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Resenhas 11abr • 2019

Nada Fácil, por Radhika Sanghani

Sempre que a Ellie se envolve em uma nova confusão eu fico me perguntando se a minha vida aos 22 anos era tão agitada assim. Nesta hilária continuação de Virgem, a nossa protagonista está explorando sua sexualidade através de encontros casuais e perfis em sites de relacionamento e assim como toda garota que acabou de descobrir o sexo, ela tem muitas dúvidas, muitas aventuras e muitas situações constrangedoras para contar.

Sanghani tem um jeito único de dar vida a sua protagonista. Uma das coisas que eu mais gosto é a autora não medo de abordar assuntos como masturbação e relacionamentos complicados e que faz isso de uma maneira tão leve e descontraída que é praticamente impossível você não se envolver com o enredo. É muito gostoso você ler um livro que trata a sexualidade feminina de um jeito tão normal e divertido ao mesmo tempo. Leia mais

Entrevistas 16fev • 2019

Radhika Sanghani sobre o seu romance de estreia, Virgem

Eu estou muito ansiosa para falar sobre Radhika Sanghani com vocês. Minha primeira experiencia de leitura com ela foi a mais maravilhosa possível e, se você chegou a passar perto da minha resenha de Virgem, provavelmente sabe o quanto eu sou completamente apaixonada pela forma como ela escolheu retratar a sexualidade feminina.

Agora que a Rocco finalmente anunciou a continuação dessa aventura – algo que eu realmente não acreditei que fosse acontecer tão rápido, eu resolvi traduzir uma entrevista da Sanghani com a Emily Nabney, do site The Boar, para que vocês pudessem conhecer um pouco mais sobre quem é essa autora maravilhosa que abriu um caminho na literatura para que possamos discutir sobre sexualidade deixando os tabus de lado. Leia mais

Resenhas 15dez • 2017

Virgem, por Radhika Sanghani

“A todas que já sentiram a dor de uma depilação a cera”. Se você já não sentiu vontade de ler esse livro apenas por causa dessa frase, eu não sei mesmo o que tem de errado com você. Virgem é o primeiro livro de uma série – ou – trilogia de mesmo nome que caiu no meu colo graças a editora Rocco. Eu confesso que não sabia o que esperar da leitura, mas o título e a sinopse foram mais do que suficientes para me instigarem. E não é que valeu a pena? Radhika Sanghani é dona de uma escrita divertida e sua personagem Ellie reúni TODAS as inseguranças que uma garota pode ter na vida, inclusive sobre perder a sua virgindade.

Eu não esperava me divertir tanto com uma leitura, muito menos conseguir me identificar tanto com Ellie mas, a magia da escrita de Sanghani está nos diálogos e situações maravilhosas que ela cria para o seu enredo, tornando a Ellie uma personagem real, muito parecida com qualquer garota que, um dia, se sentiu insegura sobre qualquer coisa na vida. O enredo tem um desenvolvimento rápido, mas não chega a ser corrido a ponto de incomodar o leitor. Além disso, a autora compensa as pequenas falhas do livro com situações inusitadas e diálogos que não tem como você segurar o riso.

Queria muito chamar atenção para o fato de que Virgem é um livro sobre inseguranças e a necessidade que nós temos de ser aceitos por outras pessoas. Ellie é a personificação de todas as inseguranças que nós mulheres tivemos ou ainda vamos ter na vida e talvez seja por isso que eu me identifiquei tão rápido com ela. Radhika Sanghani criou uma personagem que deseja ter o controle da sua própria sexualidade, porém, seus medos e receios são tantos que ela acaba metendo os pés pelas mãos mais de uma vez tentando acertar. E quem nunca errou não é mesmo?

“- Pare já de se sentir mal com você mesma, Ellie Kolstakis – ela disse, imitando uma mãe, antes de apoiar a caneca e me olhar nos olhos. – Quando você não está reclamando de como sua vida é medíocre,  você é engraçada e muito divertida. Por isso acho que você deveria tomar um banho e sentar comigo no sofá para assistir aquela nova série pela qual todos estão obcecados e depois nos arrumarmos para a festa. Que tal?!”

O ponto forte do livro é perceber como a Ellie sofre com os padrões, com as coisas que ela acredita que devem ser o certo e a forma como a rejeição a afeta. Eu gostei muito da construção da personagem ao longo do livro. Sanghani teve todo um cuidado para manter a personagem o mais real possível, fazendo-a passar por experiências que todas nós, mulheres, já passamos um dia e aprendendo a ganhar sua própria autoconfiança. Quando você acha que o enredo é apenas sobre “perder a virgindade”, Sanghani faz você perceber que as inseguranças de Ellie são muito mais profundas do que ela mesma – a personagem – percebe.

Eu tenho muitos problemas com narrativas em primeira pessoa, não vou mentir. Ficar na cabeça de Ellie o tempo todo às vezes era um pouco cansativo, mas a autora compensa muito com os diálogos do livro, que são ótimos. Os personagens secundários também não deixam a desejar, e a autora não perde tempo em explorar o relacionamento de Ellie com suas amigas e também com o “boy” por quem ela acaba se interessando na história. Eu gostei que ela não tenha deixado ser algo superficial, focando a penas na virgindade em si, mas também dando um background emocional para o interesse romântico e as amigas de Ellie.

“- Desculpe, Ellie – ele balbuciou e parou. Respirou fundo e continuou. – Eu acho que sou gay.
– O QUE? – Soltei um grito agudo. – Você é gay? E acaba de me beijar? Porque? Ai meu deus! Eu fiz isso?”

Virgem foi uma das experiências de leitura que eu mais gostei este ano. Essa escrita leve com diálogos que me fizeram rir até a barriga doer eram tudo o que eu estava precisando ultimamente. Radhika Sanghani pegou um tema “complicado” e o desenvolveu com uma maestria sensacional, envolvendo o leitor de tal forma que você não consegue largar esse livro de jeito nenhum. Mal posso esperar para que o segundo livro chegue logo no Brasil para que eu possa descobrir o que essa personagem vai aprontar a seguir.

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