregar tudo logo de cara, mas acho que o final poderia ser um pouco mais trabalhado.

Enfim, Reboot é uma leitura agradável, repleta de cenas de ação cheias de adrenalina e de personagens bem desenvolvidos. O romance apressado e o final anti-climático são problemas, mas não graves o suficiente para me fazer gostar menos do livro.

A continuação, Rebeldes, vai ser publicada esse ano pela Galera Record, e com certeza, vai ter resenha aqui no blog! Curtiu a ideia? Ficou afim de ler o livro? Conta pra gente aqui nos comentários.

Cinema 30mar • 2016

5 Adaptações Que Fracassaram

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Pra cada Crepúsculo, ou Jogos Vorazes, existem várias adaptações de livros pro cinema que não vingaram. Afinal de contas, nós fãs somos extremamente difíceis de agradar, não é? Queremos todas as cenas, todas as falas, exatamente da mesma forma que está no livro. E se o filme não sair perfeito, a gente sai reclamando em tudo quando é lugar.

Justiça seja feita, é muito complicado adaptar um livro pro cinema, já que são duas mídias completamente diferentes. O cinema sofre uma desvantagem, pois nos livros, nós estamos totalmente imersos na mente dos personagens, o que facilita muito na hora de transmitir os detalhes da história pra quem está lendo. Infelizmente, isso é bem mais difícil nos filmes, já que o cinema é uma mídia quase que inteiramente visual.

Mesmo assim, é decepcionante quando um livro que você gosta muito ganha uma adaptação cinematográfica que deixa a desejar. E como desgraça pouca é bobagem, eu achei que seria legal fazer um post listando alguns filmes baseados em livros que decepcionaram os fãs. Lembrando que gosto é uma coisa subjetiva, e o que não funciona pra mim, pode funcionar pra você. Se você gosta de alguns dos filmes dessa lista, ótimo!

Bom, vamos começar a lista, então:

1 – Eu Sou o Número Quatro

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De todos os filmes nessa lista, esse é o que eu menos desgosto. Baseado na série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore (pseudônimo coletivo de James Frey e Jobie Hughes), o filme conta a história de John Smith, um alienígena do planeta Lorien, que junto com oito outros jovens, é enviado para o planeta Terra para escapar da invasão e destruição de seu planeta natal, pelas mãos dos Mogadorianos.

O filme foi elogiado pelas cenas de ação e pelos efeitos especiais, mas foi bastante criticado pelo enredo clichê e pelas atuações medianas. Muitos críticos acharam que o plot de romance entre os personagens John e Sarah (interpretados por Alex Pettyfer e Dianna Agron) era desnecessário e parecido demais com o romance da Saga Crepúsculo. Por outro lado, a personagem Número Seis (Teresa Palmer) foi ressaltada como sendo a melhor parte do filme.

Eu acho que um segundo filme poderia ter sido melhor do que o primeiro, já que o segundo livro da série, O Poder dos Seis, é muito melhor do que o primeiro livro. Novos personagens interessantes são introduzidos e a Número Seis aparece bem mais. Na verdade, eu queria mesmo era uma spin-off só dela.

 

2 – Dezesseis Luas

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Baseado no livro de mesmo nome, o primeiro da série Beautiful Creatures, das autoras Margaret Stohl e Kami Garcia, o filme retrata a história de amor de Ethan Wade e Lena Duchannes (Alden Ehrenreich e Alice Englert), um jovem mortal e uma conjuradora (Bruxa, né gente? Vamos direto ao ponto). O romance dos dois é ameaçado, no entanto, pelo fato de que, na noite de seu decimo sexto aniversário, Lena será invocada para luz ou para as trevas.

O filme contou com um elenco de respeito, com atores como Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum e Emma Thompson. As atuações até foram bem recebidas, mas o filme foi criticado por não ser original suficiente, e por não se aprofundar o suficiente nos temas que propôs. O filme também foi vítima de comparações com a Saga Crepúsculo, porque parece que os críticos não conhecem nenhum outro livro que virou filme.

Eu até gostei do filme, principalmente as atuações dos protagonistas. O que me incomodou no filme foram as mudanças que foram feitas na historia. Eu sei que não tem como o filme ser fiel ao livro do começo ao fim, mas eu achei que as mudanças que foram feitas eram desnecessárias, principalmente em relação ao final do filme.

3 – Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras

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Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras é inspirado na série Vampire Academy, de Richelle Mead. O filme, assim como o livro, é a história de Rose Hathaway (Zoey Deutch), uma Dhampir (meio-humana, meio-vampira) que treina para ser guardiã da princesa dos Moroi (vampiros pacíficos) Lissa Dragomir (Lucy Fry), que também é sua melhor amiga.

