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Lista 16jul • 2017

5 dicas para quem está auto publicando o seu livro

Mais uma vez eu estava lendo alguns artigos sobre como escrever meu próprio livro antes de realmente começar a escrever e, em uma das minhas buscas eu me deparei com esse artigo escrito pela Lisa Kaye Presley, autora do livro “The Wait”, onde ela contava um pouco sobre a sua jornada como escritora.

Como autora auto publicada, Presley conseguiu muito sucesso no mercado editorial com o seu livro e, por achar a sua experiencia com a escrita muito interessante, eu resolvi traduzir a sua publicação no site Writers Digest, afinal, é sempre bom conhecer a experiencia de outros autores antes de sair se aventurando no mercado editorial, não é mesmo?

Confira abaixo a tradução da publicação:

É difícil acreditar que, aos 57 anos, eu estou do outro lado da mesa, lançando a minha primeira ficção histórica, “The Wait”. Estar na frente de mais de 100 pessoas falando sobre um sonho de uma vida toda foi, em uma palavra, surreal! Uma semana antes disso, eu estava na frente do Landmark Booksellers em Franklin, Tenneessee, onde mais de 100 mil pessoas passaram durante o Franklin Main Street Festival  e, onde muitos pararam para obter informações sobre o meu próximo livro. Não consigo nem acompanhar as portas que estão abrindo para mim.

Como eu cheguei aqui? Bem, exatamente como eu li em tantos artigos e blogs no Writer’s Digest e, agora estou sentada aqui escrevendo sobre o meu sonho ter se tornado realidade. Não vou dizer-lhe que tive sorte (acredite, a sorte não teve nada a ver com isso), ou que eu conheci agente certo ou que uma editora me assinou. Não, eu não vou dizer nada disso porque eu sou uma autora auto publicada. A minha história é uma em que a protagonista (eu) e a antagonista (vida) estão em desacordo desde o início da minha jornada. O trabalho duro e a oração me trouxeram aqui, do outro lado de um lançamento de livro, segurando meu livro em minhas mãos, preenchendo solicitações de compra no meu site e assistindo minhas vendas na Amazon, Barnes & Noble, etc. (tudo enquanto mantenho meu emprego de período integral).

Aqui está um breve resumo sobre mim. Eu não sou uma estudiosa. Saí da escola com 17 anos; Me casei (não precisava, mas casei); Fiz supletivo; Fiquei grávida; Fui abandonada pelo meu companheiro; Criei uma criança sozinha por oito anos; Finalmente, me casei novamente; Me divorciei aos 43 anos; Fui demitida três vezes dentro de 15 anos, e finalmente consegui trabalhar no meu trabalho dos sonhos – como assistente de um advogado de renome nacional ganhando mais dinheiro do que eu nunca pensei, tudo com apenas um supletivo. E o tempo todo escrevendo. Sempre. Foi a única coisa que manteve meus pés no chão e minha cabeça fora de um forno a gás! Eu digo tudo isso para que você saiba se eu posso fazer isso, qualquer um pode.

Isso não acontece da noite para a dia, meus amigos. Primeiro, você precisa ser sincero sobre sua escrita. Se eu tivesse que fazê-la novamente, eu teria me concentrado mais nas regras de escrita e gramática. Eu sabia que minhas histórias eram boas, mas também sabia que a mecânica da minha escrita era o que me impedia de ter sucesso.

Quando eu finalmente tive o meu manuscrito profissionalmente editado, percebi que os agentes que eu tinha submetido ao longo dos anos provavelmente receberam duas frases nas minhas cartas de consulta e pararam por causa da má gramática e dos erros. Leve a sua escrita a sério! Trate-a como se estivesse escrevendo uma carta ao Presidente dos Estados Unidos da América. Você enviaria uma carta ao Presidente com erros de pontuação? (Não responda isso.)

Aqui estão algumas dicas da minha jornada:

Melhore a sua escrita

Vá para aulas, baixe podcasts, participe de seminários on-line e dirija-se a conferências. Escrever corretamente é tão importante quanto ter uma boa história. Conheça o ponto de vista e corrija a formatação. Você economizará muito tempo se você formatar corretamente ANTES de começar a escrever.

