Posts arquivados em: Tag: Young Adult

Resenhas 18nov • 2018

Confissões de uma Garota Desastrada, por Emma Chastain

Se você estava procurando um livro com drama adolescente até o pescoço, Confissões de uma Garota Desastrada é o livro que você estava esperando. Eu já imaginava que fosse ser algo nesse estilo, mas eu realmente não imaginei que a Emma Chastain conseguiria a proeza de não desenvolver uma personagem que nem é tão complicada assim. Com diálogos básicos e uma escrita que não prende tanto, Confissões de uma Garota Desastrada acabou sendo muito menos do que eu estava esperando.

Eu acho que vale começar a falar sobre esse livro pela narrativa, certo? Todo o enredo é contado através das anotações de Chloe no seu diário e, como ela não escreve nada muito profundo ou muito interessante, a narrativa do livro é corrida e não entrega muito sobre a personagem principal, fora o fato de ela não ter realmente a menor ideia do que está fazendo – embora isso seja muito comum para um personagem na idade dela. Leia mais

Resenhas 01nov • 2018

Minha Versão de Você, por Christina Lauren

Minha Versão de Você, romance descrito como uma história “incrível e divertida” na contracapa, é de autoria de Christina Lauren e publicado aqui no Brasil pela Hoo Editora. É um livro de temática LGBTQ, um romance que, à primeira vista, já nos prepara para uma leitura voraz, daquelas onde não soltamos até a última página. Foi lançado em 2017 e fez aparição na famosa lista do New York Times.

Segundo a contracapa do livro, fãs de Fangirl (Rainbow Rowell) e Simon vs. A Agenda Homo Sapiens (Becky Albertalli) estão destinados a apreciar a leitura. Bem, dos dois livros mencionados, apenas li Fangirl e foi apaixonante, o que significa que comecei a leitura com expectativas altas de me apaixonar pela história – novamente – “incrível e divertida”. A capa do livro é simples, mas aquele céu estrelado e colorido tem seu charme. Para quem gosta de livros com folhas amareladas, já pode pegar esse para ler. Leia mais

Lista 09out • 2018

4 Contos de fadas obscuros para leitores de Young Adult

Vocês não acharam que eu ia deixar os leitores do blog sem algumas leituras trevosas para Outubro, não é mesmo? Confesso para vocês que eu não sou uma grande leitora de terror, na verdade, é um gênero bem ausente na minha estante por puro gosto pessoal misturado com muito cagaço porque eu fico impressionada com facilidade. Mas, o dia das bruxas é uma data muito legal para reviver releituras sombrias e eu realmente não estava afim de fora dela.

Eu posso não ser uma grande leitora de terror, mas eu sou uma grande leitora de releituras de contos de fadas e, não tem nada que eu goste mais quando o autor conta a história de um ponto de vista mais sombrio do que os roteiros da Disney. Embora não sejam livros de terror, o toque obscuro desses livros se encaixam muito bem nas listas de leituras daqueles que não estão dispostos a se arriscar nos suspenses arrepiantes e ainda tem o plus de serem leituras maravilhosas! Leia mais

Resenhas 30set • 2018

Céu Sem Estrelas, por Íris Figueiredo

O último livro lançado pela Íris Figueiredo, Céu Sem Estrelas, foi minha primeira leitura da autora. Eu a acompanho nas redes sociais há um tempo, conheço por nome e sinopse outras obras dela, mas essa publicação da Seguinte foi meu primeiro contato com a autora. E esse primeiro contato não poderia ter sido mais especial, mais forte e marcante. Tudo por conta da sensibilidade e honestidade com as quais Íris colocou nas páginas que contam a história de Cecília.