O filme foi criticado por várias coisas, incluindo as atuações, o roteiro e os efeitos especiais. Um ponto que foi mencionado pelos críticos é que o diretor Mark Waters, conhecido por dirigir filmes de comedia como Meninas Malvadas, se preocupou mais com o humor do filme e deixou o aspecto sobrenatural de lado. E novamente, foi comparado com Crepúsculo, afinal não existe nenhum outro livro sobre vampiros na história da humanidade.

Eu concordo com o que foi dito sobre o humor, mas achei que as cenas mais cômicas foram bem feitas. Eu curti bastante a atuação da Zoey Deutch, mas achei que o resto do elenco não foi memorável o suficiente. Também acho que os roteirista tentaram enfiar coisa demais da história, o que acaba atrapalhando quem não leu nenhum dos livros da série.

4 – Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

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Cassandra Clare realmente não dá sorte com adaptações. O livro conta a história de Clary Fray (Lily Collins) que, no seu aniversário de 16 anos conhece os Caçadores de Sombras Jace, Isabelle e Alec (Jamie Campbell Bower, Kevin Zegers e Jemima West) , descobre que faz é uma Nephilim, uma raça dedicada a caçar as criaturas do submundo.

O filme foi um fracasso de bilheteria e de crítica, sendo criticado pela história cliche, atuações medíocres e por depender demais dos efeitos especias. Em comparação com o livro, foi criticado por não transmitir o humor e o sarcasmo dos diálogos, principalmente nas falas do personagem Jace. O filme foi descrito por muitos como “Harry Potter +Buffy, a Caça Vampiros”.

Eu concordo com todas as críticas que li sobre o filme. O roteiro do filme é confuso, e não passa nada do que me atraiu nos livros. Seguindo o fracasso do filme, o estúdio cancelou os planos para uma continuação, e em vez disso, foi produzida uma série para a TV, que é tão ruim quanto o filme.

1 – Percy Jackson e os Olimpianos

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Não podia ser outro, né? Baseado na série de Rick Riordan, Percy Jackson e os Olimpianos conta a história de Percy Jackson (óbvio), um adolescente que descobre ser filho do deus grego, Poseidon. Para evitar monstros que querem destruí-lo, Percy, interpretado por Logan Lerman, vai para o Acampamento Meio-Sangue, onde conhece outros meio sangues, como a filha de Atena, Annabeth (Alexandria Daddario).

O primeiro filme, Percy Jackson e o Ladrão de Raios, foi um fracasso de crítica, mas fez sucesso na bilheteria, tanto que ganhou uma continuação, Percy Jackson e o Mar de Monstros. Ambos os filmes foram criticados (até mesmo pelo próprio autor dos livros) por alterarem demais a história dos livros e por serem parecidos demais com os filmes da série Harry Potter. Em compensação, a performance de Logan Lerman como Percy foi elogiada.

Eu realmente detesto ambos os filmes. A história dos livros é completamente massacrada, e as alterações são ridículas. É uma pena porque o Logan fez um bom trabalho como Percy e seria interessante ver ele interpretando o papel em um filme com um roteiro melhor. Talvez em uma adaptação da série Percy Jackson e os Heróis do Olimpo.

Bom essa é a nossa lista. E vocês, qual adaptação para o cinema decepcionou vocês? Conta pra gente nos comentários!

Lista 26mar • 2016

Distopias Que Você Precisa Conhecer

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Continuado o Especial de Distopias do La Oliphant, esse post vai ser dedicado a aquelas distopias que talvez você não conheça. Afinal, existem muitas (tipo, muitas mesmo) distopias por aí, e nem todas elas recebem a atenção que merecem. E existem muitas historias que valem a pena ler, não apenas as que se tornam filmes de sucesso.

Como o titulo do post sugere, essa é uma lista de livros que você talvez não tenha lido ainda. Então, não vão estar nela livros mais populares como Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, etc. Não que essas séries não sejam ótimas, mas elas já são bastante conhecidas, não é?

Obs: Algumas das distopias nessa lista já foram mencionadas no post sobre autores de distopias. Estou falando delas de novo porque eu gosto muito delas. 🙂

Então, sem mais delongas, vamos começar:

1 – Starters, de Lissa Price

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Starters de Lissa Price é uma distopia sci-fi, publicada em 2014 pela Novo Conceito, e a continuação, Enders, também já foi lançada. O livro conta a história de Callie, uma jovem que vive em um mundo que foi devastado pela Guerra dos Esporos, em que todas as pessoas entre 20 e 60 anos foram mortas. Callie, seu irmão, Tyler e seu amigo, Michael vivem escondidos, lutando contra rebeldes.