Com essa nota, deixe-me dizer uma coisa: Não fique sobrecarregado com regras rígidas e rápidas. Deixei que isso acontecesse comigo até o ponto de deixar de escrever e eu abandonei a escrita por anos. Eu pensei, nunca poderei competir com esses escritores que têm todos esses títulos. Por que eu deveria me incomodar? Ouça-me agora: NÃO seja engolido por essa negatividade. A dúvida de si mesmo será seu maior inimigo. Quando ela chegar, fique de pé e diga: “EU POSSO fazer isso. Talvez não amanhã, mas posso fazer isso!”

Crie um site profissional e escreva!

Seja proficiente em sua escrita. Não pense que é apenas um blog. Você nunca sabe quem pode estar lendo. Faça o mesmo com Twitter, Facebook, Instagram, Goodreads, etc. No mercado de hoje, é uma obrigação.

Revise, revise e revise um pouco mais!

Como mencionei anteriormente, não sou bem treinada quando se trata de gramática e pontuação. Eu sou autodidata e sei que minha fraqueza é minha habilidade técnica, então eu sempre tenho uma ou duas pessoas aprovando tudo o que escrevo. Acredite, os geeks da gramática estão lá fora, e eles vão te destruir. Não posso dizer quantas vezes as pessoas comentaram na minha página do Facebook quando viram um erro flagrante que um escritor fez em um blog, em uma publicação no Facebook ou no Twitter. Uma vez que você perde um leitor, eles estão perdidos para sempre.

Contatos, contatos, contatos e mais contatos.

Você nunca terá amigos demais. Vá ao encontro de algum escritor, entre para um clube de livros. Seja o que for que você faça, você deve criar uma rede de pessoas antes de pensar em colocar um livro no mundo. É uma questão de círculos concêntricos. Crie um círculo interno, e todas as pessoas nesse círculo tenham uma esfera de influência em outros círculos de pessoas e amigos, e essas pessoas têm seu círculo de amigos, e isso continua. Esta foi provavelmente a melhor coisa que fiz ao longo dos anos. Eu tenho um enorme grupo de amigos, principalmente pessoas que conheci em caminhadas e com quem trabalho, que são leais e querem me ver bem-sucedida. (Além disso, se você tem um conhecido que parece sempre falar coisas negativas para você – Corra! Seus amigos oferecerão críticas construtivas e não te derrubarão sempre que tiverem a chance.)

Tenha um manuscrito profissionalmente editado.

Faça sua pesquisa. Se você está escrevendo uma não ficção, procure alguém que tenha trabalhado com o gênero que está escrevendo ou edite esse tipo de livro. Se você está escrevendo ficção, certifique-se de não contratar alguém que, em sua maioria, edita livros de não-ficção. Seja esperto. Pesquise. Descubra o que eles editaram. Encontre o ajuste certo e, não importa o custo, será o melhor dinheiro que você vai gastar durante sua busca. Eu fiz, e sempre vou agradecer a Michael Garret por me fazer uma escritora melhor.

Olha, eu ainda estou aprendendo sobre todo esse negócio também. Eu, de modo algum, sou um especialista, mas estou feliz em compartilhar o que aprendi com vocês porque é assim que aprendi; Lendo sobre os sucessos dos outros e como eles o fizeram. É tudo sobre transmitir o amor, pessoal. Esta não é uma corrida; É uma jornada. Espero que sua jornada o leve a grandes alturas e sucessos.

Este texto foi originalmente publicado no site Writers Digest. O La Oliphant é responsável apenas pela tradução do mesmo.

Clube Nacional 09maio • 2017

Como construir universos fantásticos

Então, você está pronto para escrever uma ficção científica ou livro de fantasia. Mas por onde começar? Muitos escritores começam criando um mapa, ou pesquisando algum corpo celestial distante. Seis romances em minha especulada carreira de ficção, descobri que crio meu melhor trabalho quando começo a construir meus mundos fantásticos, começando não com sistemas mágicos ou geografia, mas com um único personagem. E aqui está o porquê desse método ser tão bem-sucedido para mim.