Já basta a capa ser linda demais, tanto pelas cores, quanto pela ilustração, a sinopse me chamou a atenção. E confesso que a propaganda feita por outros leitores e autores também me conquistou. Nunca mais verei um fusquinha azul com os mesmos olhos, apesar de sempre ter brincado disso, vejam bem. Essa leitura me deixou bastante sensibilizada em diversos momentos. Respirem fundo antes de mergulhar de cabeça nela. Leia mais

Resenhas 20set • 2018

A Gaiola Dourada, por Vic James

Foi bater o olho em A Gaiola Dourada, da Vic James, que eu já fiquei encantada com a capa. Não sei, até agora, se foi a Galera Record acertando ao manter a capa da versão paperback do livro, ou se for um Igual – personagens do livro que possuem habilidades, poderes – exercendo efeito sobre mim. O livro é o primeiro de uma trilogia, Dons Sombrios, e foi publicado esse ano aqui no Brasil. Se distopias são do seu interesse, talvez esse lançamento te agrade.

A história é contextualizada em um Reino Unido no qual você pode esquecer a rainha da Inglaterra e príncipes, pois o poder, literalmente, se encontra nas mãos de indivíduos nascidos com habilidades – e você aí, achando que é habilidoso por saber fazer miojo sem queimar a água. Esses indivíduos habilidosos podem fazer coisas incríveis, sendo elas positivas ou não e, por conta disso, governam o país como bem querem, mas de forma organizada, com parlamento e tudo. Nessa distopia, encontramos aristocratas, elitismo, herdeiros, coisas que trazem uma proximidade com nosso mundo atual, de certa forma, e facilitam a compreensão do universo da história, uma vez que esta possui muitos elementos. Leia mais

Resenhas 24jul • 2018

99 Dias: 1 Complicado Amor de Verão, por Katie Cotugno

Esse livro vai ser um pouco mais difícil de resenhar do que eu estava esperando. Confesso que quando eu peguei 99 dias para ler, eu achei que estaria lidando apenas com mais um clichê de triângulo amoroso apenas para passar o tempo. Mas não é que 99 Dias me pegou de um jeito que eu devorei a leitura em algumas horas? Katie Cotugno tem uma escrita viciante e, combinada com a sua narrativa deliciosa, eu mergulhei nesse drama adolescente de um jeito que eu não estava esperando. É montanha russa emocional que vocês queriam? Então é isso que vocês vão ganhar nesse livro.

99 Dias é um livro que me fez lembrar como nós somos cruéis. A nossa protagonista, Molly, trai o namorado com o irmão dele e, a partir do momento que a sua mãe resolve transformar isso em um livro e contar para todo mundo a vida pessoal da filha, Molly se torna automaticamente a “vadia suja” da história e não importa o que ela faça, todo mundo está com o dedo apontado para ela. Mas adivinha só, o mesmo não acontece com o Gabe, o irmão que participou ativamente de toda essa confusão. Sentiram a crítica do livro? Pois é. Leia mais

Resenhas 04jul • 2018

Sorte Grande, por Jennifer E. Smith

Aqueles que acompanham o blog há algum sabem que eu sou completamente obcecada pelos livros da Jennifer E. Smith. A forma profunda como ela escreve os seus personagens sempre me tocou e, se você já leu qualquer outro livro dela, provavelmente sabe que é muito difícil não se apaixonar pela escrita dela desde o primeiro capítulo. Apesar disso, Sorte Grande não teve um impacto tão positivo como eu estava esperando. Eu adorei a escrita da autora e a forma como ela desenvolveu seus personagens, mas alguma coisa nesse enredo simplesmente não funcionou para mim.

Eu tenho uma queda muito grande por Young Adults contemporâneos. É um gênero que sempre fala comigo de uma forma muito pessoal e, a maneira como Smith conseguiu construir a atmosfera de Sorte Grande foi incrível. Cada um dos personagens tem uma questão a se resolver e todas as questões, de alguma forma, fizeram com que eu me conectasse com esses personagens e quisesse conhecer mais sobre quem eles eram, mas o único problema para mim foi o fato de o enredo simplesmente não parecer caminhar de um capítulo para o outro, entendem? Leia mais

Resenhas 09jun • 2018

O Fim do Mundo é Aqui, por Amy Zhang

Eu realmente não sei como começar a falar desse livro porque a escrita de Amy Zhang mexeu comigo de uma forma tão profunda que, encontrar as palavras certas é quase que um desafio. Quando eu peguei O Fim do Mundo é Aqui para ler, eu não tinha nenhuma expectativa para o livro, eu nem ao menos me dei o trabalho de procurar resenhas sobre essa leitura porque queria uma chance de conhecer a escrita da Amy de uma forma muito pessoal e eu posso dizer que se você se emocionou com É Assim Que Acaba, provavelmente você vai reviver parte do que sentiu lendo O Fim do Mundo é Aqui, mas de uma forma completamente diferente.