A única esperança de Callie é Prime Destinations, uma empresa que aluga corpos de adolescentes para uso de Terminais – idosos que desejam ser jovens novamente. Callie concorda em ser uma doadora, mas o microchip implantado nela falha e ela acorda na vida de sua locadora.

O primeiro livro, Starters, é bem escrito, divertido e a leitura é bem rápida (eu, por exemplo, li em um dia só). O conceito de alugar um corpo para outra pessoa já havia sido explorado antes na ficção, como na série Dollhouse, mas a autora sore trabalhar o tema de forma a torná-lo algo bastante original.

2 – Encarcerados – Fuga de Furnace, de Alexander Gordon Smith

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Encarcerados – Fuga de Furnace, de Alexander Gordon Smith, é uma distopia lançada em 2012, pela Editora Benvirá. As sequencias, Solitária e Sentença de Morte também foram lançadas, e eu AINDA ESTOU ESPERANDO os outros livros da série (estão prestando atenção, Benvirá?). O protagonista do livro, Alex Sawyer, vive em um mundo em que delinquentes juvenis são enviados para a Penitenciaria de Furnace, um lugar pior que o inferno.

Alex, junto com seus colegas prisioneiros Zee e Carl, traçam um plano para escapar da terrível situação em que se encontram e voltar ao mundo da superfície. Mas, obviamente, escapar da Penitenciaria de Furnace não é tão fácil assim.

Encarcerados é um livro muito tenso. As descrições da prisão me deixaram incomodado de verdade, e o segundo livro é ainda mais angustiante. Estou na torcida para que essa série ganhe uma adaptação, porque a leitura passa muito bem as sensações de restringimento que os personagens sente, e na tela isso ficaria ainda mais excruciante.

3 – Mentes Sombrias, de Alexandra Bracken

Mentes de Sombrias, de Alexandra Bracken, é uma distopia lançada em pela Editora iD. Infelizmente, as continuações, intituladas Never Fade e Into The Afterlight ainda não fora lançadas. No livro, um vírus que afeta apenas as crianças varre o mundo e mata grande parte da população infantil. As que não morrem, desenvolvem habilidades sobre-humanas.

Ruby, a protagonista do livro, é uma dessas pessoas com habilidades incríveis, e é enviada para Thurmond, um campo de reabilitação criado pelo governo com a intenção de controlar esses adolescentes e utiliza-los como armas. Ruby e alguns dos outros habitantes de Thurmond, consegue escapar e precisa fugir não somente da polícia, mas também de caçadores de recompensas.

É realmente uma pena que a Editora ID ainda não tenha lançado os outros livros dessa trilogia no Brasil, porque ela foi uma das que eu mais gostei de ler. Alexandra Bracken é uma ótima autora e tomara que com o sucesso que o novo livro dela, Passenger, está fazendo, as editoras prestem mais atenção aos livros dela.

4 – Reboot, de Amy Tintera

Reboot, de Amy Tintera, é um distopia sci-fi lançada em 2015, pela Galera Record. No livro, um vírus desola o estado do Texas, e as vítimas mais jovem da doença voltam à vida após morrerem. Os chamados Reboots são mais fortes, rápidos e mais resistentes do que os humanos normais. Uma organização chamada CRAH (Corporação de Repovoamento e Avanço Humano) utiliza os Reboots como agentes especiais, principalmente na captura de outros Reboots.

A Reboot mais forte da CRAH, Wren, segue as ordens da organização a risca, até o dia em que a chegada de um novo Reboot, um jovem chamado Callum, leva Wren a contestar tudo o que ela achava que sabia sobre a organização que controla sua vida inteira.

Eu li Reboot faz pouco tempo, e já entrou pra minha lista dos melhores que li este ano. Já estou morrendo de vontade de ler a continuação, Rebelde, que foi lançado pela Galera Record agora em Março, porque o final me deixou cheiro de curiosidade.

5 – A Ilha dos Dissidentes, de Bárbara Morais

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E completando a lista, minha distopia nacional favorita, A Ilha dos Dissidentes, de Bárbara Morais. Lançado pela Editora Gutenberg em 2013, o primeiro livro da Trilogia Anômalos conta a história de Sybil, uma adolescente que vive na União, um país devastado pela guerra. Após um naufrágio, do qual ela é a única sobrevivente, Sybil descobre que é uma anômala (um grupo de pessoas com mutações genéticas que tem habilidades sobre-humanas).