Faça as perguntas certas.

Quando você começa seu processo de construção de mundo, criando primeiro um personagem e, em seguida, perguntando que tipo de mundo criou esse personagem, você se concentra nas partes do mundo que mais importam para as pessoas nele. Isso significa gastar menos tempo na pesquisa que você não vai usar. Eu olho para o meu worldbuilding e criação de personagens como processos interligados. Eles não – na verdade, não podem! – existir de forma independentemente um do outro.

Conforme eu vou dando forma ao meu personagem, o mundo, também, começa a ganhar um foco mais nítido. Se eu criar um assassino do governo qualificado que tem a tarefa de trazer desertores de uma guerra de séculos, eu tenho que me perguntar o que é a guerra. Se é sobre a falta de recursos, como é esse mundo? Seco, empoeirado, baixo em metais? Se um planeta é baixo em metais, como sua tecnologia avançaria? O que eles usam para alimentar seus veículos? Se o seu grande navio tivesse colidido? Qual seria a possibilidade deles voltarem para casa? Isso mudaria suas crenças?

Superando o desafio.

A maioria das abordagens para construir novos mundos pede que você preencha longos questionários sobre geografia, sistemas de magia e níveis de tecnologia, estruturas sociais, governos, como as pessoas se cumprimentam, as línguas que usam…A lista é infinita. Mas quanto você realmente vai usar no seu romance? Quanto disso tudo é realmente relevante?

As primeiras cinquenta páginas de uma ficção científica ou romance de fantasia são o que um dos meus editores chama de “o Desafio“. É nestas primeiras páginas vitais que os leitores devem orientar-se para um novo mundo, completo com sociedades e ecologias únicas. Jogar todas essas informações para os leitores em longos pedaços de narrativa logo no começo do enredo esmaga a maioria dos leitores. Poucos serão capazes de passar as primeiras cinquenta páginas.

Para dissuadir essa tendência de despejar informações sobre o meu leitor logo no começo da história, eu faço um mapa bastante detalhado do meu mundo antes de começar a escrever; Eu sabia que os mundos seriam habitados inteiramente por mulheres, cujos corpos dependiam de partes da nave para sobreviverem. Eu queria que as duas sociedades primárias fossem habitantes da superfície que se organizassem em estados autoritários. Mas os detalhes nítidos de como as pessoas comiam, o que usavam e como os navios funcionavam era algo que deixei para eu descobrir durante o processo de escrita.

Ação sobre exposição

Centralizar seus personagens em seu processo de construção de mundo irá ajudá-lo a obter todos os detalhes de como o mundo funciona sem muita exposição. Em The Stars are Legion, eu me concentrei em descrever o que meus personagens estavam fazendo e o que estava guiando suas histórias, em vez de confiar em longas descrições expositivas sobre seus arredores. Mostrando como elas interagem com a nave dá ao leitor informações sobre seus arredores sem parar a dinâmica da história.

Considere esta passagem, quando Zan, que despertou sem memória entre estranhos, foge de seus captores para explorar o navio e encontra-se em um hangar cheio de veículos:

“O veículo olha para mim com um olho laranja. Eu sinto pena dele, bufando aqui sozinho no hangar, vazando fluido vital. Caminho até a bancada de trabalho e, assim como na sala de treinamento, minhas mãos se movem por vontade própria com alguma memória latente. Eu sei como consertar esse veículo triste, e esse conhecimento me dá um prazer muito maior do que saber como bater em alguém.

Eu corto e costuro e esfrego o bálsamo através de um comprimento longo da tubulação do veículo. Tem uma textura e consistência em algum lugar entre o intestino e o cordão umbilical; O conhecimento de que eu conheço a textura de ambos é sóbrio. Há um monte de tubos em uma caixa quente na bancada. Eu sei onde tudo está, e eu sei os nomes das ferramentas: bisturi, haystitch, speculum, forebear.”