Amy Zhang tem uma escrita muito leve e ao mesmo tempo com uma intensidade única. Eu realmente gostei da forma como ela conduz o leitor a entrar na cabeça dos seus personagens e entender exatamente como eles estão se sentindo e porque eles estão sentindo. O começo da narrativa me pareceu bastante confuso, mas conforme eu fui entendendo a maneira como ela queria me mostrar aquele enredo, eu me envolvi de uma forma tão impressionante no livro que quando o enredo foi se revelando para mim, foi impossível não me emocionar. Leia mais

Resenhas 09abr • 2018

O Cara dos Meus Sonhos (ou quase), por Jenn Bennet

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Eu conheci a Jenn Bennett muito por acaso, quando eu estava na saraiva uma vez e me deparei com outro livro dela, Night Owls. Desde então eu me tornei uma apaixonada por sua escrita e pela forma como ela criava os seus personagens e, quando a Plataforma 21 começou a divulgar o lançamento de O Cara dos Meus Sonhos (ou quase), eu fiquei bastante animada para compartilhar com mais pessoa a escrita maravilhosa dessa autora.  Em O Cara dos Meus Sonhos (ou quase), Bennett traz um romance adolescente que começa na internet e, acreditem quando eu digo que o relacionamento de Zibelina e Alex não vai te decepcionar.

O enredo de O Cara dos Meus Sonhos (ou quase) é narrado em primeira pessoa e nós temos a chance de conhecer muito sobre a história da Bailey. Apesar de vir de uma família com uma situação financeira razoavelmente boa, Bailey não é uma garota popular e nem está em busca de fazer parte de grupos de amigos. Seu passatempo favorito é assistir filmes e, foi assim que ela começou a conversar com um garoto da Califórnia chamado Alex. Claro que ela não sabe tudo sobre ele porque, bom… a internet às vezes pode não ser um lugar seguro, mas isso não a impede de se mudar para a casa do pai que, por coincidência fica exatamente na mesma cidade em que o tal Alex mora. Leia mais

Resenhas 20jan • 2018

Olá, Adeus e Tudo Mais, por Jennifer E. Smith

Eu já contei para vocês que Jennifer E. Smith nunca decepciona os seus leitores? Porque ela nunca decepciona. Até mesmo Ser Feliz É Assim, que nem é um dos melhores livros que eu já li da autora tem os seus pontos fortes e, eu não consegui não me apaixonar ainda mais por ela quando li A Geografia de Nós Dois no ano passado. Smith tem um jeito único de criar personagens adolescentes realistas e ainda assim com aquele tom “apaixonado” que todo mundo adora encontrar em um YA, e com o enredo de Olá, Adeus e Tudo Mais, não foi nem um pouco diferente.

Olá, Adeus e Tudo Mais acabou de se tornar o meu livro favorito da Jennifer E. Smith. Primeiro de tudo, a narrativa do livro é em terceira pessoa e organizada em “paradas” que os personagens principais fazem ao longo da sua última noite juntos. Cada uma dessas paradas traz à tona um sentimento ou uma memória que os dois compartilharam juntos durante os dois anos de namoro que tiveram, o que os deixa ainda mais perdidos em relação ao que deve ser feito quando eles forem para a faculdade: terminar ou continuar o relacionamento a distância?