Sybil é então transferida para Pandora, uma cidade populada apenas por anômalos, e precisa se adaptar á uma nova realidade, cercada por pessoas com poderes incríveis, e com o preconceito que os anômalos sofrem.

Eu já falei aqui no blog o quanto eu adoro a Trilogia Anômalos, tanto que tenho todos os livros autografados pela Bárbara Morais, que inclusive é uma fofa. Mas eu não canso de repetir o quanto essa trilogia me impressionou, principalmente porque eu ainda não tinha visto nenhum livro nacional explorar o tema distopias antes.

Bom, é isso. Essa é a minha lista de distopias que eu gostaria de ver mais gente falando sobre. E vocês? Já leram algumas delas? Conhecem alguma distopia que eu não listei? Não deixem de comentar!

E continuem acompanhando o Especial de Distopias do La Oliphant, até o final do mês de Março!

Literaría 20mar • 2016

Distopias no Cinema

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Mais um dia, mais um post sobre distopias aqui no La Oliphant! E dessa vez, decidimos trazer pra vocês uma lista de filmes que exploram universos distópicos. Resolvemos nos limitar a apenas 5 filmes porque existem muitos, muitos mesmo filmes nesse gênero, sabe?

E pra deixar bem claro, decidimos também não incluir filmes que foram baseados em livros, porque não queriamos ficar naquela mesmice de Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, etc. Afinal de contas, nem só de livros vive o gênero de distopias, né? Né.

Bom, então, sem mais delongas, vamos começar a lista:

1 – O Preço do Amanhã

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Começando com o mais recentes dos filmes, O Preço do Amanhã, dirigido por Andrew Niccol e lançado em 2011. Estrelado por Justin Timberlake e Amanda Seyfried, o filme se passa num futuro em que as pessoas param de envelhecer quando atingem 25 anos, e morrem no ano seguinte. Para a parcela mais rica da população, é possível comprar mais anos. O personagem do Justin Timberlake, Will Salas, é acusado de assassinato e começa uma fuga das autoridades, levando a personagem de Amanda Seyfried, como refém.

O filme não é tão icônico quanto os outros nessa lista, afinal ainda é muito recente. Mas é uma ideia bastante original executada com bastante atenção aos detalhes. Tenho certeza que, com o passar dos anos, O Preço do Amanha vai ser lembrado como um filme importante no gênero distópico.

2 – A Ilha

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A Ilha, dirigido por Michael Bay, e estrelado por Ewan McGregor e Scarlett Johansson, é uma distopia sci-fi lançada em 2005. O filme se passa num futuro (mais especificamente em 2019), em que clones de pessoas ricas e influentes são mantidos isolados, para servirem como um banco de orgãos. O personagem de Ewan McGregor, Lincoln Six Echo, decide escapar da estrutura onde os clones são mantidos e leva consigo a personagen de Scarlett Johansson, Jordan Two Delta.

O filme foi alvo de uma grande controvérsia quando os criadores do filme B de 1979, Romance ou Pesadelo, originalmente intitulado Parts: The Clonus Horror processaram o estúdio, já que o enredo dos dois filmes é praticamente idêntico. O processo foi resolvido fora dos tribunais, e os estúdios Dreamworks acabou pagando aos criadores de Parts uma quantia não divulgada.

3 – Os 12 Macacos

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Os 12 Macacos é um filme de ficção científica dirigido por Terry Gilliam, lançado em 1995. No filme, um prisioneiro, interpretado por Bruce Willis, é mandando de volta no tempo para reunir informações sobre o vírus que matou a maior parte da população do planeta.

O filme fez bastante sucesso, tanto com o público, como com a crítica. Em 2013, o canal americano Syfy anunciou que estariam produzingo uma adaptação do filme, também intitulada 12 Monkeys. A série teve sua estréia em janeiro de 2015 e em março do mesmo ano foi renovada para uma segunda temporada.

2 – Mad Max

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Mad Max é uma série de filmes pós-apocalípticos, criada pelo diretor australiano George Miller. A série, composta pelos filmes Mad Max, Mad Max 2: A Caçada Continua, Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, e Mad Max: Estrada da Fúria, seguem o personagem Max Rockatansky, (interpretado por Mel Gibson nos 3 primeiros filmes, e por Tom Hardy em Estrada da Fúria) e sua jornada por um mundo devastado por guerras e desastres naturais.

A série é considerada uma das mais influentes do gênero, e já foi citada por vários diretores como Guillermo Del Toro, David Fincher e James Cameron como sendo uma grande influencia em suas carreiras. O quarto filme da série, Mad Max: Estrada da Fúria foi muito elogiado pelos críticos e ganhou 6 estatuetas no Oscars 2015.