Essas observações nos mostram muitas informações sobre o mundo e o passado nebuloso de Zan. Aprendemos que esses veículos são orgânicos: eles têm olhos e vazamento “fluido vital”. Zan descobre que esteve presente em nascimentos e mortes violentas, porque sabe o que sentem tanto os intestinos como as cordas umbilicais. Observe também como as palavras inventadas que eu introduzo neste mundo são dadas dentro do contexto para torná-las mais fáceis de entender. Sabemos que “haystitch” e “forebear”, como usados aqui, referem-se a tipos de ferramentas, sem explicitamente descrever exatamente o que eles parecem ou o que fazem.

Ligando os Pontos.

Pode ser tentador deixar que os personagens caiam na sensibilidade do mundo moderno em seu mundo cuidadosamente construído. Resista a tentação! O que seus personagens acham estranho – ou normal – lhe dirá muito sobre o mundo ao seu redor. Se o seu personagem comenta como é estranho para a água sair de uma torneira, mas não bate um olho quando um inseto cruza a estrada à frente deles, ele lhe diz algo sobre seu mundo.

Ao longo de seu processo de escrita, também tenha em mente que as sociedades que você cria e a geografia que habitam afetarão um ao outro profundamente. Se você criar um mundo onde as mulheres vão à guerra ao lado dos homens em números iguais, você precisará responder à pergunta de quem está em casa fazendo o trabalho duro de alimentar esses exércitos, fazer suas armas e dar à luz aqueles soldados. Se você criar um planeta de gelo aquecido por uma estrela distante, você precisará responder à pergunta de como essas pessoas se alimentam e se aquecem. Quanto mais conectado estiver seu mundo, mais provável será que o leitor se envolva  a longo prazo com o seu enredo.

Créditos de Imagem: Imagem, Imagem, Imagem, Imagem,

Esta publicação foi escrita por Kameron Hurley e originalmente publicada no site Writers Digest. Hurley é a autora da coleção “The Geek Feminist Revolution”, bem como a premiada Trilogia “God’s War” e a saga “The Worldbreaker”.

Clube Nacional 06maio • 2017

Como ganhar dinheiro escrevendo: Qual o valor do seu livro?

Escrevi vários livros e publiquei alguns deles. Eu tive um grande sucesso considerando meu pequeno status como uma autora independente ou auto publicada. Eu superei de longe as minhas expectativas de venda do livro, e consegui encontrar duas maneiras distintas de fazer uma vida rentável como uma autora publicada.

Não só isso, mas eu tive que aprender a traduzir esse valor para o público certo. E isso era muito mais difícil do que escrever ou editar qualquer romance. Eu já disse isso antes, mas vou dizer novamente: como um autor, você não é um artista, você é um empreendedor. Um pequeno empresário, que provavelmente usou seu próprio capital para investir em sua nova empresa. E esse é um cenário completamente diferente do que ser “um escritor”.

Então, qual é o verdadeiro valor do seu livro?

Vamos começar sendo honestos. Seu livro consegue agregar um valor maior para o consumidor do que a média de preços? Você não pode responder dizendo: “Eu trabalhei muito duro para escrever esse livro e as pessoas devem querer comprá-lo”, ou talvez, “É uma ótima história, é claro que vai trazer valor para o leitor.” Por mais tudo isso possa ser verdade, quantas vezes você comprou um produto porque o dono da loja parecia ter trabalhado muito duro para começar o próprio negócio? Provavelmente só se você for um amigo muito próximo dele. Então aqui vão algumas considerações:

  • O visual do seu livro (capa, logotipo, maraca do livro, edição etc) traz algum tipo de valor estético para o leitor?
  • Você tem contato contínuo com os seus leitores através das redes sociais de forma que os mesmos se sintam inspirados pelo seu trabalho?
  • Quanto do seu tempo foi dedicado melhorando suas habilidades de escrita e marketing?
  • Você tem alguma plataforma única para falar sobre o seu trabalho de uma forma mais específica?
  • Você retribui a sua comunidade ou aos fãs de alguma maneira única através do seu tempo, conhecimento, ou livros físicos de graça, ou com um desconto?
  • Quais estratégias foram criadas para conquistar novos leitores e criar uma fidelidade com aqueles que você já conquistou? As coisas que você publica online incentivam o compartilhamento do seu trabalho?
  • A sua história é diferente o suficiente para fazer com que seus leitores se tornem seus fãs?