Smith construiu esses personagens com cuidado, dando total atenção aos detalhes que tornam cada uma das palavras ditas e decisões tomadas reais para quem está lendo. Eu gostei do fato de ela não precisar usar flashbacks para que eu pudesse conhecer o relacionamento dos personagens e porque aquela decisão era tão importante e tão difícil para eles. Clare e Aidan são personagens que, ao longo do período que estiveram juntos, construíram uma relação muito bonita, que não envolvia apenas o amor que sentiam um pelo outro, mas também a amizade e a confiança que cultivaram. Leia mais

Resenhas 27dez • 2017

O Ódio Que Você Semeia, por Angie Thomas

O Ódio Que Você Semeia é o livro de estreia da Angie Thomas, e foi publicado ainda no início desse ano, 2017. De lá pra cá, o livro foi parar na famosa lista do New York Times, em primeiro lugar, e de lá pra cá, ele também chamou minha atenção. Muito. Por razões mil, criei e alimentei altas expectativas pelo que encontraria no livro, graças à sinopse e à capa – passei o ano inteiro querendo lê-lo. Angie Thomas tocou em uma ferida bem feia e aberta dos Estados Unidos, e, talvez sem saber, tocou também em ferida brasileira – universal, talvez -, pois o livro aborda, dentre várias coisas, a alta taxa de mortalidade de jovens negros pela polícia em situações em que, normalmente, não fosse um negro na situação, a morte não ocorreria, e foi exatamente aí onde minhas expectativas encontraram abrigo. A Galera ainda fez uma playlist no Spotify, baseada no livro, mas eu adicionaria outras, mencionadas no livro, como fez a própria Angie Thomas, nessa playlist.

A capa do livro, com uma garota negra segurando um cartaz no qual se lê o título do livro em letras imensas, com apenas seus olhos a mostra, já me deu uma sensação de que eu sentiria um impacto, me lembrou protesto. A contracapa, com o jovem negro sem rosto, abaixo da frase “A justiça é cega?”, já me deu outra sensação, a de que eu precisaria ler com calma, sabendo que teria algum impacto, grande ou pequeno. Minhas expectativas se misturaram com o frio na barriga e eu soube que esse livro poderia ser bem significativo pra mim – não se tornaria uma bíblia ou algo do tipo, mas me tocaria de algum modo, me passaria alguma mensagem. Meu medo? A Angie Thomas ter me enganado com a sinopse e me deixar chupando dedo.

Logo nos primeiros capítulos foi possível compreender bem o contexto da Starr, a protagonista: moradora do gueto, negra, que se divide entre fragmentos de si mesma de acordo com o ambiente onde estiver: Starr de casa e dos amigos negros de Garden Heights, a Starr de Williamson, a escola privada de classe média-alta, no subúrbio, em que estuda, onde tem seus amigos brancos e seu namorado Chris. Em casa, Starr pode ser ela mesma, enquanto na escola, ela deve agir de forma neutra para não incorporar nenhum estereótipo de negra do gueto – e esses mundos não se misturam. Até aí, nada se mistura e ela consegue manter essa linha divisória perfeitamente. Em uma trágica noite, Starr testemunha o assassinado a sangue frio de seu melhor amigo, Khalil, por um policial. Ela tem dezesseis anos. Ele toma três tiros nas costas, estando desarmado. Leia mais

Resenhas 15nov • 2017

Esqueça o Amanhã, por Pintip Dunn

Eu tinha todas as esperanças do mundo quando comecei a leitura de Esqueça o Amanhã. Mesmo com algumas resenhas negativas, eu me mantive firme e forte na leitura dessa distopia porque acreditava que toda a ideia de uma sociedade construída em cima de “memórias” poderia ser uma aventura e tanto. E, até certo ponto, eu não estava errada. De um modo geral, o enredo de Esqueça o Amanhã é interessante e desafiador, mas a autora peca em pontos importantes na construção do universo e o foco constante no romance entre os personagens principais foi um deslize do qual ela não conseguiu se recuperar.

É um erro comum dos autores de distopia falharem na ambientação do universo e com Esqueça o Amanhã não foi muito diferente. Nos primeiros dez capítulos do livro eu consegui me manter interessada na história, porém, a autora não me dava as informações que eu precisava para entender o universo no qual a história se passava. Como aquela sociedade começou? Quando chegamos naquele ponto? Como funcionava o sistema de memórias? Essas foram perguntas que ficaram na minha cabeça por quase toda a leitura e boa parte delas ainda não foram respondias.