1 – Matrix

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E fechando a lista, é claro, a série Matrix! A série de filmes criada pelas Irmãs Wachowski (sim, irmãs) é provavelmente a mais conhecida entre o gênero de distopias sci-fi. Centrado em um futuro em que os humanos são dominados por maquinas, através de uma realidade simulada, chamada de Matrix. O protagonista Neo (interpretado por Keanu Reeves) é um hacker, que é convocado a se juntar a uma rebelião contra as máquinas.

A série foi, e continua sendo uma das mais icônicas quando se trata de distopia sci-fi. Além disso, os filmes serviram para estabelecerem as irmãs Wachowski como os grandes nomes que são hoje. Depois de concluírem a trilogia, elas tambem escreveram filmes como V de Vingança, A Viagem e a série original do Netflix, Sense8.

Então, é isso. Esses são alguns filmes que nós achamos importante destacar entre os vários desse gênero. Continuem acompanhando aqui no La Oliphant os outros post desse especial, até o final do mês!

Resenhas 29fev • 2016

Paralelos, por Leonardo Alkmim

Antes de mais nada, preciso admitir uma coisa meio vergonhosa: Eu não li esse livro até o final. Eu sei, eu sei, acreditem, eu realmente não gosto de resenhar um livro sem ter lido ele do começo ao fim. Mas, infelizmente, dessa vez, fui forçado a quebrar essa minha regra.

Pra começar, vamos a uma descrição do livro. Paralelos é um livro de ficção científica nacional, escrito por Leonardo Alkmim, lançado pela Geração Editorial em 2015. O livro conta a história de Alexandre e Victor, irmãos gêmeos que sofrem um acidente de carro. Alexandre morre e Victor sobrevive, mas, ao despertar em uma dimensão paralela, Alexandre descobre deveria ter sobrevivido, e seu irmão deveria ter morrido em seu lugar.

Esse engano coloca em risco o funcionamento de todo o universo. Então, em dimensões diferentes, os irmãos precisam lutar para restaurar o equilíbrio do universo.

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Vamos, primeiro falar dos ponto positivos do livro. A escrita é muito boa. Sério, é muito boa mesmo. O autor consegue passar com facilidade as emoções que os personagens estão sentindo, o que facilita o envolvimento do leitor com o enredo. A cena do acidente, em particular, foi agoniante de ler.

Outro ponto positivo é a narração. Os personagens tem vozes distintas e cada um contribui com a história de uma forma diferente. Alexandre, principalmente, é um excelente narrador. As partes narradas por ele são divertidas, pois realmente parece que estão sendo escritas por um adolescente, mas ainda sim, são bastante cativantes, já que ele é um adolescente bastante inteligente.

Além disso, fica evidente no texto o quanto o autor se dedicou a escrita do livro. A nota introdutória do livro explica que o autor concluiu esse livro após passar por uma experiencia de quase morte. E fica bem claro na leitura que essa experiencia afetou a sua percepção da vida e da morte, e que ele a aplica de ótima forma na sua escrita.

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Mas infelizmente, esse livro realmente não é pra mim. Eu não sei se fui eu que entrei nessa leitura com expectativas erradas, ou se simplesmente peguei esse livro em um momento ruim, mas simplesmente não consegui mergulhar de cabeça nessa história como gostaria.

O problema que tive com esse livro é o mesmo que já tive com outros, principalmente os livros do Paulo Coelho. Os conceitos filosóficos e religiosos que o autor quis passar para o leitor se tornaram mais importantes do que a história em si. Eu imagino que existam vários leitores que gostem desse tipo de livro, mas infelizmente eu não sou um deles. Principalmente quando o livro é marcado como sendo uma ficção científica.

Além disso, e isso é uma crítica bastante pessoal (pra falar a verdade, é uma bobeira minha mesmo), certos momentos do livro me deixaram tenso. Eu acho que existe um certo limite de quanto tempo um ser humano consegue ler alguém descrevendo como é morrer sem começara sentir angustia, sabe?

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Sinceramente, eu estou muito decepcionado comigo mesmo. Paralelos é um livro bem escrito, interessante, envolvente, e eu simplesmente peguei ele em um momento ruim. Com certeza vou dar uma outra chance a ele num futuro próximo, pois ele sem dúvida merece.

E se você gosta de livros bem escritos, bem narrados e que se aprofundam em assuntos filosóficos, por favor, leiam esse livro. Aposto que você vai curtir bastante.

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