Isso deve levá-lo a pensar e responder a algumas perguntas básicas sobre você e sua pequena empresa. Quando eu comecei, eu tinha certeza que eu tinha o próximo NY Times Bestseller em minhas mãos. Mas eu só fui rejeitada por 98 agentes literários que me disseram que não podiam se conectar de nenhuma forma com a minha história.

Hoje, o meu livro é auto-publicado através da minha linha JME Books, onde tem feito muito bem no mercado. Esses agentes estavam errados? Não, claro que não. Na verdade, eles estavam absolutamente corretos em sua dedução. O livro tem um nicho de mercado apertado por causa de sua conexão geográfica local.

Se ele tivesse sido pego por uma imprensa tradicional, ele teria sido bombardeado no seu primeiro ano e arquivado para sempre. Eu provavelmente nunca escreveria mais uma palavra e estaria trabalhando em uma farmácia em algum lugar. Em vez disso, depois desse primeiro ano de bombardeio, eu descobri uma bela mensagem tecida dentro das páginas: BULLYING.

Este é o valor único do meu livro. Uma fantasia com anões e dragões que ensina crianças sobre a sua parte no bullying. Uma vez que meu valor foi determinado, era fácil suprir uma demanda.

Comecei a entrar em contato com as escolas sobre o meu programa anti-bullying. Eles prontamente me pagaram para fazer aparições e ofereceram para comprar exemplares do meu livro ainda na pré-venda, todos para a biblioteca da escola.

De repente, o valor do meu livro cresceu exponencialmente.

Meu livro não tinha mudado, apenas a mensagem que eu tinha construído que agora tinha foco em trazer algum tipo de valor para os meus leitores. Eu mesma dei um passo muito além para agregar mais valor através:

  • Criando um guia de estudo do livro para professores em formato de impressão e e-book.
  • Incluindo normas tanto no guia de estudo como na minha apresentação.
  • Fornecer às escolas um pacote pré-visita para incluir formulários de pedidos do livro, cartazes e vídeo introdutório.
  • Um cartão de agradecimento, uma pesquisa de qualidade do trabalho e um vídeo pós-visita para agradecer aos alunos

Minhas vendas aumentaram tremendamente e eu tenho uma renda que eu nunca previ no meu futuro. Minha paixão por crianças, ensinando e escrevendo se traduziu em um valor único que só eu posso oferecer.

Créditos de Imagem: Imagem, Imagem,

Esta publicação foi escrita por Jamie Engle e originalmente publicado no site Writers Digest. Jamie Engle ficou apaixonada por livros, e assim decidiu que se transformaria em uma autora.

Clube Nacional 06fev • 2017

Você está pronto para publicar seu livro?

Este ano eu completei o meu primeiro desafio do NaNoWriMo e escrevi cinquenta mil palavras de um livro que, até então, se chama “Never Ending”. Quando eu tomei a decisão de que iria me aventurar no mundo da escrita, meu primeiro impulso foi pesquisar e entender o mundo literário. Escolhi a narrativa que mais me agradava, me aprofundei nos meus personagens e busquei compreender melhor o universo que eu queria criar para contar aquela história. Nesse processo, eu acabei entrando em vários grupos do Facebook com autores que, assim como eu, estavam dando o seu primeiro passo – ou já tinham avançado bastante quando se tratava do seu livro.

Uma coisa que eu notei, principalmente depois de ter completado o desafio, é que muitos de nós, autores, não sabemos qual caminho seguir depois que passamos do processo de criação da história. E isso, não necessariamente, é um problema. O mercado literário brasileiro pode ser muito confuso para algumas pessoas, mas a verdade é que publicar uma obra é um processo e nós precisamos segui-lo passo a passo, mesmo quando a ansiedade de ver nosso livro numa prateleira da Saraiva nos consuma por dentro.

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Foi no meio dessa minha angustia de não saber o próximo passo que eu me deparei com um artigo do Chuck Sambuchino no Writers Digest, um dos sites sobre escrita que eu costumo acompanhar, que foi uma luz no fim do túnel sobre os passos que são precisos seguir depois que terminamos de escrever a nossa obra – e por “terminar” eu quero dizer quando você tem 100% de certeza que a sua obra está pronta.