O enredo de Pintip Dunn tem um ritmo lento, demorando mais de vinte capítulos para você poder dizer que a história realmente havia começado. Além disso, o ponto mais fraco do livro está na apresentação vaga dos personagens. Dunn insere uma quantidade infinita de novos personagens a cada capítulo, mas não apresenta de forma descente nenhum deles. Em certos pontos do livro eu senti muita dificuldade de lembrar com quem a personagem principal estava falando e porquê. A falta de organização na construção do enredo é outro detalhe gritante das falhas de Esqueça o Amanhã.

“Gostaria de viver num mundo onde o amor conquista tudo. Mas talvez tenhamos aberto mão deste privilégio quando o Boom Tecnológico alterou nossa sociedade. Talvez, quando construímos um mundo com base em imagens do futuro, tenhamos barganhado nossos sonhos em troca. Pagamos com a paixão de nossas almas, a paixão que arde de esperança, desejo e possibilidades.”

Para um enredo que promete “thriller” na contracapa, Esqueça o Amanhã está mais para um grande livro de romance do que qualquer outra coisa. É claro que o enredo trabalha seus momentos de tensão muito bem, mas prometer um thriller foi um pouco exagerado demais. Além disso, o foco do enredo é confuso, dificultando demais dizer para onde que essa história vai caminhar nos próximos três volumes da série que estão para serem lançados aqui no Brasil. Se vamos ter uma melhora de enredo ou de personagens é muito difícil de dizer.

Callie foi uma personagem que eu gostei nos primeiros capítulos do livro, mas conforme ela vai se deixando envolver pelos seus sentimentos por Logan, a personagem se torna um verdadeiro “pé no saco”. Depois de um certo ponto a leitura pode se resumir na personagem falando constantemente sobre o quanto está apaixonada por seu par romântico e mesmo quando você acha que as coisas vão começar a andar, Pintip Dunn te jogar novamente no looping emocional que é o relacionamento dos dois. Isso não é só cansativo, como matou completamente a minha vontade de continuar essa série.

“Uma garota que procura o sol, como uma flor se banhando em seus raios. Uma garota que ama sua família com todo seu coração. Uma garota tão corajosa que falará qualquer coisa para salvar a irmã . – Ele se aproxima. E chega mais perto ainda. – Você fez tudo o que eu devia ter feito por Mikey, mas não fiz. Sempre vou respeitar isso.”

Esqueça o Amanhã tenta trazer uma distopia pesada para os leitores, mas falha miseravelmente em todos os aspectos que provavelmente deveriam tornar o livro algo bom. Todos os personagens apresentados têm uma história um tanto “macabra” como background, mas isso não é trabalhado de forma inteligente pela autora ao longo dos capítulos. Aliás, passei boa parte do livro com a certeza de que Dunn não tinha a menor ideia de como usar todos os elementos que ela mesma tinha criado para o seu enredo.

Tirando toda a parte do enredo óbvio e das falhas grotescas de enredo, a escrita de Dunn não é ruim, mas apenas confusa. Se você tem disposição para encarar um enredo que não cumpre o que promete, mas que entrega pelo menos um dos romances mais melosos que vocês vão encontrar, então pode ser que Esqueça o Amanhã seja uma leitura muito melhor para você do que foi para mim. Eu comecei esse livro esperando entender uma sociedade com uma forma de governo que eu nunca tinha visto antes, mas me deparei com uma personagem principal passiva e um romance que não convence ninguém.

Esqueça o Amanhã é o primeiro livro de uma tetrologia (aparentemente isso é uma coisa) que eu não pretendo continuar. Distopia é um gênero que vem sendo muito difícil para mim desde o final de Divergente e acho muito difícil encontrar um autor que consiga construir um universo completamente novo, com a quantidade de romance necessária para manter o autor interessado, sem mudar completamente o foco do enredo – se vocês conhecerem um, por favor, me apresentem.

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