Crie um “gatilho”.

O gatilho nada mais é do que algumas palavras que respondem a pergunta mais importante que qualquer autor vai responder nessa vida: “Sobre o que é o seu livro?” Essas palavras precisam ser tudo o que o leitor precisa para estar convencido de que seu livro é uma ótima escolha para ser a sua próxima leitura. O gatilho vai ser seu principal instrumento de divulgação da sua obra. Você precisa conhece-lo bem e gostar dele para que o use sem hesitação.

“Você precisa de um gatilho com 25 palavras, um parágrafo, aquela única página e então, tudo. Tudo isso é muito útil para você no futuro. O gatilho serve para pesquisas futuras, para criar um relacionamento com possíveis leitores, isso é, quando responde à pergunta “sobre o que é o seu livro””, explica.

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Pense no Marketing.

Quando você finalmente termina seu processo de escrita, o próximo passo é pensar em como você vai levar essa obra para os seus leitores. Muitos autores acreditam que suas obras são capazes de se venderem sozinhas, mas criar uma estratégia de marketing é importante para que você descubra a melhor forma de abordar o seu público e, principalmente, onde. “Parte desse plano de marketing é, naturalmente, sua presença on-line. Você tem um blog? Você tem um website? Você está no Facebook, Twitter, Goodreads? Você está mantendo-se com a indústria em constante mudança?”, diz Sambuchino.

Vamos falar sobre blogs e sites.

A maioria dos autores nacionais que eu conheço si quer tem uma página do Facebook. Falo isso porque trabalho com alguns no Clube Nacional, e a maioria que entra em contato comigo não tem um material de divulgação pronto, nem mesmo um link que possamos acessar para conhecer mais sobre o seu trabalho. Isso dificulta muito quando o leitor ou mesmo uma editara quer saber mais sobre o autor, ou até mesmo entrar em contato com ele para uma conversa.

Em seu artigo, Sambuchino levanta a questão da publicação: “Se eu não sou publicado, porque eu preciso de um blog ou um site?” Bom, provavelmente você não vai ter mais do que a sua biografia publicada, ou alguns prêmios que você ganhou ao longo do tempo e alguns pequenos contos que escreveu, mas mesmo que todo o seu conteúdo se resuma a uma breve biografia, é muito importante que você tenha um bom domínio. “Quanto ao conteúdo, nos conte um pouco sobre o seu livro. Nos dê um trecho do primeiro capítulo. É uma chance de criar sua personalidade pública. Você vai ser extrovertido e aberto? Engraçado? Misteriosamente distante? Uma vez que o livro é publicado, é quase tarde demais para obter essa presença na internet, então começar a obter essa presença antes de você mesmo terminar o manuscrito.”, afirma.

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Tenha um discurso aberto.

Compartilhe com as pessoas sobre a sua experiência como autor. Busque estar presente em eventos literários, conhecendo pessoas e compartilhando com ela um pouco do seu trabalho. Esteja seguro daquilo que você criou como autor e não deixe passar a oportunidade de mostrar um pouco do seu trabalho. “E assim você precisa preparar algumas apresentações, algo que diz um pouco sobre você e um pouco sobre seus livros. Você não pode sempre fazer uma leitura de seu livro e, vamos enfrentá-lo, muitos autores são inseguros sobre ler em voz alta. Ter algo interessante para oferecer por meio de uma apresentação é muito importante.”, acrescenta Chuck.

Por fim, não sejam um daqueles autores que só sabem criticar o meio editorial do país e mostrar o quanto estão trabalhando duro para serem publicados. Sejam o mais profissional que conseguirem e acreditem no trabalho que estão realizando. Mais importante do que outras pessoas aprovarem o seu livro, é você mesmo ter certeza de que a sua história vale a pena ser lida, por isso, não se abalem com as rejeições e sigam em frente com aquilo que acreditam.

E se você é autor e tem alguma dica que acha válida para os nossos autores nacionais, não deixem de colocar aqui nos comentários.

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